COXAnautas - Coritiba Eternamente

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12/03, 20h12 | Bola de Couro | Felipe Rauen

Amigo no vestiário

Continuando os desacertos que a atual direção do Coritiba pratica no futebol, após demitido Paulo Carpegiani (depois de dois meses da renovação de contrato com salários e multa vultosos, ao se diz), aceitou ela pedido dos jogadores para que o comando da equipe fique nas mãos do Pachequinho, uma vez que gostam muito dele, que é amigo de todos. Para tentar mostrar que não se curvava aos jogadores, a direção disse que o manteria como interino, e não efetivo, embora esse seja o desejo dos atletas.

O resumo desse fato diz muito sobre o que reina no departamento de futebol do Coritiba.

Primeiro, tudo indica que houve muita precipitação ao renovar com o Carpegiani sem segurança de que ele se manteria. Quem avaliou isso de modo irresponsável levando o clube a um desgaste e despesas irrecuperáveis?

Depois, se o Pachequinho é um bom sujeito e foi bom jogador – embora nada tenha conquistado pelo Coritiba – sem dúvida ele é um neófito nas funções de treinador e nada provou ainda que o habilite a comandar time de média envergadura no cenário nacional. Ele poderá um dia ser bom treinador, quem sabe, mas ainda tem que comer muitos pacotes de sal em clubes de menor expressão de divisões inferiores para tentar ter possibilidade de sucesso.

Mas talvez mais grave do que o modo como a direção encaminhou o assunto é saber que os jogadores pediram o Pachequinho como técnico, tendo como principal razão o fato de que é amigo e querido por todos. Melhor, disseram alguns, se fosse efetivado por assim haveria mais respeito...

Como assim? A carroça puxando o cavalo? Então cabe aos jogadores escolherem quem os comandará e só um técnico do agrado dos mesmos, de preferência efetivo, merece ser respeitado?

Técnico de futebol, assim como qualquer dirigente ou gerente em qualquer área, deve ter liderança para ser respeitado e conseguir produção e resultados. Ser amigo dos comandados pode ser bom, mas isso é secundário, importante é ter o comando do grupo que dirige. Liderança não vem por decreto e nem por amizade, se conquista. Quem tem ou já teve grupos sob sua chefia sabe bem disso. Esse fato mostra que não há comando no vestiário (aliás, desde a rebelião protagonizada pelo Alex na gestão anterior) e com o Pachequinho certamente não haverá. Logo jogadores estarão decidindo a escalação e substituições, provavelmente rebeldias como a que houve com o Juan no ano passado acontecerão e, não se afaste a hipótese, se formos favorecidos com uma penalidade e o Kléber pegar a bola para cobrar não haverá comando que diga que o encargo deve ser de outro.


Estamos vendo o mesmo filme dos últimos tempos, para o qual contratam-se e dispensam-se os atores, substituindo-os sistematicamente, muitas vezes pelo mesmo nome, e nada de produtivo é alcançado. Ainda que tenha visto somente o atletiba em razão da não transmissão pela TV fechada dos demais jogos, dos resultados e de tudo que ouvi e li não tenho como acreditar que algo mudou ou mudará com o comando nas mãos do Pachequinho. De onde menos se espera é que não sai nada mesmo. Gostaria de não voltar a ver a mesma novela que vi nos últimos anos: fracasso na Copa do Brasil já no seu início, perda do título estadual e luta no campeonato brasileiro somente para evitar o rebaixamento.

Ah, mas pelo menos na Copa Sul-americana não corremos risco de fracasso, uma vez que, por pressão dos mesmos jogadores que hoje querem escolher o técnico, no último jogo do ano passado levamos para Campinas um time com jovens da base que nunca haviam composto a equipe e desperdiçamos a classificação para aquela disputa. É o que dá perder o comando.

Debate

  • "A coluna é perfeita na análise da nossa situação, o clube é uma nau sem rumo, não há comando algum; pelo jeito, este ano não vamos brigar pra não cair, pois nem briga vai ter, lamentável.
    SAV"

    Luciano Haluch | 16/03, 11h39

  • "https://www.facebook.com/PointCoxaDoido/

    Alguem sabe dessa página? Estão falando em dossiê indomável e que irão espalhar para todos, oo documento completo da conversa dos surfistas."

    Alexander M. | 14/03, 17h56 | Móvel

  • "Sou sócio do Coritiba"

    José C. | 13/03, 23h15 | Móvel

    • "Que belo exemplo. Eu estou quase como você José, pagando sócio e não indo ao estádio já vai fazer 2 anos.

      Fico meio triste quando torcedores dizem que vão parar de pagar o sócio de tanta raiva que passam. O momento é turbulento mas os únicos que podem fazer alguma coisa para melhorar são os sócios que precisam estar adimplentes para poder votar e quem sabem, termos rumos melhores.

      Se os insatisfeitos largarem o sócio a tendência é ficar só quem está satisfeito com a situação ridícula que passamos."

      A. dal P. M. | 14/03, 10h07

    • "Outra história que valeria tb uma coluna... Parabéns, José!"

      Thiago G. | 14/03, 20h11

  • "Sou torcedor do Coritiba desde 12 anos de idade, não sou paranaense e nem conheço Curitiba,sou o que se chama torcedor solitário,sou piauiense,moro em Rondônia a mais de anos, conheço muitos paranaenses do interior, nenhum torcedor do trio ferro.assistir pela TV o maio título do verdão do alto dá glória. Meu maior ídolo é Jairo."

    José C. | 13/03, 23h11 | Móvel

    • "Que legal, José. Parabéns."

      B. Felipe Rauen | 14/03, 10h00

  • ""Depois, se o Pachequinho é um bom sujeito e foi bom jogador ? embora nada tenha conquistado pelo Coritiba ".

    Dr, o Pacheco foi o ídolo de uma geração que não ganhou nada: os nascidos nos anos 80. E só por isso ele se tornou idolo. Eu também faço parte dessa geração e até os 16, 17 anos minha maior alegria foi o título de 89 e os gols do Pacheco. Ele se tornou ídolo pois foram 15 anos numa desgraça absoluta,onde até mesmo o Jetson era ovacionado. O título de 85 infelizmente não foi comemorado pela minha geração pois eramos crianças de colo praticamente.
    Não conseguimos construir um único ídolo nos últimos 25 anos. Vergonhoso isso....
    Obs: ídolo são aqueles que gravam seu nome na história através de conquistas. Fazer gol no rival ou dar um título paranaense após a aposentadoria não transforma ninguém em ídolo. O maior ídolo da minha geração foi o Tostão."

    ALEX T. | 13/03, 19h52 | Móvel

    • "Cara aí vc falou td."

      Rafael Canzi | 13/03, 22h35 | Móvel

    • "Quero uma coluna aqui!"

      Rafael Canzi | 13/03, 22h36 | Móvel

    • "Belo comentário, Alex T. O tema valeria uma coluna, sim! SAV!"

      Thiago G. | 13/03, 23h00

    • "Parabéns pelo texto. Excelente."

      Cicero G. | 14/03, 09h42

    • "Tudo verdade o que você disse Alex. Tornei-me coxa de teimoso. Devo ser masoquista sem saber."

      A. dal P. M. | 14/03, 10h01

    • "Impecável, parabéns pela visão é bom senso!"

      Admir | 17/03, 06h02

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Equipe COXAnautas

O Blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.

O Autor

Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro". Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Desde fevereiro de 2.009 é Cônsul do Coritiba em Porto Alegre. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

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