21/07/2010 20h30 - Percy Goralewski - Comente esse post
Amigos, exatos trinta e sete dias após ter escrito minha última coluna, muitas coisas que envolveram direta ou indiretamente o Coritiba aconteceram. A começar pela pergunta que lancei e até agora não foi respondida. Confesso que nem mais quero uma resposta. Estou farto de gente que não honra 'as calças' que veste, pessoas como o 'rói corda' Ariel Nahuelpan. Deixo para a vida lhe ensinar que a palavra de um homem de verdade deve ser cumprida sempre. Deste assunto, a única coisa que realmente me interessa é que o Coritiba, por intermédio de seu departamento jurídico, busque incessantemente resguardar seus direitos, demore o tempo que demorar, em busca de seu ressarcimento financeiro pelo contrato 'rasgado' e 'jogado fora' pelo oportunista jogador.
Feito o 'link' com a última coluna aqui postada, gostaria de manifestar minha satisfação por estar escrevendo estas novas linhas, agora como o novo editor chefe do site. A responsabilidade vai ao infinito, tendo em vista que 'capitanear' um timaço como este, composto por cada um dos guerreiros que trabalham diariamente e voluntariamente em prol de uma mesma causa - o Coritiba, é uma tarefa bastante árdua.
A responsabilidade aumenta ainda mais, quando, olhando para trás, vejo quem foram os antecessores na função: Julio Malhadas Neto, Luiz Carlos Betenheuser Jr, Leonardo Lovo e Gibran Mendes. Os nomes falam por si e dispensam qualquer comentário acerca de conceitos como comprometimento, talento, esforço e competência. Quem dera eu conseguir atingir a metade da qualidade dispensada por todos eles nestes quase 14 anos da história do portal COXAnautas.
O desafio está sendo enorme, mas muito recompensante. Falar, defender, escrever sobre o Coritiba é algo indescritível que, agora, com a ajuda de todos os integrantes da equipe COXAnautas, ganha ainda mais contornos de satisfação. Desde já pedirei que os leitores dispensem cordialmente sua paciência tanto quanto à escassez das colunas, como aos equívocos encontrados nas matérias em geral, eles, sem dúvida, fruto da inexperiência no 'cargo'.
Aproveito também para pedir a compreensão dos leitores pela impossibilidade de estar totalmente voltado à condução deste portal, haja vista que os afazeres profissionais nem sempre permitem estar na 'parte de trás' destas páginas, produzindo as matérias que levarão as informações aos leitores. O que posso fazer é me comprometer em fazer o meu melhor.
Ainda, deixo aqui um contato direto com a editoria (redacao@coxanautas.com.br), para que os amigos possam manifestar suas críticas, sugerir pautas, apontar erros e inconsistências nas notícias, enfim, ter um canal direto de interação equipe/leitores.
Feitas estas considerações, passo a comentar sobre dois 'exemplos' que intitulam esta coluna, mesmo que não haja nenhuma relação de grandeza dos feitos praticados por ambos.

Keirrison
O jovem artilheiro Coxa Branca está de volta ao Brasil, vai jogar no badalado time santista. O atleta revelado nas categorias de base do Coritiba, desde muito jovem provou que tinha faro de gol - marcando muitos deles na Copa São Paulo de Futebol Juniores, para logo depois também fazê-lo no time profissional. De simples promessa, o atacante foi decisivo no retorno do Coritiba à primeira divisão em 2007, no campeonato paranaense do ano seguinte, atingindo o ápice de sua trajetória no Alto da Glória no campeonato brasileiro da Série A em 2008 - quando foi o artilheiro da competição.
O sucesso repentino aliado à cobiça e falta de ética de Vanderlei Luxemburgo e à pressa de ganhar muito dinheiro em tão pouco tempo, fizeram que sua história no Coritiba fosse abreviada, transferindo-se para o Palmeiras/SP, onde, após um bom início, começou a cair em 'desgraça'. Desprestigiado no time alviverde paulista, a solução encontrada por seus empresários (algo muito mais interessante a estes, sem dúvida) foi a venda de seus direitos federativos ao poderoso Barcelona.
Com dinheiro no bolso, mas ainda com a inexperiência para atuar no disputado campeonato espanhol, Keirrison fora emprestado pelo clube catalão ao Benfica para ganhar 'corpo' para quem sabe, posteriormente vir a vestir a camisa azul e grená. O martírio profissional do jogador começou a ganhar novos contornos. Seu futebol não foi 'aprovado' em terras lusitanas, sendo emprestado à modesta Fiorentina para um novo round na árdua tarefa de se ambientar ao futebol europeu.
Como havia acontecido em Portugal, Keirrison não se sentiu à vontade na Itália e seu talento mais uma vez fora questionado. A opção que lhe surgiu como a mais adequada foi o retorno ao Brasil para começar tudo novamente. Dinheiro talvez já não seja mais tanto o problema, mas o prestígio e o bom futebol é que são os bens a serem reconquistados.
Retomar uma carreira que parecia ser meteórica não será fácil e prova duas coisas: o dinheiro não é tudo na vida de um jogador de futebol (como não é na vida de qualquer outro profissional) e a 'pressa é inimiga da perfeição', especialmente para os 'atletas da bola'.
Não tenho dúvida de que se Keirrison (e seus empresários) tivessem agido com mais cautela, sem que se alvoroçassem tanto quanto à possibilidade de rápido ganho financeiro, mantendo o jogador no próprio Coritiba para consolidar-se como um grande finalizador, sua convocação para a Copa da África do Sul poderia não ter sido somente um sonho.
Fica o exemplo para os jovens atletas da base Alviverde, especialmente os garotos da equipe Sub20. Ajam com prudência, não tenham pressa. Construam suas carreiras sempre com amor ao que fazem e não somente à fama e dinheiro que serão consequências naturais de um trabalho bem feito.

Elias Feder e Aryon Cornelsen
Aryon Cornelsen
No vértice totalmente oposto ao exemplo acima citado, está a figura do inesquecível Aryon Cornelsen. Um homem que dedicou sua vida pelo Coritiba Foot Ball Club. Sem sombra de dúvida, este baluarte da história Coxa Branca soma-se à Antonio Couto Pereira, Evangelino da Costa Neves e Dirceu Krüger como os mais destacados personagens dos cem primeiros anos do clube do Alto da Glória.
Aryon representou a personificação da palavra empreendedorismo. Era um homem à frente do seu tempo, um visionário. Enquanto os outros pensavam, ele executava. Enquanto os outros planejavam, ele construía - foi assim que a coletividade coritibana pode, finalmente, bater no peito e com orgulho afirmar que o Coritiba era (é) o detentor do maior e melhor estádio do futebol paranaense.
De atleta à dirigente do Coritiba, Aryon Cornelsen deixou um legado muito maior do que o Estádio Couto Pereira. Provou que com perseverança, amor a uma causa, honradez e sapiência grandes feitos podem ser alcançados, mesmo que no 'modesto' (para alguns jovens atletas) Coritiba Foot Ball Club.
Tive o privilégio de sentar ao seu lado num jantar em que o assunto não poderia ser outro, senão o Coritiba. Além da sua agradável companhia, tive uma verdadeira aula de entrega ao clube que tanto amamos. Naquela oportunidade pude ouvir as mais incríveis histórias que desembocaram numa agradável dúvida: como aquele homem franzino podia apresentar tantas ideias gigantescas para resolver os problemas do clube? Os Bingões, o famoso Bolo Esportivo, entre tantos outros assuntos, levaram-me a constatar o quanto nós ainda temos muito a fazer para chegar à sombra deste homem de valor.
Ao final do jantar, Aryon antes de se despedir, disse: "Eu ainda tenho muitos projetos para o Coxa! Está tudo aqui na minha mente - eu sei como fazer"!
Não deu tempo! Sua inteligência precisava estar ao dispor do Criador, nas obras necessárias lá no céu!
Como torcedor Coxa Branca, gostaria de registrar meus agradecimentos à Família Cornelsen por terem sempre estado ao lado de Aryon nos momentos que ele procurava engrandecer o Coritiba Foot Ball Club, apoiando-o, confortando-o nos momentos de insucessos e incertezas e comemorando os grandes feitos.
Deixo minha sincera homenagem a Aryon Cornelsen, reproduzindo aqui o vídeo editado pelo produtor e editor audiovusual Fernando André. O vídeo é uma pequena mostra da grandiosidade deste homem e sua visualização indispensável.
Que Deus o receba em júbilo e estenda aos familiares o conforto pelo descanso eterno - merecido após tanto esforço.
Fica o exemplo maior - o qual todos nós precisamos seguir!
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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14/06/2010 22h00 - Percy Goralewski - Comente esse post

Diante de tudo o que já escrevi sobre o imbróglio existente entre a decisão de Ariel Nahuelpan em cumprir ou não com sua palavra, especialmente no que se refere ao chamado Princípio da Boa fé existente nos contratos, e tendo como base a clara intenção do jogador de 'roer a corda' - como se diz no mundo do futebol, gostaria de deixar uma, somente uma, pergunta para que o jogador argentino ou seu procurador Augusto Mafuz respondam - caso tenham hombridade suficiente para fazê-lo:
Acaso fosse o clube que estivesse neste instante dispensando o atleta, mesmo antes do término do contrato originário de cinco anos, você Ariel ou você Mafuz acionariam o Coritiba cobrando a multa rescisória por descumprimento contratual? (Aliás, sugiro que esta pergunta seja feita pelos advogados do Coritiba, perante a juíza, na Audiência de Instrução e Julgamento a ser realizada no dia 21/06).
Confesso que gostaria de saber qual seria a postura que tomariam!
Caso pretendam se manifestar, o e-mail para contato é detorcedorpratorcedor@coxanautas.com.br
Acredito que assim como eu, a torcida Coxa Branca tem direito a uma resposta, especialmente vinda de você Ariel.
Acaso tenham um mínimo de respeito para com os torcedores, sócios e dirigentes Alviverdes, deixo o espaço à disposição para a publicação da resposta que porventura venha a receber.
Mais uma e pela última vez pergunto: E aí, Ariel?!
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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11/06/2010 14h50 - Percy Goralewski - Comente esse post

31 de julho de 1985. Estádio Maracanã/RJ. Final do Campeonato Brasileiro. Bangu x Coritiba. Empate no tempo regulamentar em 1x1 e 6x5 para o Coritiba nos pênaltis. Após o erro de Ado na cobrança da penalidade máxima (chutou para fora), o capitão Gomes converteu o arremate e fez do Coritiba o primeiro 'Campeão da Nova República'.
10 de junho de 2010. Estádio Farião, Divinópolis/MG. Final da Taça BH de juniores - a mais importante competição nacional da categoria. Coritiba x A. Paranaense. Empate no tempo regulamentar em 1x1 e 5x4 para o Coritiba nos pênaltis. Após o erro de Tomas na cobrança da penalidade máxima (chutou para fora), o atacante Dudu converteu o arremate e fez do Coritiba o Campeão Brasileiro de 2010.

Trago esta lembrança ao amigo leitor por duas coincidências existentes em ambos os títulos: para alcançá-los raça e honra não faltaram e por terem sido conquistados nas cobranças de penalidades máximas.
Desde quando o Coritiba saiu do Maracanã com a estrela dourada no peito, os atleticanos insistiram em querer desmerecer a conquista, alegando que ela 'só' ocorrera pela sorte na 'loteria dos pênaltis' e pelo fato do adversário da final não ser um dos 'grandes' do futebol brasileiro.
Quis o destino que 25 anos depois, esse argumento fosse empurrado 'goela abaixo' dos rivais, mesmo que estejamos falando da categoria que antecede os profissionais.
Pela primeira vez na história, Coritiba e A. Paranaense estiveram frente a frente numa decisão de competição nacional. E mais uma vez, a mística da camisa 'jogadeira', a raça e honra com a qual os jogadores Alviverdes disputaram toda a competição, deixando pelo caminho grandes equipes do futebol brasileiro (como os profissionais fizeram em 1985), o clube do Alto da Glória chegou à final da competição contra um clube de expressão nacional, digamos, 'questionável'!
Tal qual ocorrera em 1985 com o Bangu, havia um consenso antes da bola rolar: o A. Paranaense já podia encomendar a faixa, haja vista ter conquistado esta mesma competição em duas oportunidades, o que o credenciava, segundo a mídia, no principal candidato ao título.
Seria a comemoração do tri-campeonato atleticano! SERIA! Assim como colocou 'água no chope' do time carioca em 85, a 'piazada Coxa Branca' fez os 'entendidos' queimarem a língua, impedindo mais uma vez que o inédito grito de tri-campeão atleticano saísse da garganta.
Já escrevi e repito: estamos vivenciando o Ano do Centenário (que findará em 12 de outubro de 2010 - quando completaremos 101 anos).
Fomos campeões estaduais (de profissionais) em cima dos rubro-negros, numa campanha absolutamente irrepreensível; estamos há mais de dois anos invictos em atleTIBAS - sejam aqueles disputados na baixada ou no Couto Pereira (lembrando que na última derrota, por 2x1 na baixada, erguemos a taça de campeão paranaense de 2008) e agora, em pleno ano do centenário, fomos campeões brasileiros de juniores contra 'eles'.
Sim, estamos na segunda divisão. Caímos por nossa própria incompetência, jamais por qualquer 'ajuda' que os rivais pudessem ter dado para nos colocar novamente neste martírio, afinal, no empate em 1x1 na baixada e na vitória Coxa Branca no Couto Pereira por 3x2 pelo campeonato brasileiro de 2009, a única alegria que lhes sobrou foi ver o Coritiba ser rebaixado de divisão - nada que o tempo não recoloque as coisas nos seus devidos lugares.
Como não poderia ser diferente diante da grandeza desta conquista, registro, por fim, meus cumprimentos pelo excelente e incansável trabalho desenvolvido por alguns abnegados coritibanos, especialmente no tocante às categorias de base do Coritiba.
Pierre Boulos, Arthur Klas, Mazzuco (entre tantos outros dirigentes verdadeiramente comprometidos em fazer do Coritiba um clube campeão e formador de talentos), estão de parabéns ao lado de toda a diretoria do clube, do competentíssimo Marquinhos Santos e dos jovens atletas campeões do Brasil.
Estas belas 'pratas da casa' precisam, agora, de ainda mais cuidado, seja na carreira, seja no aspecto contratual para que continuem possibilitando ao Coritiba os títulos dentro de campo e os dividendos nos cofres.
Cabeça no lugar, seriedade, profissionalismo e comprometimento farão com que cada um dos campeões fique eternizado na história centenária do clube mais tradicional do Paraná.
Rivalidade à parte (e rivalidade não pode ser confundida nunca com auto fagismo), o futebol paranaense está de parabéns. Como mencionado, esta foi a primeira vez em que dois clubes da Terra das Araucárias decidiram uma competição nacional, mesmo que das categorias de base (quem dera se esta fosse a primeira de muitas pelo fortalecimento do futebol do nosso Estado).
Parabéns ao belo time da baixada que fez uma campanha irrepreensível, conquistando o vice-campeonato.
Ao Coritiba, a glória digna do campeão. A história contará que nesta decisão, mais uma vez a mística camisa verde e branca manteve sua supremacia contra a camisa rubro negra e conferiu ao clube do Alto da Glória outro título nacional.
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Percy Goralewski
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08/06/2010 11h30 - Percy Goralewski - Comente esse post

Segundo a enciclopédia virtual Wikipédia, a palavra 'política' significa: "arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa). Nos regimes democráticos,a ciência política é a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância".
Etimologicamente, tal palavra exprime o conjunto de ações relacionadas à organização de um determinado número de indivíduos quanto ao fim de administrar e gerir um bem comum.
Infelizmente, com o passar dos tempos, este conceito perdeu força, transfigurando-se num meio corroído pela ganância e poder.
Salvo raríssimas exceções, o meio político se transformou num palco onde se cultua a desfaçatez, o jogo de interesses, os conchavos, as propinas, as falcatruas. É assim no mundo todo, especialmente no Brasil.

Os exemplos são diversos. No Paraná, vivemos uma grave crise moral na Assembleia Legislativa. Denúncias dão conta de irregularidades que montam (até o presente momento) R$ 100.000.000,00 e muito mais grave do que o prejuízo econômico que causaram ou continuam causando, é o prejuízo moral de uma instituição que deveria primar pela transparência.
Objetivando demonstrar a indignação do cidadão comum - que eleição após eleição acredita num constante recomeçar ideológico, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Paraná levantou uma bandeira, denominada: O PARANÁ QUE QUEREMOS.
A campanha, que já conta com a adesão maciça da população paranaense e demais entidades, encontra seu ápice no dia de hoje. Por diversas cidades do Estado, a população da Terra das Araucárias terá a oportunidade de exercer seu sagrado direito de cidadania, ao demonstrar sua desaprovação a todo e qualquer agente 'político' que deturpa os desígnios de seu mandato.
Em Curitiba, o movimento ocorrerá a partir das 18:00h, na famosa Boca Maldita, no centro da cidade. Como cidadão curitibano, conclamo todos os meus compatriotas a participar deste ato cívico pela moralidade na "Casa de Leis" do nosso Estado. Que por todas as cidades paranaenses, o povo possa demonstrar uma resposta pacífica e ordeira de civilidade.
Basta de corrupção! Chega de sermos omissos quando o assunto é o combate aos atos contrários à dignidade, à honestidade, ao bom caráter! O pensamento individual e imprório do 'eu não faço a diferença' precisa ser arrancado de nossas mentes, pois é o que nos entorpece e permite que os fascínoras nos oprimam pelos desmandos.
Convido os leitores a assistirem um vídeo que contém um discurso que merece reflexão. Trata-se de uma manifestação da deputada estadual carioca Cidinha Campos (PDT-RJ) que se insurgiu contra a candidatura de um de seus colegas ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas fluminense. Se o discurso realmente é reflexo de uma postura ética e séria por ela praticada, não posso afirmar com precisão, esperando, inclusive, que não tenha sido somente mais um ato absolutamente teatral promovido por nossos representantes. De todo modo, vale a pena acompanhá-lo:
Desde que assisti este vídeo pela primeira vez, uma frase não mais saiu de minha cabeça: "A corrupção está no DNA das pessoas"! É verdade! Infelizmente não há outra premissa tão verdadeira quanto esta no meio em que vivemos. No universo político, então, ganha contorno de verdadeiro dogma.
Justamente para começar uma contra ofensiva ao caos moral instalado neste país, é que a participação popular no movimento de logo mais no Paraná precisa ganhar força.

O orgulho de ser brasileiro vai muito além do que enfeitar os carros ou as casas nos dias que antecedem uma Copa do Mundo. Aliás, muito mais eficaz, para a nação como um todo, é que cada cidadão paranaense que inicialmente ocuparia seu tempo hoje, por volta das 18:00h, adquirindo bandeirinhas verde e amarela para colocar em seu automóvel para festejar a Copa do Mundo que se avizinha, é estar presente nas ruas por onde esta manifestação passar.
Aliás, por falar em futebol, até mesmo no esporte que tanto amamos e cultuamos, a sórdida política está cada vez mais arraigada.
Citarei um exemplo muito próximo, mesmo sendo repetitivo. Escrevi neste espaço um questionamento para o qual até agora não obtive resposta: Cidadão Honorário. POR QUE?!
Não consigo vislumbrar qualquer demonstração mais contundente de que, pela 'política' (talvez a da boa vizinhança), o povo curitibano tenha que ter se dobrado à ricardo teixeira.
Uma figura absolutamente intragável que, no universo Coxa Branca, só nos fez retroceder em virtude de sua prepotência e arrogância.

Mesmo assim, recebeu 'as chaves' da nossa querida cidade, por pura hipocrisia de nossos representantes na Câmara Municipal e os cumprimentos de nossos dirigentes numa clara demonstração de submissão ao poder concentrado nas mãos deste intragável sujeito.
O velho ditado popular mais uma vez se fez presente: 'se não pode vencê-lo, junte-se a ele'! O problema no caso do Coritiba é que de nada adianta cortejar o presidente da cbf - isto já está mais do que provado ao longo de quase 21 anos.
Menos mal que o sentimento de escárnio que cada torcedor Coxa Branca sente por este sujeito restou demonstrado pelo coritibano Rafael Zimmermann, a quem, em pé, aplaudo.
É por essas e outras que, ao invés de colorir as janelas da minha casa de verde e amarelo, fazendo a contagem regressiva para a Copa juntamente com a rede globo, prefiro vestir minha camisa Alviverde e ir para a Boca Maldita.
Sonho com o instante em que os princípios da justiça, honestidade e vergonha na cara voltem à ordem do dia e deixem de ser, como hoje são considerados, demodés!
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26/05/2010 19h30 - Percy Goralewski - Comente esse post

'Navegando' pelo site oficial do Coritiba, procurei me atentar à página que menciona os atletas que compõem o elenco profissional. Segundo as informações lá obtidas, o atual plantel Coxa Branca é composto por:
Goleiros: Edson Bastos, Vanderlei, Wanderson e Rafael;
Zagueiros: Jeci, Dirceu, Lucas Mendes, Pereira, Cleiton e Demerson;
Laterais: Luiz Paulo, Ângelo, Denis, Luciano Amaral, Fabinho Souza, Fabinho Capixaba e Triguinho;
Volantes: Leandro Donizete, Willian, Rodrigo Pontes, Daniel, Marcos Paulo e Andrade;
Meias: Renatinho, Tiago Real, Ramon, Lelê, Enrico, Rafinha, Geraldo, Jefferson e Dudu;
Atacantes: Ariel Nahuelpan, Marcos Aurélio e Bill.
Numa primeira análise, dos trinta e cinco nomes, conclui-se pela presença de jogadores que não têm tido muito espaço no time, caso dos dois últimos goleiros (por questões óbvias); de Cleiton (que retornou do empréstimo ao futebol paulista); dos laterais Luiz Paulo, Luciano Amaral e Fabinho Souza; dos volantes Rodrigo Pontes e Daniel e dos meias Ramon e Lelê.
Tais 'baixas' reduzem ainda mais o escasso número de atletas à disposição de Ney Franco para a disputa da longa Série B, afinal, são apenas vinte e cinco jogadores que, se não gozam da titularidade, são ao menos chamados para compor a delegação que se concentra e viaja.
Analisando cada compartimento do elenco, pode-se concluir o seguinte:
No gol não temos problema! Edson Bastos e Vanderlei (citarei os dois principais goleiros, tão somente, tendo em vista que ambos é que estão sendo aproveitados no momento) além de dois excelentes arqueiros, mostram-se atletas de grande noção de grupo, respeitando-se mutuamente.
Na 'zaga' começam nossos problemas, haja vista a constante tentativa de 'casamento' entre os defensores e a quantidade de gols tomados, tomando como base estas quatro primeiras partidas da Série B. Acredito que neste setor o que está faltando é o encontro dos atletas que se complementem entre si - fortalecendo um setor que é bastante exigido, especialmente nas partidas longe do Couto Pereira. Penso que o trio Jeci, Demerson e Cleiton poderia ser testado, mostrando-se, quem sabe, ser a solução para os problemas defensivos.
Nas laterais salta aos olhos a carência de uma melhor qualidade técnica. Dos atletas utilizados por Ney Franco (Ângelo, Denis, Fabinho Capixaba e Triguinho) nenhum deles passa a total confiança à torcida coritibana. Os altos e baixos de suas atuações se destacam mais pelos 'baixos' do que, pelo menos, uma regularidade.

Para Fabinho Capixaba o sinal vermelho acendeu faz tempo - uma pena, pois no Coritiba seu futebol não apareceu e insistir na sua escalação é 'queimar' ainda mais o jogador, irritar a torcida e nada de construtivo proporcionar ao clube.

Tomando como base a partida contra o Brasiliense, acende uma luz de esperança para a torcida Coxa. Digamos que Ângelo e Triguinho estejam sob a luz amarela do 'semáforo Coxa Branca', com boas perspectivas de verem a luz verde lhes iluminar daqui por diante.
Mesmo assim, a contratação de atletas para este setor é a primeira necessidade do clube, pois, mesmo que Ângelo e Triguinho 'vinguem' nas laterais, não teriam reservas à altura.
Os volantes coritibanos, tal qual ocorre com os goleiros, mostram que podem 'dar conta do recado'. Destaque para a dupla Leandro Donizete e Marcos Paulo - que se 'adonaram' da posição.
No meio campo outro setor que carece de qualificação técnica. Contando mais assiduamente com Renatinho, Tiago Real, Enrico, Rafinha, Geraldo, Jefferson e Dudu, nota-se claramente a ausência de um jogador que articule melhor as jogadas, que faça a preparação dos lances para os atacantes. Não há um só jogador com a característica de cadenciar o jogo, 'acalmar' a jogada, fazer a bola rolar! Os jogadores coritibanos, mesmo que hábeis, notabilizam-se pelo individualismo, pelo drible, pela velocidade. Entendo haver a necessidade da contratação de pelo menos um meio campo experiente para ajudar esta 'piazada' na difícil tarefa de furar os bloqueios impostos pelas equipes da Série B.
No ataque nosso principal motivo da 'perda de sono'! Bill acabou de sofrer uma intervenção cirúrgica, Marcos Aurélio segue tratando uma pubalgia e Ariel Nahuelpan continua com a irritante novela do 'vai ou não vai ficar', ou seja, no atual momento, não contamos com nenhum atacante de ofício para a próxima partida diante do Asa de Arapiraca.
Absolutamente desnecessário dizer que a diretoria deveria ter saído 'ontem' ao mercado em busca de novos atacantes. Esperar o fim da Copa do Mundo pode ser tarde demais, pois as rodadas vão se seguindo, os possíveis novos contratados não encontrarão um padrão competitivo nos primeiros jogos e o prejuízo vai ficando cada vez maior.
Diante deste quadro, importa questionar: com quem Ney Franco pode contar para tirar o Coritiba do atoleiro?
Faço essa pergunta especialmente dirigida ao setor ofensivo - aquele de maior carência. Bill e Marcos Aurélio, por questões clínicas, ficarão de fora por um bom tempo.
Já o fiz e volto a questionar: E aí, Ariel?!

Tenho visto manifestações dando conta de que o jogador afirma querer ficar. No entanto, pra falar claramente, por que não 'sai da moita', se dirige até o departamento de futebol e assina o novo contrato (em verdade, honra o compromisso que há dois anos assumiu)?
Pare de se enganar, Ariel. Essa sua inércia e até certa desfaçatez de falar uma coisa e não agir de modo prático ainda vai levá-lo à ruína. Você tem apenas vinte e dois anos. Era um atleta desconhecido que está aí 'para o mundo ver' graças ao Coritiba. Por que insistir numa saída tão conturbada?
Por que as coisas precisam ser decididas por um magistrado? Sua palavra dada ao clube, há dois anos, de nada vale?
Pare e pense: cumprindo o contrato original que prevê um vínculo de cinco anos, você sairá do Coritiba (se realmente este for o seu desejo) de cabeça erguida - pelo portão da frente do Couto Pereira, aquele mesmo portão em que você foi recebido.
Recorde-se daquele momento e perceba que o Coritiba parecia-lhe um 'sonho' - uma oportunidade verdadeira de aparecer para o mundo do futebol.
Por que no passado sua humildade fez reconhecer ser um bom negócio assinar com o clube do Alto da Glória por cinco anos? O que mudou de lá para cá, Ariel?
Crie juízo, honre sua palavra, mande seu empresário e advogado 'passearem' e decida por si só como quer ficar conhecido no mundo da bola - se um atleta esforçado, raçudo e comprometido ou como o famoso atleta que 'rói a corda'!
Lembre-se: o mundo dá muitas, muitas voltas!
Acaso seu desejo seja realmente o de sair do Coritiba, é simples: deposite o valor da multa rescisória e seja feliz!
Sendo uma ou outra situação, como torcedor peço: assuma uma postura de profissional, de homem de honra e venha a público dizer o que quer da vida. Os dirigentes e torcedores do Coritiba Foot Ball Club têm o direito de saber se você estará até o final do projeto de retorno à Série A.

Aos dirigentes um pedido: mesmo com todas as dificuldades financeiras que esta famigerada temporada traz ao clube, façam um esforço e contratem de imediato dois laterais, um meio campo para cadenciar e liderar a 'piazada do Alto da Glória' e dois atacantes (de referência, principalmente).
Aproveitemos a parada para a Copa para padronizar e treinar o time com os reforços que venham qualificar o elenco.
Todo o esforço do mundo terá que ser feito nesta temporada. O Coritiba não pode 'se dar ao luxo' de permanecer outra temporada no segundo escalão do futebol brasileiro.
Finalmente, faço um pedido aos torcedores que estão indo à Joinville para acompanhar as partidas na bela cidade catarinense: respeitem os torcedores locais. Não foi nem uma, nem duas vezes que soube da ocorrência de insanas hostilidades para com os torcedores do Joinville que, em claro sinal de apoio à coletividade Coxa Branca, adentram à Arena daquela simpática cidade para apoiar o Coritiba.
Já não bastassem terem nos acolhido tão bem, 'emprestando sua casa' para nos abrigarmos enquanto perdurar nosso 'castigo', agora precisam ir ao estádio sem as cores do seu time do coração, justamente pela absurda perseguição à cor proibida!
Tal perseguição pode até fazer algum 'sentido' aqui em Curitiba, mas na casa alheia dança-se a música que se está ouvindo!

Como forma de respeito e agradecimento ao acolhedor povo de Joinville, deixo um grande abraço ao Sr. Nelson e ao Sr. Edilson que tão bem me receberam, bem como aos meus amigos Niltinho, Samir, Fernandes e Camilo quando lá estivemos na estreia do Coxa, diante do América-MG.
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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21/05/2010 15h30 - Percy Goralewski - Comente esse post

O futebol é um esporte realmente dinâmico - não tanto por seus lances imponderáveis, pelas jogadas improvisadas ou pelos seus mais notáveis praticantes.
Refiro-me aos aspectos invisíveis que circundam este que é, sem dúvida, um dos mais rentáveis negócios do mundo.
É de conhecimento público e notório que o cidadão ricardo teixeira (e vou grafar SEMPRE este nome em minúsculo) fez do futebol o meio pelo qual construiu um verdadeiro império.
Dia desses, assisti num canal de televisão, e perdoe-me o leitor por não recordar qual, uma reportagem que trazia alguns números do faturamento anual da CBF, notadamente ao que se referia ao vultoso incremento de receitas que este dirigente trouxe para a referida entidade desportiva.
A reportagem mencionava os patrocínios que a CBF conseguia 'as duras penas' em gestões anteriores, quando ainda se vivenciava a 'época romântica' do futebol brasileiro, época em que os jogadores eram marginalizados na nossa sociedade (algo praticamente impensável nos dias atuais).
Com a eleição de ricardo teixeira tudo mudou. As cifras que passaram a circular pela casa maior do futebol brasileiro foram às alturas e, é claro, elevou este novo presidente a um status nunca antes por ele sonhado.
Não há dúvida que ricardo teixeira é um dos homens mais influentes do Brasil. E o é pela incomensurável importância que o futebol exerce na vida da maioria dos brasileiros.
Seu poder transcende a esfera desportiva, chegando facilmente aos meios políticos - onde, aliás, sente-se muito bem, pois é o típico sujeito que gosta de ter seu ego massageado!
Pior que gostar de ter o ego massageado é saber que existe uma legião de puxas-saco ávidos por fazer média com o todo poderoso 'dono do futebol brasileiro'.
Abro um pequeno parênteses: o futebol para o brasileiro é muito mais que a 'paixão nacional' - isto fica ainda mais claro justamente nesta época que antecede uma Copa do Mundo. Diria mais: para o brasileiro, o futebol é quase como uma 'instituição sagrada', pela qual, inclusive, chega-se às raias da loucura de se presenciar semelhantes se matando por vestirem cores rivais. Diante desta inexplicável importância, deste caráter quase que institucional que o futebol representa para o brasileiro, entendo que deveria haver uma constante fiscalização por parte do Ministério Público nas coisas que envolvem a CBF. Não proponho uma intervenção, por óbvio, mas que o interesse público (dos torcedores de um modo geral) fosse guarnecido pelos agentes fiscalizadores da legalidade, mormente ao que concerne aos contratos assinados, sejam de patrocínios, sejam de direitos de transmissão, sejam de negociações de atletas que necessitam da chancela da CBF. Sem dúvida, seria um passo muito grande em direção à moralização do futebol brasileiro. Fecho o parênteses.
Voltando aos puxas-saco de plantão, eis que um vereador de Curitiba resolveu estender o tapete vermelho e conferir a mais alta honraria de nossa terra ao 'dono do futebol brasileiro', como se este sujeito em algum momento na história tivesse feito algo de positivo para o nosso Estado ou nossa cidade.
Até onde tenho conhecimento, o título de cidadão honorário é uma condecoração que deve ser estendida a pessoas que efetivamente tenham contribuído para o avanço, para o engrandecimento dos interesses da coletividade de um determinado território, e aí questiono o vereador Mario Celso Cunha: O que ricardo teixeira proporcionou de positivo para o futebol paranaense? O que fez ou estaria na iminência de fazer pelo bem de nossa cidade?
Se tal honraria se consubstanciar no possível anúncio da confirmação da sede de Curitiba para o Mundial de 2014, nada restará de dúvida quanto à articulação política desenvolvida para favorecer o C. A. Paranaense, sob a pretensa desculpa de que a Copa em Curitiba trará benefícios para o Coritiba, para o P. Clube e demais agremiações.
Chega a ser ridícula a desfaçatez dos dirigentes e políticos rubro negros quando afirmam que os Coxas Brancas e os paranistas terão metrô para se deslocar... 'esquecem' que com esta afirmação tentam justificar o incremento patrimonial de uma única agremiação - em total descompasso com o princípio da isonomia, caso seja injetado dinheiro público nesta obra privada.
Mais ridículo ainda é a inércia dos dirigentes e políticos Alviverdes que parecem engessados diante das articulações promovidas por todos os vereadores, demais políticos e até pelo atual governador do Estado que diuturnamente tenta encontrar 'brechas' na legislação para poder derramar dinheiro público na meia arena da baixada - seria cômico, se não fosse trágico.
Mas para quem já foi fazer uma visitinha para o mais novo cidadão honorário de Curitiba, isso não é nada!

Fico me questionando: por que as vozes verde e branca estão absolutamente caladas? O que há por detrás de tudo isto?
A cerimônia que conferirá a ricardo teixeira o título de cidadão honorário de Curitiba, ocorrerá na próxima terça-feira, dia 25, às 19:00h.
Convido todos os cidadãos curitibanos e coritibanos que vivenciaram a famosa canetada de 1989 - promovida por ricardo teixeira a comparecer ao plenário para ‘bater palmas’ e ‘agradecer’ in locu pela grande contribuição que ele deu ao clube do Alto da Glória, tirando-lhe de um caminho evolutivo nos últimos 21 anos.
Estendo o convite aos mais jovens também, afinal, estão sentindo na pele as consequências das articulações promovidas por ricardo teixeira, quando escolheu o Coritiba Foot Ball Club como o 'exemplo' a ser dado para o mundo quando o assunto é a punição à desordem!
Realmente, duas grandes contribuições para o povo curitibano!
Uma 'dúvida' que ainda paira: quais são as cores defendidas pelo vereador Mario Celso Cunha (autor da proposição desta homenagem)?
Ah, tá... a homenagem será 'justa' e 'compreensível'!
Por fim, gostaria de transcrever um trecho da coluna que aqui postei em 09/04/2010 acerca da polêmica 'paradinha' no momento da cobrança da penalidade máxima:
"Paradinha
Gosto do futebol por ser um esporte de inúmeras variáveis. Contudo, uma situação precisa ser revista pela International Board, a meu ver: a questão da paradinha na cobrança de pênalti.
Não afirmo isto, tendo como base a perda absurda das três últimas penalidades marcadas a favor do Coritiba, nem tampouco pela forma com a qual o jogador Alan Bahia do time vice líder do campeonato costuma cobrar os lances capitais.
Sob um contexto geral, numa cobrança normal de penalidade máxima, o batedor tem (se pudéssemos auferir com precisão) cerca de 95%, 98% de chances de converter em gol o chute desferido. Ao goleiro, então, caberia uma ínfima parcela percentual de chances de executar a defesa.
Pois bem, ao permitir o tipo de 'paradinha' em cima da bola - para deslocar o goleiro,ludibriando-o com um chute em falso, diminui-se a zero a oportunidade de defesa, sendo desnecessário, portanto, a presença do goleiro no lance.
Se for para ser assim, que nem se coloque cobrador e goleiro frente a frente - que se marque a penalidade e confira um gol de vantagem no placar ao time que teria direito à cobrança.
O 'engraçado' é que quando o goleiro se adianta na cobrança do pênalti, o lance é anulado e a cobrança é feita mais uma vez!
Lembro que até certo tempo atrás, a tal da 'paradinha' (à qual sou totalmente contra) acontecia no trajeto entre os primeiros passos do cobrador em direção à bola, jamais quando o mesmo estivesse em cima desta - o que, como dito, só serve para ludibriar o goleiro adversário - tirando toda a 'graça' de uma possível e consagradora defesa."
Por sorte, o bom senso realmente não parece ser um instituto prescrito, afinal, a famigerada 'paradinha' (que se transformou no 'paradão') está com os dias contados. Bom para a graça do esporte!
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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10/05/2010 21h20 - Percy Goralewski - Comente esse post

Começou a famigerada Série B para o Coritiba e, finalmente, a 'última ficha' oriunda dos trágicos acontecimentos do dia 06/12/2009, caiu: nos vemos mais uma vez disputando esta maldita divisão e, pior: a iniciamos com o pé esquerdo.
Depois de ter liderado de ponta a ponta o (fraco, mas almejado) campeonato paranaense, o time Coxa Branca já pode sentir que a trajetória de retorno à Série A será longa e penosa.
Tenho confiança no trabalho desenvolvido pelo técnico Ney Franco, mas é preciso mencionar alguns pontos que merecem reflexão:
I) O plantel coritibano carece de reforços; II) para jogar no Coritiba, os atletas tem que ter a consciência que só vontade não basta - um 'pouco' de técnica é fundamental e III) é preciso que se defina quem ficará no clube do Alto da Glória até o final desta competição.

A conquista do campeonato estadual foi saborosa - pela vitória incontestável frente ao 'rival da Série A', servindo como uma massagem ao machucado ego do torcedor Coxa Branca. No entanto, ela por si só não é suficiente para aplacar a necessidade do clube 'ir às compras'.
Contratar dois laterais, dois meias armadores e dois atacantes é o mínimo que se espera - e que estas contratações não demorem a acontecer, sob pena dos pontos perdidos aqui e acolá fazerem falta ao final da competição.
Não temos tempo a perder e nem crédito para 'queimar' - o time tem que ter opções e jogadores que possam substituir os titulares, garantindo que a regularidade da equipe seja mantida ao longo de toda a competição.
Se as carências não se mostraram latentes no campeonato estadual (por sua pobre qualidade técnica), na Série B elas já começam a ficar expostas. Tomara que Felipe Ximenes tenha boas novas de sua viagem à Argentina e Uruguai.
Aliada à necessidade de reforços, o atual elenco, por mais que aparentemente seja composto por uma maioria de atletas que estejam imbuídos do projeto de fazer o Coritiba voltar à primeira divisão, conta com jogadores que precisam mostrar mais qualidade técnica.
Tecer críticas nem sempre é fácil, a uma porque se manifestar sobre o trabalho alheio com imparcialidade não é uma tarefa simples para um torcedor, a duas porque nem sempre é fácil encontrar o momento apropriado para as mesmas.
Contudo, o Coritiba não tem a chance de errar. Não há tempo para lamentações.
Tentando criar uma forma de criticar numa medida que acho justa, utilizarei uma analogia para criticar alguns atletas de forma mais direta, conferindo-lhes sempre a oportunidade de na próxima partida se 'redimir' e melhorar seu rendimento.

A partir de hoje utilizarei a figura simbólica do semáforo para analisar a participação individual de alguns atletas e, nesta partida de estreia contra o Náutico, o sinal amarelo acendeu para:
Fabinho Capixaba: precisa jogar com a cabeça mais erguida e com mais confiança. Imagino que acertar os cruzamentos seja uma de suas funções, pois de nada adianta construir uma jogada de linha de fundo e não alçar a bola com qualidade na grande área. Em verdade, está devendo uma grande atuação desde que chegou ao Coritiba e as oportunidades já foram as mais diversas possíveis.
Bill: da mesma forma que o lateral direito, o centroavante coritibano ainda não fez uma partida consistente desde que estreou no Coritiba. Não sei se a ansiedade em acertar as finalizações e 'desencantar' com a camisa Coxa Branca é o fator negativo que está atrapalhando seu futebol, mas se for, espero que coloque a cabeça no lugar, se concentre mais na hora de fazer a rede balançar e faça as pazes com a galera - está devendo!
Capricha aí, rapaziada! Tomara que numa próxima oportunidade o sinal verde acenda para vocês, pois do contrário, se acender o vermelho, imagino que a crítica possa se dar de forma ainda mais forte, pois será justo!
Por fim, tão importante quanto poder contar com jogadores que apresentem um nível satisfatório de qualidade técnica, é saber se TODOS os atletas estão dispostos de ir até o final desta dura jornada.

O 'caso Ariel' é emblemático.
De jogador absolutamente desconhecido, oriundo da segunda divisão argentina, "El Loco" transformou-se num ícone de garra e goleador num clube que não pode somente lhe servir como vitrine.
Ariel chegou ao Coritiba - um dos maiores clubes do futebol brasileiro - e assinou um contrato de 5 anos.
Não sei qual é a intenção do cidadão Ariel, mas sei que a intenção de seu atual advogado é a pior possível quando o assunto é a 'paz' no Alto da Glória.
Já escrevi sobre a conveniência jurídica praticada por seu advogado, quando confere a um mesmo princípio um peso e duas medidas - nada mais natural, tomando como base as cores que veste e a eterna condição de freguês.
É sabido que há muita gente disposta a se utilizar de tudo o que for possível para desestabilizar o bom ambiente que está instalado no Alto da Glória, especialmente após a conquista do campeonato estadual. Soma-se a isto o fato do 'time paranaense da Série A' estar longe de não ser um dos possíveis rebaixados ao final da temporada, vendo, inclusive, muito próximo do fim o sonho de receber dinheiro público para o término de seu estádio.
Contudo, importa saber do próprio jogador argentino o que ele quer para a sua carreira. Quer continuar sendo joguete na mão de empresário e procurador ou vai tomar a decisão que qualquer homem honrado espera: a de cumprir com a palavra dada, com o acordo de vontades assinado?
Muito mais importante do que qualquer discussão jurídica que envolva a vigência do contrato de cinco anos livremente assinado por Ariel, é a sua atitude em ser honesto com o Coritiba.
Ariel: você já está 'bem crescidinho' para saber o que quer da vida. Olhe para trás, lembre de seu passado, veja a projeção que alcançou no Coritiba e reflita se vale a pena seguir as instruções oriundas de uma mente assumidamente rubro negra. Aliás, Ariel, já pensou na hipótese de que esta forma como seu procurador está lhe 'instruindo' é a única capaz de impedi-lo de 'metralhar' o time que ele torce ferrenhamente?!

Você é um atleta jovem, com uma longa carreira pela frente. Chegará o momento de se despedir do Coritiba, mas isso pode se dar de forma natural e honrada. Você não precisa abreviar a saída, nem tampouco destruir a imagem de ídolo (para muitos torcedores) e vencedor que construiu.
Lembre-se: são inúmeros os casos de jogadores que, hipnotizados pelo canto da sereia, acreditaram que virar as costas para o clube que lhes ofereceu status era o melhor caminho. Não precisa ir longe, converse com o capitão do time coritibano e ele poderá lhe contar em detalhes o quanto é ilusória a vontade de ganhar mais dinheiro em troca do apoio de uma torcida como a do Coritiba.
Sinceramente? Já passou da hora de você dar um murro na mesa e acabar com essa conversa fiada de empresário e procurador, dizendo ao povo Coxa Branca se sai ou se fica!
Seja honesto para com os torcedores do Coritiba e também para com os seus dirigentes, pois caso não queira ficar, pague a multa rescisória e siga seu caminho, conferindo a estes a oportunidade de trazerem alguém que esteja com a cabeça voltada somente ao projeto de retorno à Série A.
Agora é contigo!
E aí, Ariel?
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Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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03/05/2010 09h45 - Percy Goralewski - Comente esse post

Essa é a meta que o Coritiba precisa atingir - nem tanto e somente pela pontuação necessária para voltar de cabeça erguida para a Série A do campeonato brasileiro, mas para demonstrar a todo o Brasil a força deste clube centenário que, mesmo mal gerido por inúmeros dirigentes, não se entrega jamais.
Mostremos à rede globo, mostremos à cbf, mostremos ao stjd (especialmente ao procurador vice campeão paranaense, paulo schmitt) que a tormenta que assolou o orgulho Alviverde em dezembro de 2009 está se dissipando e não será capaz de fazê-lo sucumbir.
O ano de 2010 precisa ser (e está sendo) um ano de redenção. Contra tudo e contra todos, o Coritiba precisará demonstrar em campo que está voltando, voltando para ficar e, principalmente: muito mais fortalecido.
O campeonato estadual serviu de aperitivo. Contra a má vontade de cbf, stjd e o escambau, o Coritiba precisou iniciar a competição jogando fora de seus domínios e estas afrontas parecem ter lhe conferido ainda mais raça, mais gana, mais vontade de vencer.

Mesmo tendo atendido todas as recomendações impostas pelos diversos órgãos do futebol brasileiro, por pura má vontade, a liberação do estádio Couto Pereira transformou-se no famoso 'deixa para depois'. Questiono-me se tal atitude não teria sido orquestrada pelo procurador vice campeão, numa clara tentativa de enfraquecer o clube do Alto da Glória. Se foi isso mesmo não sei, mas sei que não deu certo!
E esse é o espírito que deve ter continuidade para a Série B. Mesmo com a total palhaçada praticada pelo stjd, que numa hora alega problemas com as enchentes no Rio de Janeiro (este até um motivo humanamente aceitável); virose do relator do recurso e, agora, falta de quórum suficiente para o julgamento do mesmo (uma das maiores safadezas cometidas pelos 'ocupados' auditores), o Coritiba vai à Joinville em busca das 10 vitórias em 10 jogos que por lá precisará cumprir.
Sempre que possível estarei nas arquibancadas da Arena Joinville emprestando meus pulmões e palmas aos Guerreiros Alviverdes - campeões do Paraná.
Aliás, há que se ressaltar: o atual elenco do Coritiba, mesmo que sem nenhuma estrela (talvez esse o motivo), juntamente com sua comissão técnica, é formado por homens do mais alto caráter.
Estive no jantar da comemoração do 34º título estadual e de lá saí com a sensação de tranquilidade em face de tudo o que enfrentaremos na Série B. Ouvir o discurso do capitão Jeci e do técnico Ney Franco serviu-me como fonte de confiança de que o clube está em boas mãos.
Derrotas acontecerão, por certo, mas tenho a total convicção de que não faltará luta, não faltará vergonha na cara (contrariamente ao que aconteceu no jogo contra o Santos, no ano passado, por exemplo).
Os jogadores que, em sua grande maioria, permaneceram no clube mesmo após a queda, demonstraram na prática quais eram as laranjas podres do elenco (não à toa que estas mesmas laranjas tenham caído no ostracismo).

E serão estes homens de palavra, estes verdadeiros profissionais comprometidos com uma causa que atingirão os 30 pontos em Joinville.
Se em 2007 a torcida precisou carregar o time nos braços, reconduzindo o clube à Série A, em 2010 há uma pequena inversão de conceito. Serão os jogadores que, dentro de campo - com muita luta e honra, precisarão suar sangue para reconquistar de vez a confiança de tanta gente desiludida com os trágicos acontecimentos de 2009.
Não tenho dúvida de que as 10 vitórias em Joinville aguçará a vontade dos torcedores magoados, que ainda encontram-se afastados, a se associarem ao clube para apoiar um time de verdade - de homens de palavra.
Há que se fazer um pacto: o time, em campo, precisa buscar esse objetivo: 30 pontos em Joinville (pois o número de torcedores Alviverdes que terão a possibilidade de acompanhar as 10 partidas será muito reduzido se comparado aos públicos que estariam presentes no Couto Pereira). Em contrapartida, os torcedores, numa clara manifestação de apoio e sacrifício, deverão se associar ao clube para 'garantir o serviço' nas partidas que serão disputadas na casa Alviverde.
É um ano de sacrifício - de parte a parte, e mesmo que se os 30 pontos não sejam alcançados e o número de torcedores presentes na Arena Joinville não seja o esperado, que na volta ao Couto, o Coritiba mostre a todo Brasil que luta, disposição e vergonha na cara não faltarão aos seus atletas e bravos torcedores que acompanharão a saga Coxa Branca.
Por fim, deixo minha homenagem a todos os torcedores Alviverdes que, chova ou faça sol, pegam a estrada pra ver o Coritiba onde quer que ele jogue. Inspiremo-nos no sacrifício de cada um deles e que possamos estar ao lado dos jogadores para reescrever a história.

Bob Floripa e Aladim
Busquemos na 'figura emblemática' do Bob Floripa o desprendimento para fazer parte do 'clube' dos 'Coxas sem fronteiras', afinal, se deslocar da capital catarinense até Curitiba em TODOS os jogos do Coxa, não é para qualquer um!
Aos jogadores e comissão técnica um pedido: sigam firmes neste espírito de equipe! Ajudem-se! Tal qual numa guerra - quando um soldado precisa do apoio incondicional do outro para manter-se vivo, trabalhem sem vaidade, sem estrelismo e com muita honra.
Vocês serão os principais responsáveis por um desfecho triunfante deste ano de reconstrução.
A luta está apenas começando...
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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28/04/2010 15h00 - Percy Goralewski - Comente esse post

O tema é polêmico, mas algumas coisas precisam ser pontuadas.
Os acontecimentos pós 06/12/2009 fizeram-me refletir sobre o papel que o torcedor do Coritiba precisará desempenhar nesta temporada de reconstrução.
Acredito ser desnecessário dizer que o fardo principal deverá ser carregado pelos dirigentes, haja vista serem eles os responsáveis diretos pelas tomadas de decisões.
Os erros administrativos na história centenária do Coritiba são incontestáveis e constantes. Por eles nunca conseguimos alçar voos mais altos, alcançar conquistas expressivas de forma perene.
Há um ditado popular que diz: ‘não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe’! Estamos diante deste limite que divide o bem e o mal.
Particularmente sempre expus em minhas colunas a necessidade de termos um clube profissional, gerido com competência e planejamento. Chegou a hora!
A quebra de paradigma, por certo, não se dará de forma que não cause traumas, afinal, está se passando por uma transformação de conceitos e de atitudes.
Sacrifício é a palavra que melhor conceitua o processo de transformação pelo qual o Coritiba parece estar passando no momento.
Sacrifício de seus dirigentes – tentando administrar um clube que há muito se encontra em frangalhos por seus próprios erros (de TODOS os dirigentes que no poder estiveram) e sacrifício de seus torcedores que precisam entender que seu papel, nesta nova dinâmica, vai muito além de simplesmente ver o clube como um local onde encontra diversão por 90 minutos.
Sabe-se que o futebol moderno se tornou um negócio altamente lucrativo. Se antes os clubes podiam se considerar como ‘centros de lazer’, hodiernamente transformaram-se em locais onde altas cifras são negociadas. O torcedor ‘comum’ de outrora, passou a assumir um papel de ‘consumidor’ do ‘produto’ futebol que estes mesmos clubes lhe oferecem.
Tal evolução, de certa forma, tira a graça do esporte? Tira, mas é a nova ordem que está posta e que não retrocederá.
É diante desta nova realidade que precisamos nos posicionar.
O caso do Coritiba é emblemático. O clube se depara com esta realidade no pior momento de sua história e por isso, o sacrifício precisa ser ainda maior – de dirigentes e de torcedores.
A nova política de preços e planos de sócios adotada pelos atuais dirigentes coritibanos sofre de uma dualidade de conceitos – se por um lado, absolutamente necessária, por outra (motivada por este momento crítico da história Coxa Branca), encontra aversão por parte de muitos de seus torcedores.
Citarei apenas três pontos positivos e negativos desta nova ordem para que a reflexão ganhe forma:
Pontos positivos: 1) possibilidade do clube contar com receita certa e perene; 2) possibilidade do associado em participar da vida política do clube – demonstrando sua aprovação/desaprovação quanto à gestão, por intermédio do voto e 3) legitimação do associado quanto às cobranças, pelas vias legais (Estatuto), que entenda cabíveis quanto à administração do clube.
Quero me ater aos pontos negativos para estabelecer o debate: 1) alto custo do valor do ingresso avulso ou dos planos de associados; 2) time rebaixado e perda de mandos de campo para a próxima competição e 3) ojeriza ao presidente Jair Cirino dos Santos e a consequente argumentação de que sua continuidade na presidência do clube é um dos principais entraves para que os torcedores se associem.
Eis alguns contrapontos:
Com relação ao custo: dentro da tendência moderna do ‘negócio’ futebol, qual seria o valor adequado para financiar uma administração planejada e responsável?
As antigas bilheterias, somadas às vendas de jogadores e alguns patrocínios compunham a receita que o clube dispunha para cumprir suas metas a cada temporada.
Atualmente, tal incerteza não guarda relação com a forma pela qual os clubes precisam ser geridos, afinal, como planejar metas, com receitas tão variáveis? Como planificar os gastos e investimentos necessários para a montagem de um elenco forte, se não se tem a certeza de qual orçamento estará disponível?
Como se isto não bastasse, é preciso que se estabeleçam alguns comparativos do ‘produto’ futebol com outras formas de lazer: Quanto custa hoje uma ida ao cinema, ao teatro ou a um restaurante?
Em verdade, estamos acostumados a ver o clube como o local onde vamos ver a partida de futebol e só. Não pode mais ser assim! Temos que nos sentir parte efetiva do clube, seja nas arquibancadas, seja nos destinos da instituição como um todo.
Dias atrás, conversando com um amigo ouvi a seguinte frase:
“Nossa, está muito caro o ingresso”!
Contrapus:
“É o mesmo valor que se paga para ser SÓCIO”!
Em resposta:
“Ah, mas continua sendo muito caro, não vou a todos os jogos mesmo”!
Em seguida questionei se o amigo tinha namorada... surpreso com a mudança repentina de assunto, disse que não! Conclui que ele deveria sair muito na noite curitibana – suposição por ele confirmada, novamente o questionei:
“Quanto você gasta, por NOITE, em cada uma dessas saídas”?
Sem pestanejar, disse:
“Uns duzentão”!
Esta conversa me fez verificar que tudo na vida se resume às prioridades. A dele é sair à noite e ‘gastar duzentão’, a minha é ajudar o Coritiba (o clube do meu coração) a sair deste atoleiro – e, claro, ter a legitimidade de cobrar por aquilo que não entender correto, tudo dentro do mais alto respeito ao livre arbítrio de cada um.
Por óbvio que os planos oferecidos pelo clube carecem de alguns ajustes e cito dois exemplos: a criação de um ‘Plano Família’ que preveja descontos para a adesão de todo um contingente de uma mesma residência, pensando no impacto que tal associação em massa causa no orçamento familiar e a valorização do associado à distância – aquele que não estará presente a todos os jogos, mas que também deseja participar da reconstrução do clube, desde que sua contribuição se dê de forma proporcional aos benefícios de que não pode dispor a todo instante, sendo o principal, a presença nos estádios por onde o Coritiba vir a jogar.
Quanto ao rebaixamento e a perda de mandos: já escrevi em uma de minhas colunas: o Coritiba caiu em 2005, voltou em 2007 e nada mudou. Quero crer que a nova queda de 2009 seja a última e com ela, as transformações que o clube tanto necessita sejam definitivamente implementadas.
O fato do clube disputar a Série B mais uma vez não deve ser suficiente para afastar seu torcedor, pelo contrário, por se tratar de um ano de sacrifício, como acima comentado, esta agrura deve se transformar em estímulo para carregar o Coritiba nos braços, reconduzindo-o ao seu lugar de direito.
'Ser' Coxa Branca quando o clube está na primeira divisão, enfrentando um Internacional numa semifinal de Copa do Brasil é ‘fácil’. O ‘difícil’ é estar ao lado (efetivamente) do clube num momento de tanta desilusão como o experimentado após o final do ano passado.
“Ah, mas o Coritiba não jogará em seu estádio e eu não poderei assistir aos jogos, então, não vou me associar”! Não sei se para os amigos leitores a interpretação é a mesma, mas para mim nada soa mais egoísta do que este pensamento. Ser sócio, como disse, presume um conceito muito maior do que ‘simplesmente’ assistir o time do coração em campo.
Além disso, em termos práticos, gostaria de saber como ficariam as coisas se TODOS pensassem assim. O que seria do Coritiba neste período em que jogará em Joinville, se ninguém revertesse aos cofres do clube os parcos recursos que servirão para cobrir todos os prejuízos advindos da barbárie?
Teríamos o Coritiba ainda ‘vivo’ na sua volta para casa?!
Deixo uma analogia para reflexão: os associados do (clube) Santa Mônica, por exemplo, pagam suas mensalidades somente nos meses de verão, quando desfrutam das piscinas ou quando frequentam os bailes promovidos pelo clube? No resto do ano, por não gozarem dos benefícios inerentes aos sócios, sentem-se ‘anistiados’ da obrigação de saldar suas mensalidades, deixando a grama crescer, as piscinas sujas e os salões empoeirados até a próxima temporada?!
Em relação à continuidade do presidente Jair Cirino: julgo ser o argumento de maior fragilidade.
Questiono de forma hipotética (mas que se busque soluções de ordem real): imaginemos que o presidente Cirino e sua diretoria deixe o clube, atendendo ao clamor popular. Quem assumiria? Quem, hoje, teria a coragem de tentar reerguer o clube?
Lembremo-nos que acabamos de sair de um processo democrático (não tanto por se tratar da famigerada eleição indireta). Por que só tivemos UMA chapa inscrita? Onde estavam todos aqueles que poderiam recolocar o clube nos trilhos, mas que não se deram ao trabalho de, ao menos, ‘bater chapa’?!
Não sou ‘Gigizete’, ‘Cirinete’, ‘Morete’, ‘Viallete’ ou ‘Vilsete’ como muitos gostam de denominar os demais. Contudo, neste momento, só posso acreditar nestes homens que estão no poder e fazer a minha parte que é apoiar o time em campo, pagar minhas mensalidades, no momento oportuno votar naquilo que a minha consciência determinar como o melhor para o clube e constantemente cobrar dos atuais dirigentes as ações que, como torcedor, entenda ser as melhores para o engrandecimento da instituição.
Tem horas que é preciso deixar a emoção, o rancor, o desalento de lado e tentar focar em algo que possa nos levar a um destino glorioso.
Enganam-se, no entanto, aqueles que acreditam que esta retomada será alcançada sem sacrifícios, sem ‘sangrias’, não há como!
Colocar o Coritiba na Série A, por si só, não é um dos desafios mais difíceis. Difícil mesmo é voltar para a Série A com uma estrutura administrativa diferente, nova, desafiadora e acima de tudo profissional.
Quero correr mais uma vez o risco de acreditar em tudo o que está sendo feito por estes novos dirigentes (esqueçam a figura do presidente Cirino, quem manda no clube, e todos sabem, é o Dr. Vilson Ribeiro de Andrade).
Quero dar-me o direito de mais uma vez errar, se for o caso, mas jamais me sentirei em paz se virar as costas para o clube, esperando que ele, por si só, alcance o sucesso que espero.
Gostaria de conclamar todos os torcedores Coxas Brancas que queiram fazer parte de uma nova história a se sacrificarem (dentro das possibilidades pessoais de cada um, é claro) em nome de algo comum a todos nós: o Coritiba!
Associem-se! Oportunizem-se cobrar legitimamente por novos resultados.
Lembrem dos ideais dos Essenfelder e de tantos outros fundadores do clube do Alto da Glória e verifiquem que a ferramenta a disposição dos torcedores – para a construção de um novo Coritiba, é a adesão ao quadro associativo.
Qualquer sacrifício é válido para resgatar aquilo que tanto amamos.
Se antes 'só' a torcida parecia ser suficiente para consolidar um clube vencedor, diante de todas as dificuldades, precisamos inaugurar a era de uma nova denominação: Os SÓCIOS que Nunca Abandonam!
Lembrem-se: os atos praticados por cada um de nós comporão a história que será contada para nossos descendentes!
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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23/04/2010 02h45 - Percy Goralewski - Comente esse post

Impressionante o jogo sujo praticado pelos atleticanos, seja dentro ou fora de campo.
Centremos a análise no 'Caso Manoel'.
Trata-se de um jovem atleta que, endeusado por parte da mídia esportiva paranaense - que insiste em transformar um jogador comum num craque da noite para o dia, foi alçado à condição de um dos melhores zagueiros do país.
Talvez acreditando nesta falácia, o defensor rubro negro tratou de arranjar uma forma de 'manter a pose' e, se com a bola nos pés não encontra meios suficientes, se utiliza da força física e deslealdade para 'impor respeito'.
Foi assim no primeiro AtleTIBA disputado na baixada, empate em 1x1, quando num mesmo lance, o 'Maldini das Araucárias' agrediu covardemente o jogador Alviverde Marcos Aurélio que estava no chão e, ato contínuo, não satisfeito, tratou de completar o serviço lesionando o jogador Renatinho.
Heber Roberto Lopes afirma não ter visto o lance, mesmo que tenha sido 'sob suas barbas'. Resultado? Uma agressão absurda que foi inimaginavelmente ignorada pelo TJD-PR - uma vergonha.
Como se isto não bastasse, em São Paulo - pela Copa do Brasil, o 'santo' jogador atleticano mais uma vez resolveu imaginar que seu porte físico resolveria a parada. Envolvendo-se em outra confusão, desta vez com o defensor palmeirense Danilo.
Entendamos os fatos: Danilo se desentendeu com Manoel. Como revide, o defensor rubro negro esboça uma cabeçada no palmeirense - numa clara demonstração de sua forma truculenta de querer 'impor respeito'. A partir daí é que começa o erro de Danilo: ao xingar Manoel de 'Macaco', e logo em seguida cuspir em seu rosto - simplesmente inconcebível.
As duas últimas agressões são tão estúpidas que não merecem maiores explicações quanto a sua reprovabilidade. Nada, absolutamente nada justificaria dois atos tão bestiais.
Logo após, num lance muito parecido com o que já fizera com Marcos Aurélio (que estava caído no gramado da baixada quando foi agredido), Manoel resolve simplesmente pisar no tornozelo de Danilo de forma dolosa, intencional - devidamente confessada aos repórteres que lá estavam presentes.
Abro um parênteses e pergunto ao arauto da justiça, paulo schmitt: será necessária mais alguma prova para denunciar ambos os atletas, impingindo-lhes as mais severas punições?! Fecho o parênteses.
Após essa sucessão lamentável de agressões, sejam morais ou físicas, passou-se a ver a moeda somente por uma face.
A hipocrisia generalizada difundida entre torcedores e jornalistas fez com que as atenções se voltassem somente ao lastimável ato de discriminação racial promovido por Danilo, deixando de lado a beligerância com a qual o zagueiro atleticano costuma exercer sua profissão - quanto a isso, pouquíssimas linhas foram mais uma vez traçadas, como se a brutalidade se justificasse pela agressão racial.
Um erro não justifica o outro e já chego na questão do racismo. Antes, só gostaria de saber: por que ninguém repercutiu a agressão premeditada de Manoel em Danilo (pisão)? Pelo fato dele ser negro e ter sido ofendido, sua agressão está impassível de condenação?
Volto a dizer: hipocrisia pura, pois estão simplesmente e mais uma vez 'passando a mão' na cabeça deste jovem jogador, sob o manto de uma imagem de 'coitado', de 'vítima', de 'ofendido', jamais de também agressor.
Entremos na questão do racismo e desde já que fique claro que sua exteriorização deve ser combatida, pois um ato de absoluta ignorância.
Antes de qualquer coisa, é preciso verificar que a questão do racismo contra os negros não é uma questão que envolve somente o futebol, ao contrário, no esporte este ato bestial encontra somente mais uma de suas faces.
Trata-se de um problema cultural, que se manifesta em escala global há tempos. É um fato histórico que remonta a época da escravidão e seus lamentáveis e escabrosos desdobramentos.
Uma pergunta que cada um precisa fazer para si mesmo é: eu também não me sinto contaminado por essa prova de bestialidade humana? Será que eu também, no meu íntimo, não sou racista, enquanto um cidadão comum?
Quando falo em racismo, não me restrinjo aos negros, mas a todas as formas de segregação de um ser humano, sob um pretenso parâmetro de superioridade/inferioridade.
Voltando ao futebol, acho 'engraçado' que boa parte da torcida atleticana se sinta no direito de julgar a torcida Coxa Branca, impingindo-lhe a alcunha de 'clube racista' ou 'bando de nazistas' (referindo-se claramente à origem germânica do clube do Alto da Glória).
Fazem isso com tamanha desfaçatez, como se em algum jogo, em qualquer momento da história, ao menos um torcedor rubro negro jamais tenha proferido uma palavra discriminatória a qualquer jogador adversário (ou jamais tenham cuspido no rosto de adversários).
Para os menos avisados, a alcunha de 'Coxa Branca' surgiu quando um atleticano - em inequívoca intenção de ofender e discriminar, se dirigiu a um jogador coritibano para lhe diminuir o valor. Isso não seria uma forma de discriminação também?
Parece desnecessário afirmar, mas é bom que se diga para que não paire qualquer dúvida: não estou defendendo, não estou tentando 'limpar a barra' de quem quer que seja que tenha cometido agressões discriminatórias, apenas demonstrando que a memória seletiva e conveniente costuma ser utilizada por alguns.
Hipocrisia chamar a torcida do Coritiba de racista? Quase nada, afinal, todos são santos, os males do mundo estão centralizados somente na coletividade Alviverde, por certo!

Decidi abordar este tema ao me deparar com uma matéria veiculada num site da torcida atleticana, na qual há um vídeo gravado supostamente por um(a) torcedor(a) coritibano(a) em que se pode escutar algumas ofensas dirigidas ao jogador Manoel, uma delas, o grito de 'macaco'.
A matéria é, no mínimo, inoportuna e sensacionalista, porquanto uma eventual comprovação da veracidade do vídeo ainda não tenha sido realizada por pessoal técnico especializado.
Os falsos moralistas (aqueles que nunca ofenderam, discriminaram ou simplesmente imaginaram discriminar alguém), clamam por 'justiça' traduzida em punições que deveriam ser dirigidas ao Coritiba Foot Ball Club, numa clara demonstração de perseguição via tribunais, com o propósito de subjugar o Coritiba além das quatro linhas - coisa que há tempos não conseguem fazer!
Além de inoportuna, uma atitude ridícula, bem ao estilo do 'não sei perder' (não à toa que veiculada logo após a perda de mais um clássico e uma desclassificação na Copa do Brasil).
Custo a acreditar que se utilizarão deste subterfúgio para deslocar o centro das atenções do pós AteTIBA - seria muito leviano.
Algumas coisas causam-me um pouco menos indignação e espanto que a própria suposta ofensa registrada, todas elas diretamente ligada à hipocrisia acima comentada.
Primeiramente, gostaria de saber sobre a autenticidade de tal vídeo. Interessante saber também quem o registrou, bem como a identificação das pessoas que supostamente (pois uma montagem em vídeo é uma coisa que até uma criança sabe fazer nos dias de hoje) teriam ofendido o jogador.
Uma vez apurados os fatos por quem de direito e não pelos 'arautos da justiça', que se apliquem as reprimendas legais a quem tenha transgredido às normas vigentes neste país, resguardados os direitos constitucionais, especialmente o do Devido Processo Legal.

Acusar, bancar o moralista, o perfeito (aquele que nunca proferiu ou pensou em proferir palavras discriminatórias) é uma tarefa cômoda. Difícil é fazer uma sincera e profunda reflexão para constatar que a hipocrisia é a arma dos fracos.
Sou absolutamente contra qualquer ato discriminatório, seja ele qual for. Não precisa ser necessariamente ligado à cor da pele, pois um conceito muito mais amplo.
Contudo, estamos diante de um problema social, muito mais abrangente no meio em que vivemos do que uma simples partida de futebol. O combate à discriminação deve se dar de forma diária, primeiramente dentro de cada um de nós mesmos (negros, brancos, amarelos, etc) para depois alcançar um contexto geral.
Por que é 'aceitável' que um negro seja chamado de 'macaco' ou algo que o valha, quando tal acontecimento se dá de forma isolada? A agressão é menos deplorável do que a sofrida por Manoel?
Precisa-se, em verdade, é de educação e tolerância para aniquilar os genes segregacionistas que ainda compõem o sangue de negros, brancos, amarelos, etc.
O problema é muito maior do que simplesmente a cor da camisa que se veste!
'Macaco' e 'Coxa Branca' nada mais são do que formas diversas de se chegar a um mesmo fim degradante e lamentável.
Não sejamos hipócritas - esse o primeiro passo para exterminar os fantasmas raciais que, de uma forma ou de outra, ainda tomam conta de todos. Só assim se poderá 'acusar' ou 'julgar' quem quer que seja.
Quanto ao zagueiro atleticano, lamentável e absolutamente condenável qualquer tipo de ofensa racial que tenha recebido. Contudo, isso também não o redime do dever de, como qualquer homem de bem, praticar sua profissão de forma lícita, sem truculência, afinal, agressão seja física ou moral é algo que deve ser evitado.

Para finalizar a questão, é bom deixar bem claro aos atleticanos que no próprio time coritibano há inúmeros negros que se assemelham à cor de Manoel, entre eles, Edson Bastos - talvez o maior ídolo cultuado atualmente pela torcida coritibana (e o é justamente por seu caráter inquestionável, independente da quantidade de melanina que carrega em seu corpo).
Como registro histórico, quatorze anos antes do C. A. Paranaense surgir, o Coritiba já tinha em suas fileiras um atleta negro: Natálio Santos - jogador e tesoureiro do clube.
Diante deste fato que afasta de forma irrefutável as covardes e ignorantes insinuações atleticanas, é preciso questionar: como um clube 'nazista' ou 'racista' colocaria um negro para cuidar de seu dinheiro?! Para pensar... se for possível!

É preciso se informar antes de falar ou escrever besteiras, afinal, de 'criminoso' e 'santo' todo mundo tem um pouco, bastando a cada qual saber reconhecer em si mesmo os erros que só encontra para atacar os outros.
União, trabalho e muitos sócios = Coritiba forte e vencedor!
Saudações Alviverdes,
Percy Goralewski
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