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24/11, 21h48 | Bola de Couro | Felipe Rauen

O sucesso do piso de plástico.

Em qualquer esporte, os competidores devem ter igualdade de tratamento no tocante aos meios que podem utilizar para alcançar as vitórias. Quem estiver melhor preparado ou quem melhor se apresentar, é quem tem sucesso, desde que ambos os contendores disponham dos mesmos meios. A competição esportiva deve ser entre seres humanos e suas habilidades, treinos, esforços, superação pessoal, física e psíquica, com equipamentos semelhantes.

Não podemos imaginar uma luta de boxe onde um dos atletas disponha de luvas mais duras do que o adversário, ou de disputa de esgrima na qual o florete de um dos competidores é mais longo do que o do outro. E nem um tênis de mesa no qual as raquetes sejam feitas de materiais diferentes, uma deles favorecendo a só um dos disputantes. No futebol, seria inadmissível que o clube mandante dos jogos pudesse usar bola que só ele tem e com a qual está acostumado, O desequilíbrio de meios é, no mínimo, falta de respeito ao contendor e falta de espírito esportivo

Refiro-me ao sucesso que o rival vem tendo no campeonato brasileiro, diretamente ligado aos jogos em que figurou como mandante, nos quais disputou e venceu quase todas as partidas no seu estádio, onde o campo de jogo é de material sintético que faz com que a bola tenha velocidade diversa da que toma em gramados naturais.

Neste campeonato, em 18 jogos em casa o rival perdeu apenas 1 partida, empatou duas e venceu as demais 15. É o clube com melhor aproveitamento caseiro, mais mesmo do que o líder disparado da competição, o Palmeiras e do que Santos e Atlético Mineiro, também na sua frente na tabela. Já fora de casa o rival perdeu 14, venceu 2 e empatou 2, sendo o segundo pior visitante, suplantado apenas pelo América-MG. Como visitante, o seu aproveitamento é de 13,7%, inferior ao de 2011, quando foi rebaixado.

Enquanto isso, o Botafogo, que tem tem o mesmo número de pontos do nosso rival, conquistou 5 empates e 6 vitórias fora de casa, ou seja, 28 dos 55 pontos que tem, ou seja, 51% de aproveitamento.

São fatos que falam por si só. O rival joga e treina toda a semana no piso sintético, enquanto os adversários o conhecem por apenas 90 minutos durante o jogo, uma vez ao ano.

Não bastassem os eloquentes números, que mostram que realmente o piso de plástico é fator preponderante para a boa campanha do rival, colhe-se hoje do noticiário que a Chapecoense estaria pensando na possibilidade de jogar a final da Sul-americana no Couto Pereira ou na Arena da Baixada, afirmando o seu presidente: “Vamos analisar os prós e os contras de cada local e chegar a um consenso, explicou o dirigente, que não descarta escolher a grama sintética da Arena para ter uma ligeira vantagem sobre o rival”, completando o técnico do alviverde catarinense “Tem essa possibilidade, podemos ir alguns dias antes para treinar e nos acostumar ao piso. Por isso vamos nos reunir com a direção para definir”. Ou seja, todos sabem que quem conhece e é acostumado com o piso sintético é favorecido no curso dos jogos.

O campeonato se aproxima do seu final e para os atleticanos pouco ou nada importará o modo como obtiveram os pontos. Dirão que o argumento do favorecimento é grita de vencidos ou invejosos. Mas o clube teria o mesmo sucesso se o campo dos jogos em que figurou como mandante fosse igual aos em que os adversários são acostumados a jogar? O cotejo dos números entre os resultados em casa e os de fora mostra que certamente não.

Dirão também que é regulamentar e que a CBF aprovou o piso de plástico. Sem dúvida. Mas isso não afasta a constatação matemática e real de que, sem o instrumento diferenciado, de que só ele dispõe, o Atlético jamais estaria na posição em que se encontra na tabela.

Debate

  • "Parte dos ditos Coxas que aqui opinaram e discordam do Dr. Rauen eu reputo como poodles enrustidos ou "anarfas" de bola. Somente um cego não vê a vantagem absurda e imoral que vem levando a cachorrada do baixadão com este piso de borracha e tbem chamado de sintético. Se fosse benéfico ao futebol todos os demais igualmente o adotariam. E um pouco mais de respeito ao Dr. Rauen que como COXA BRANCA da de 1000 a zero em qualquer um desses "críticos" da suburbana, ou pias de prédio.
    jcesar.coxa"

    Julio J. | 18/12, 09h59

  • "porque nao vai comentar la nos podlos ja que ta puxando o saco deles ocupando o espaço que so VERDAO ta enrustido e´e denegrindo o VERDAO MAIS LINDO DO MUNDO EM SEU PRORIO SITE que nen diz o boris casoy isso e uma vergonha pra nos que lemos artigos comentarios que so nosso se liga ai.o que ta do lado de la do muro deixa pra elas fiquei indignado com seus comentarios aqui e´ CORITIBA MAIOR DO PARANA."

    Joao F. | 15/12, 02h07

  • "Perdemos o atleTIBA na vila com grama natural e em 2013 os poodles jogavam na vila ou no janguito e chegaram na final da CB com time de base sem nenhum investimento, ou seja, o time era ruim mesmo, foram terceiro no Brasileiro garantido vaga na liberta me desculpem mas o assunto abordado pelo Rauen da margem apenas pros poodles cada vez mais zoarem a gente.Então os poodles vão disputar a quinta liberta por causa da grama sintética????Realmente estamos mal, dar ibope pros caras no nosso espaço Coxa Branca."

    Antonio A. | 08/12, 16h36

  • "O FLAMENGO esta fazendo o que sempre pedi, ao invés de estádio um ginásio. Teríamos eventos o ano todo com volei, basquete e futsal, gerando novas opções aos sócios, teríamos mais sócios e em dia. http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2016/12/prefeito-entrega-licenca-final-para-o-fla-construir-sua-arena-multiuso-na-gavea.html"

    Fábio S. | 06/12, 10h34

  • "Com todo respeito a todos os torcedores e amigos, mas tão determinante quanto o tal piso de plástico é a própria arena, os torcedores ficam muito mais próximos dos jogadores, o incentivo ao time e a pressão ao adversário são muito mais intensos nessas condições, os jogadores de outros times já dizem isso há algum tempo. Arena + Grama Sintética fica muito mais fácil!"

    Eduardo P. | 05/12, 15h39

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Equipe COXAnautas

O Blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.

O Autor

Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro". Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Desde fevereiro de 2.009 é Cônsul do Coritiba em Porto Alegre. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

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