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COXAnautas

Visão Feminina

Orgulho de uma história gloriosa

14/10/2009 14h04 - Célia Deina - Comente esse post

 / Foto: Celia Deina Scholz


Ao acompanhar as comemorações alusivas ao Centenário do mais Glorioso Clube de Futebol do nosso Estado, não pude deixar de me emocionar ao ver várias cenas, várias situações de demonstração irrestrita de amor ao Coritiba.

Na carreata que coloriu as ruas de Curitiba com as cores verde e branco, pessoas de cara pintada, com carros pintados, bandeiras de todos os tamanhos, camisas, enfim... todo tipo de aparato para demonstrar seu amor.

No Estádio, pessoas emocionadas cantavam o hino com lágrimas nos olhos, enquanto esperavam os fogos que coloriram o céu e anunciaram que havia chegado uma data muito especial: o aniversário de um "vovô" que em sua história trouxe muita alegria aos seus "seguidores". Festa bonita, de gente bonita e apaixonada.

No domingo, Ricardo Júlio dos Santos, atleta que venceu a corrida do Centenário, se curva e beija a bandeira. Depois diz que se emocionou ao pisar no gramado do Estádio. Na missa, sábias palavras proferidas por um celebrante também apaixonado pelo Coxa.

À tarde, pessoas de todas as idades circulavam pelos vários setores do Couto. Crianças que acabaram de chegar ao mundo e já fizeram sua opção por vestir o manto sagrado. Idosos que devem trazer na lembrança inúmeros momentos gloriosos ; me chamou a atenção um senhor – ou vovô – no alto de seus 80 anos (calculo eu) elegantemente trajado de terno, gravata e chapéu, assintindo aos festejos com orgulho em seu coração. Pessoas anônimas reunidas em um só "credo": seu amor pelo Coritiba Foot Ball Club.

 / Foto: Celia Deina Scholz


Tudo isso demonstra que esse amor está acima de tudo e que os 100 anos nos trazem muito mais alegrias do que tristezas.
Parabéns, Coritiba! Parabéns torecdor Coxa Branca! Essa festa é nossa!




Quero deixar aqui os cumprimentos aos Helênicos pelo excelente trabalho de resgate de nossa história, os quais foram consultados por vários meios de comunicação ao prepararem suas matérias sobre o Centenário.

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Coxa 100 anos (por Lédio Carmona)

13/10/2009 14h46 - Pamela Franco - Comente esse post

 / Foto: Valquir Aureliano - Estúdio Recordação



Ainda em ritmo de festa, após os meus parabéns que vocês podem ler no post anterior. Deixo aqui o parabéns de Lédio Carmona. Texto publicado em seu blog, que eu precisei passar pra cá.
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"Aos 9 anos, comecei a acompanhar futebol. Meu falecido comprava a Placar que eu acompanhasse tudo semanalmente. Sempre que podia, comprava o Jornal dos Sports. O dinheiro era curto. Às vezes, não rolava.
Lia a revista toda. Sem falhar uma página. Até anúncios me interessavam.

Tudo era novo, lúdico, diferente. Aquele novo mundo era descoberto a cada página e me seduzia. Futebol do Rio era pelo rádio. A Placar me abastecia de conhecimento sobre os outros estados. Adorava ler o Tabelão, E ali, naquela mar de fichas e súmulas dos Campeonatos Estaduais, me deparei com uma escalação que trazia nomes que jamais me sairam da cabeça… Jairo, Hermes, Hidalgo, Paquito, Zé Roberto, Tião Abatiá, Aladim… A memória, hoje já falha na versão 4.4 não me permite mais lembrar do goleiro ao ponta-esquerda os 11 jogadores.

Mas foi a aquela equipe que me permitiu conhecer o Coritiba. Ali eu conheci o Coxa. Naquele momento, sua história, como de todo futebol paranaense, passaram a ser alvo do meu interesse. Coritiba, Atlético Paranaense, Paraná. São grandes, sim. Gigantes. E vencedores. E começam a ser centenários. Como o Coritiba, que chegou aos 100 anos ontem, no Dia da Criança.

Dia das crianças lembra Aladim. Lembra Tobi. Lembra o sorriso de Jairão. As piadas do Capitão Hidalgo. As caretas de Lela. A alegria de Índio ao marcar o gol na final do Brasileiro de 1985, contra o Bangu, no Maracanã. Nos pênaltis, deu Coxa. Do goleiro-bigode Rafael. De Almir, volante-carrapato. De Gomes e Heraldo na zaga. De Edson, aquele ponta-esquerdo invocado.

33 campeonatos estaduais. Campeão Brasileiro. Campeão da Série B. Respeito demais a história do Coritiba. Sua torcida. Seu passado. Vejo futuro no clube. E lamento que o presente seja tão modesto para um time que poderia render muito mais no atual Brasileirão. Por isso, digo e repito: poucos times me decepcionaram tanto na atual competição como o Coxa. Tem elenco para brigar em cima. E ainda luta para não ficar por baixo.

Em julho, tive a honra de conhecer o Couto Pereira. Belo estádio. Voltei logo depois. Fui muito bem tratado. (...) Bem cuidado, tamanho ótimo e produtivo, organizado, venda frenética de carnês de sócio-torcedor na entrada. Acostumado a ver e acompanhar a bagunça carioca, me bateu uma baita (e saudável) inveja.

O Coritiba tem futuro. O Coritiba é grande demais. O Coritiba é centenário.

Parabéns ao Coxa, 100 anos, mas que para o menino de Niterói foi descoberto graças ao encanto infantil de Paquito, Tiao Abatiá e Aladim."

Lédio Carmona, carioca e jornalista há 23 anos.

 / Foto: Valquir Aureliano - Estúdio Recordação

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Feliz Aniversário, meu Glorioso.

12/10/2009 02h41 - Pamela Franco - Comente esse post

 / Foto: Letania Kolecza



Eu preciso agradecer, do fundo do meu coração, a Frederico F. Essenfelder. Se não fosse ele e sua bola de couro, eu não seria tão feliz quanto sou na nossa Curitiba. Obrigada aos meninos descendentes de alemães que tiveram a idéia de criar o clube do meu coração. E por tornaram essa idéia realidade.

Obrigada também a todos que já vestiram essa camisa, e de alguma forma sentiram o peso dela e entenderam o significado e a quantidade de amor que aquelas cores carregam. Aqueles que, assim como nós, vestiram o verde e branco como uma segunda pele.

Obrigada aos jogadores que nos trouxeram títulos, glórias, alegrias, lágrimas. Obrigada aos que construíram o estádio, minha segunda casa, com seu próprio suor.

Obrigada as mulheres por terem bordado os escudos, confeccionado as bandeiras.
Obrigada as crianças por levarem em frente esse amor que toma meu coração, hoje mais do que nunca.
Obrigada a todos aqueles que, de alguma forma, pequena ou enorme, ajudaram a construir o maior e o mais tradicional time do Paraná.

Feliz aniversário, meu Glorioso Coritiba Foot Ball Club.

Tudo o que eu desejo pra você não cabe num texto. Mas que venham mais 100 anos de glórias. Que você encha de alegria, orgulho, amor nossos corações. Cada vez mais. Que conquiste títulos, que mostre seu tamanho a todo o Brasil. Principalmente a quem ainda não nos respeita.

Sou Coxa-Branca de berço. E não pude vivenciar a emoção de ser campeão brasileiro. Mas meu pai, então com 15 anos, teve. E ontem, ele estava me contando que naquele dia 31 de julho de 85 ele estava grudado na frente da televisão nas cobranças de pênalti.

Meu avô, também Coxa, de tão nervoso, não estava apenas fora de casa. Tava na esquina, agachado e com as mãos tapando os ouvidos.

Eis que, na frente de mais de 90 mil cariocas torcendo para o Bangu, meu Verdão conquista o Campeonato Brasileiro. Meu pai saiu correndo, gritando. Meu avô também. Um na direção do outro. Enquanto toda a rua fazia o mesmo. Alegria, orgulho.

Os mesmos sentimentos que enchem minh’alma hoje. Sim, o ano não teve títulos. Não tivemos grandes glórias, nem muitas vitórias. Hoje lutamos para escapar do rebaixamento em pleno ano de centenário.

Mas o orgulho continua, maior que nunca. Orgulho de fazer parte dessa nação. Dessa torcida maravilhosa. Ao ver a queima de fogos iluminar o Couto Pereira, na virada do dia 11 para o dia 12, meu coração bateu alto. Parecia que cantava o hino dentro do meu peito.

100 anos de existência. 3.155.760.000 segundos. Me preparando para mais.

E essa é a palavra: mais. Que aqui possa nascer uma nova era. Que nosso futuro seja tão luminoso quando o Green Hell. Quero experimentar a sensação de ser Campeão Brasileiro. Campeão da Libertadores. Que a sala de troféus fique abarrotada nesses anos que estão por vir.

Hoje é dia de alegrias e esperanças. Nós merecemos. Que a nova geração da torcida possa, de fato, mudar o clube pra melhor. Cada vez mais.

Que o verde continue a pintar o céu dessa cidade, assim como os fogos fizeram hoje. Assim como nós fazemos no Green Hell. Aliás, obrigada também aos criadores e a todos que já colaboraram com a festa mais bonita que eu já presenciei no mundo do futebol.

Vamos construir um Coritiba enorme! Para que nossos descendentes possam aproveitar isso. Para que nossos antepassados possam se orgulhar lá de onde eles estão. Aqui começam os próximos 100 anos.

Hoje é dia de comemorar e se encher de orgulho pelo que o nosso clube é. O maior, o melhor, o mais amado. O Centenário! Hoje é dia de comemorar e gritar todo o amor que ele nos faz sentir.

Coritiba, do fundo do meu coração, parabéns pelos seus cem anos de vida.

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As últimas 13 rodadas

24/09/2009 21h10 - Pamela Franco - Comente esse post

 / Foto: Jeisel Chodor



Analisando os 13 últimos jogos do Brasileirão 2009, o que o Coxa tem pela frente:

-> Sete jogos em casa e seis fora.
-> Enfrenta cinco rivais diretos, e desses cinco confrontos, três deles são em casa.
-> Tem pela frente dois integrantes do G4, um em casa.

Entre os possíveis ‘cotados’ para o rebaixamento, o Verdão é o que possui a caminhada menos conturbada, por assim dizer. Não mais fácil. Os confrontos diretos:

27/09 - Coritiba x Náutico
25/10 - Coritiba x Atlético-PR
28/10 - Sport x Coritiba
08/11 - Botafogo x Coritiba
06/12 - Coritiba x Fluminense

Mais do que fundamental e obrigatório vencer os jogos em casa, os três com times fracos e inferiores tecnicamente. Os jogos fora de casa também serão de ‘vida ou morte’.

Temos ainda os seguintes integrantes do G4:

04/10 – Coritiba x Internacional
07 ou 08/10 – São Paulo x Coritiba

E mais 6 jogos nada fáceis:

10/10 – Coritiba x Barueri
17 ou 18/10 – Grêmio x Coritiba
31/1o ou 01/11 – Coritiba x Vitória
14 ou 15/11 – Coritiba x Atlético MG
21 ou 22/11 – Santos x Coritiba
28 ou 29/11 – Cruzeiro x Coritiba

Complicação pela frente, como no Olímpico e no Morumbi. E até mesmo os em casa serão uma guerra para sair com a vitória, os três pontos, e um tantinho de ar. De alívio. É evidente o quanto o time vai precisar do nosso apoio nesses jogos difíceis. Vamos continuar mostrando porque somos A Torcida Que Nunca Abandona.

Enfim, que Deus nos ilumine nessa batalha. Que o Coxa se mostre o Time D'alma Guerreira. E que as 13 rodadas sejam nossas amigas.

Que o 13 do Zagallo vingue!

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Cori-Ação

11/09/2009 23h01 - Célia Deina - Comente esse post

Tem pessoas que não se contentam em apenas torcer pelo Coritiba. O amor pelo time mais tradicional do Paraná ultrapassa o simples "gostar de futebol".

Em 2002, um grupo de torcedores criou um movimento que fez história: o Cori-Ação.
Esse movimento realizou vários tipos de ações com o intuito de ajudar o Clube e também instituições de caridade. Eventos como visitas a creches, pedágios sociais, limpeza e pintura das arquibancadas do Couto, apoio para as categorias de base e finalmente a realização de atividades conjuntas de entretenimento e lazer conhecidas como "Coxa Park" eram constantemente organizados pelo grupo.

É admirável a boa vontade desses torcedores, que deixavam sua família, seus afazeres, sua casa, para dedicar horas preciosas em prol do Coritiba.

Infelizmente, devido à revolta dos torcedores com o Presidente na época, houve um racha no grupo e o movimento acabou. Ou melhor, deu um tempo.

Agora, essa idéia magnífica ressurge na lista de discussões do COXAnautas. Empolgados, alguns amigos virtuais/reais aceitam o desafio de reeditar o Cori-Ação. Se vai prosperar, não sei. Só sei que boa vontade não falta. A primeira reunião foi marcada para Sábado – dia 12 de Setembro: amanhã.

Estarei lá, com certeza.

 / Foto: Boêmio

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Torcida Coxa em todos os lugares

09/09/2009 13h55 - Célia Deina - Comente esse post

Aproveitando o feriado prolongado estive em algumas cidades do litoral paranaense e catarinense, e pude observar o grande número de torcedores do Coritiba que estavam de passagem por lá. Nas ruas, muita gente desfilando com o manto sagrado. Homens, mulheres, crianças; todos ostentando com orgulho a Camisa Verde e Branca.

Nas janelas das casas e apartamentos, bandeiras penduradas, demonstrando todo o amor de uma nação pelo seu clube do coração. Amor que ultrapassa gerações.
Por isso somos diferentes, por isso somos especiais. Porque a nossa torcida é a torcida que nunca abandona. E porque, mais do que ninguém, nos orgulhamos de mostrar quem somos, a que viemos; mesmo debaixo de uma chuvarada que não deu trégua, a torcida Coxa se manteve firme acreditando na melhora do tempo.

Torcida Coxa Branca: a melhor e mais fiel!

Abaixo, bandeira do Coritiba em uma sacada, na praia de Itapoá – SC.

 / Foto: Celia Deina Scholz





Em tempo: Beijos mil pra Betina pelo aniversário semana passada (super atrasado, mas valeu a intenção)

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A volta de Ariel.

24/08/2009 21h08 - Pamela Franco - Comente esse post

 / Foto: Geraldo Bubniak



Só escrevo para noticiar minha pequena luzinha de alegria pela volta do Gringo. Nahuelpan ganhou espaço no coração de muitos de nossos torcedores (inclusive no meu!) não pela tática e pelo futebol arte e impecável.

Mas sim pela raça. Pela garra. Pela vontade. E também pela festa que faz com a Império.

Ariel tem Alma Guerreira. De quem não desiste nunca. E é bom ter alguém assim lá no ataque.

Em tempos escuros e nessa situação desesperadora em que nos encontramos, com milhões de problemas internos e a torcida cheia de dúvidas e temores, saboreio a volta do moço.

Vai nessa, Ariel. Mande essa bola pra dentro das redes.
(E que volte com vitória, peloamordeDeus..)

Vale destacar que até quem não gosta do argentino tem que ficar feliz com a notícia, convenhamos que Bruno Batata e Hugo não dá né.

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Tá complicado!

24/08/2009 07h44 - Célia Deina - Comente esse post

Não costumo ser pessimista quando se trata de futebol; também não curto "teorias da conspiração". Mas no momento, não vejo uma luz no fim do túnel, e não consigo entender o que acontece no Alto da Glória. O Coritiba veio de uma vitória convincente diante do líder. Jogou super-bem, o time todo estava entrosado, não faltou garra, não faltou vontade de vencer. A torcida fez a sua parte e obteve resposta. O placar, 1 a 0, foi pouco diante do que o time mostrou em campo.

Já no jogo contra o Santo André apagou-se totalmente. Parecia um time individualista, sem nenhum senso de equipe. Quase todos "batendo bola" de um lado para outro.

Um grande problema que também percebo, é a falta de um banco adequado. Infelizmente, quando estamos desfalcados do time titular, os reservas, em sua maioria, não conseguem cumprir bem o seu papel.

Não gosto de apontar problemas sem apresentar (possíveis) soluções. Mas nesse caso específico, não vejo resposta por não conseguir entender o que se passa. Não consigo entender o por quê de um time tão instável assim.
O Ney Franco está aí, mas... o técnico era mesmo o problema?

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You’re in my soul

22/08/2009 16h24 - Pamela Franco - Comente esse post

Futebol é arte. É garra. É raça. É vontade. É lágrima, suor, e coração.

Rod Stewart é Celtic de coração. E no show em Londres cujo dvd eu tenho aqui em casa, ele canta a aclamada ‘You’re in my heart’ e a reação da platéia é linda. Camisas dos clubes, até mesmo um cartaz com os conhecidos dizeres ‘YOU'LL NEVER WALK ALONE’ pode ser visto. No meio da canção, Rod fala: You're Celtic United! You're the best football team i've ever seen!

Pois bem, é minha música preferida em todo o show. Porque eu sinto vontade de estar com uma bandeira do Verdão lá no meio, gritando aquelas palavras da música, que dizem assim:

You're in my heart!
Você está em meu coração!
You're in my soul!
Você está em minha alma!
(...)

My love for you is immeasurable
Meu amor por você é incomensurável
My respect for you immense
Meu respeito, imenso
You're ageless, timeless, lace and fineness
Você não tem idade, nem tempo, laço e ‘fineza’
You're beauty and elegance
Você é beleza e garbo

You're in my soul
Você está em minha alma.


O jogo contra o líder foi um verdadeiro teste pra cardíaco, jogo pegado, difícil, arbitragem botando a mão no Coxa e a nossa torcida sabendo que precisávamos da vitória. Pois bem, ela veio. Veio num Couto maravilhoso, fervendo. Luzes iluminando a cidade de verde. Me arrepio toda vez que vejo essa relação maravilhosa que o Verdão trás pra Curitiba. Torcida e time como um só.

E que isso se repita sem parar nesse segundo turno, vitórias difíceis e vencidas na garra são a cara do Coxa.

Hoje, um simulado a noite vai me impedir de ver o segundo tempo do jogo contra o Santo André. Mas estarei mentalmente apoiando nosso Glorioso Alviverde.

E, Liverpool, me perdoe pelo plágio. Mas Coritiba, You’ll Never Walk Alone.

P.S: Aqui o show com a música que citei: http://www.youtube.com/watch?v=pTFKPdWw1Gc
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Aliás, vale comentar.

O espetáculo feito por nós está mesmo sendo reconhecido nacionalmente, e esses dias fuçando no orkut me deparei com um tópico na comunidade do Grêmio elogiando nossa torcida e o Green Hell. (claro que lá tem também os recalcados que criticam. Mas não é por acaso que essas pessoas são chamadas assim né.)

Enfim, para quem quiser conferir os nossos amigos tricolores gaúchos nos elogiando, fica a dica:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=22731&tid=5371909738733120018&na=1&nst=1

SAV.

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A história da Sabine

20/08/2009 14h02 - Célia Deina - Comente esse post

Hoje trago o depoimento de minha amiga Sabine, da listona. Ela, o marido Sérgio e o pequeno Nicholas, filho do casal, moram na Inglaterra e formam, é claro, uma família de Coxa-Brancas. Mas no início não era bem assim. Veja porque...





Como eu virei COXA!


Não sou torcedora há tanto tempo assim, há uns 3 ou 4 anos mais ou menos...
Antes disso...
Bem, deixe-me contar a história detalhadamente!

Nasci em São Paulo, Capital, no bairro do Morumbi...
Teoricamente deveria ser tricolor (até hoje meu irmão não se conforma com isso), mas sempre fui do contra lá em casa. Se torciam pro Flamengo, eu torcia pro Vasco. Se torciam pro Internacional, eu torcia pro Grêmio. Se torciam pro São Paulo, eu torcia pro Corinthians.

Lá pelos idos de 1997 meu irmão veio morar em Curitiba. Recém separado, vivia na balada, e tinha um amigo que o fez torcer para o COXA. Batata. Adivinhem para quem eu fui torcer? Sim, sim.... justamente para aquele time de nome impronunciável! Não era só por causa do meu irmão; eu tinha também vários amigos que torciam para 'aquele' time, e acabaram me fazendo simpatizar por ele. Não era também aqueeeeeeela torcedora. O máximo que tive até hoje foi uma foto com o time – por uma coincidência gigantesca, eu e uma amiga estávamos no aeroporto no dia em que eles embarcavam para jogar em outro estado – um estojo e um adesivo colado na traseira do carro (que por coincidência foi arrancado). Nunca tive nada. Camisa, bandeira, boné, mochila... Nada. Nem mesmo fui ao estádio (ao deles, é claro). Jogo então? Sem chance. Além do mais, minha mãe sempre odiou futebol, e nunca permitiria que eu fosse assistir a um jogo.

Passados os anos, ainda simpatizante do time 'lá de baixo', conheci meu namorado (atualmente marido). COXA roxo! Falar em futebol era discussão na certa. Eu era 8, ele era 80. Sabe como? Podíamos conversar sobre qualquer assunto, menos... FUTEBOL.

Estávamos em 2002, e eu ainda estava na faculdade. Fazia aulas à noite, no Campus da Reitoria na Universidade Federal do Paraná. Meu namorado morava ali perto, numa rua paralela à do Teatro Guaíra.
Saí uma noite da aula, e me dirigia à Praça Tiradentes, pra pegar o ônibus e voltar pra casa. Fui caminhando, como sempre, pelo mesmo lado da calçada, quando me deparo com um ônibus estacionado em frente a um hotel. Vários homens uniformizados desciam dali. Pensei comigo: "Será possível? São jogadores? Do.... COXA? Não custa nada perguntar né..." E foi o que fiz: "Ei, moço! Por acaso vocês são jogadores...... do COXA?" ao que ele respondeu "Sim... somos sim..." e eu "Ahhhh, então peraí! Será que você não me daria um autógrafo?" e ele "Claro!!!" E eu estava ali, pedindo autógrafo pra jogadores do COXA, no meio da rua..... Pensava comigo "O que é que eu estou fazendo aqui?" Passado o episódio, me dirigi à casa do meu namorado, que era ali, quase ao lado. Toquei o interfone e disse: "Abre pra mim! Tenho um presente pra você!" Fui subindo os 7 andares pensando numa forma de explicar aquilo a ele, e não consegui. A porta se abriu, eu sorri e disse:"Oi..." e ele respondeu "Oi... cadê o presente?" Ele só via a mala da faculdade que eu tinha em baixo do braço, mais nada. E eu respondi "Tá aqui dentro da minha mala...." Peguei o papel e o mostrei. Ele, espantado, disse: "Jabá? Danilo? Aonde você conseguiu isso?" e caiu na gargalhada. Eu, já envergonhada, respondi "Ali em frente ao hotel. Parei só pra pegar os autógrafos pra você..." E ele continuou: "Ahã, tá bom. Você não torce pra aquele time coisa nenhuma!" e continuou gargalhando.

Passado o episódio, eu me sentindo a menor criatura da face da Terra, deixei a poeira baixar. Evitava tocar no assunto ou em qualquer outro que remetesse a futebol.

Passado mais um tempo, pegamos o carro e fomos passar um feriado na praia. Passeamos, fomos à praia, e quando voltamos, de noitinha, começamos a jogar baralho. Lá pelas tantas, depois de tanto jogar, ele vira pra mim e diz "Duvido que você coloque a camisa do COXA...." Eu, como toda mulher, retruquei: "Nunca duvide de mim...."

Pois bem. Não era pra duvidar mesmo. Mas, pra não duvidar, eu teria que provar algo, obviamente. E não deu outra. Ele abriu a mochila, pegou a camisa que havia levado e disse "Veste..." Que impasse. Se eu torcesse mesmo para o outro time, eu jamais vestiria aquela camisa, mas teria que cumprir a promessa. O jeito então foi vestir. Vesti. Por alguns momentos tudo parecia estacionado. Eu pensava comigo: "Minha nossa! O que é que eu estou fazendo?" Mas foi a prova que ele precisava.... Logo em seguida ele me pede: "Agora beija o símbolo!", e eu: "Negativo! Já vesti a camisa! Uma coisa de cada vez!" O momento histórico foi registrado, tem até foto. Mal sabia eu que daquele dia em diante eu travaria uma batalha com ele (o meu namorado). Eu não podia abrir mão. Ceder assim? Nem pensar.

Algum tempo depois ele (meu namorado) me pergunta: "Você não tem curiosidade de conhecer um estádio, pra ver um jogo de futebol ao vivo?" Pronto. Naquele momento senti que havia perdido a batalha. Tudo menos isso! Ir ao estádio? Estava perdida!
Chegou o dia. Um domingo, 13 de outubro de 2002, o jogo era Coritiba x Guarani. Assistimos da reta da Mauá. Estava incomodada, desconfortável. Na verdade eu não acreditava mesmo que estava ali, no Couto Pereira, assistindo a um jogo do Coritiba, na torcida do Coritiba. Eu realmente tinha perdido a batalha. Pra desgosto do meu namorado o Coxa perdeu aquele jogo por 1x0, e a culpada era eu, é claro. Ouvi milhões de vezes que eu nunca mais iria ao estádio com ele, que eu dava azar, que até nas 'peladas' que ele ia jogar aos finais de semana, se eu estivesse junto, o jogo estava perdido. Enfim: a culpada era sempre eu. Até que chegou o Campeonato Paranaense de 2004. Aí a história mudou.

Dois jogos da final do Campeonato Paranaense me transformaram. O primeiro, no Couto Pereira, não pudemos assistir, mas o Coxa ganhou por 2x1. O segundo, e não menos importante, na Baixada, assistimos do telão que colocaram no estacionamento do Couto Pereira, debaixo de chuva. Jogo tenso. Pela primeira vez eu sentia que outras cores passavam a tomar conta do meu sangue. Ele já era verde e branco, e quando foi dado o apito final: É CAMPEÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! Não me contive! A alegria era tanta, que peguei o telefone e liguei para minha melhor amiga (sim, ela é torcedora daquele time) e gritei com a voz que ainda me restava: "O COXA É CAMPEÃÃÃÃÃÃO!"

Foi assim que eu passei a amar por esse time...
Foi assim que eu passei a valorizar cada grito de torcedor...
Foi assim que eu passei a considerar o Couto Pereira minha casa e também o palco de tantas conquistas...
Foi assim que eu passei a perder a voz a cada jogo...
Foi assim que eu passei a me arrepiar ouvindo a torcida...
Foi assim que eu passei a chorar a cada vitória...
Foi assim que o meu coração se tornou VERDE E BRANCO!




Obrigada, Sabine, por colaborar com o Blog Visão Feminina. Sua história é realmente muito interessante. Participe sempre!

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