Coritiba joga pouco e perde para o maior rival
Sem inspiração alguma e sofrendo com as invencionices de Carpegiani, Verdão chega ao terceiro jogo sem vitória
Com uma formação diferente, com três zagueiros (Juninho novamente improvisado) e dois volantes (Edinho e João Paulo), a ideia de Carpegiani parecia ser povoar o meio-campo para fazer frente à estratégia de Paulo Autuori, que contou com cinco jogadores no setor. Entretanto, com Juan e Raphael Veiga em tarde abaixo da crítica, a bola não chegava a Vinícius e Leandro que, isolados no ataque, constantemente tinham que voltar para buscar a bola.
Assim, o domínio foi inteiro do A. Paranaense, que chegou ao seu gol logo aos 20 minutos. Walisson Maia falhou ao tentar tirar uma bola. Pablo ganhou e cruzou. Dodô falhou ao tentar cortar o lance e a bola sobrou para Matheus Rossetto bater firme e vencer Wilson. No lance, a bola saiu pela linha de fundo antes do cruzamento de Pablo mas mal posicionado, o bandeira nada marcou. Cinco minutos mais tarde, o único chute do Coritiba a gol, em cobrança de João Paulo.
Se o primeiro tempo já havia sido ruim, o segundo foi ainda pior. Com as entradas de Kazim e Carlinhos, a torcida Coxa-Branca imaginava que a equipe atuaria em um 3-5-2, com Juninho retornando à zaga e Carlinhos assumindo a lateral. Mas Carpegiani preferiu improvisar dois laterais-esquerdos no meio-campo e seguir com Juninho na esquerda. O resultado não poderia ser outro: amplo domínio do A. Paranaense, que chegou ao segundo gol aos 23 minutos (quando Walisson Maia já estava improvisado na direita, no lugar de Dodô). Pablo recebeu em condição legal e fuzilou Wilson.
Final de jogo, um 2x0 que ficou barato, pois o Coritiba não criou absolutamente nada e ficou totalmente perdido com as improvisações de Carpegiani. Aliás, caso o técnico queira retomar o caminho, precisa se conscientizar de fazer o básico. Caso contrário, o fantasma do rebaixamento, que já parecia distante, voltará a assombrar mais de perto.
