A palavra-chave é (a falta de) eficiência!
Confira a coletiva pós jogo do técnico Fábio Matias, após o empate do Coritiba diante do Paysandu no Couto Pereira.
Como vê o momento atual do time sem vencer nos últimos três jogos? “Na série B vem acontecendo isso, se pegarmos o Santos como exemplo, em algumas rodadas atrás também viveu essa instabilidade. Teve o momento do América, e agora o nosso momento com três jogos sem vencer. As oscilações na competição acontecem, mas há tempo para podermos ajustar e buscar os pontos fora de casa que precisamos, para termos uma sequência. Tudo passa pela conquista dos três pontos que daí ganhamos confiança para ter uma sequência. A equipe menos instável em determinado período da competição é que vai conseguir ter regularidade para poder buscar o acesso e é essa regularidade que buscamos. Precisamos ter um equilíbrio maior em relação a essa inconsistência dentro do jogo e em relação às chances claras de gols que nós tivemos hoje e que poderiam ter mudado totalmente o panorama do jogo”.
Quanto aos cânticos de vergonha no final da partida e a torcida gritando pelo Manga, isso pode afetar o elenco? “Como eu já falei anteriormente a situação em relação Alef Manga está com a diretoria e não falo sobre isso. Em relação aos cânticos, acho que deve ter uma cobrança mesmo, mas acho necessário também uma cobrança interna nossa em relação ao trabalho, o que fazer para evoluir e melhorar, temos consciência disso. Precisamos em algum momento, fazer o gol nas finalizações que temos, para que haja mais tranquilidade, pois à medida que o tempo vai passando, notamos uma certa ansiedade que acaba atrapalhando na decisão final”.
Teve uma semana cheia de trabalho desde o jogo do Vila Nova, mas não houve evolução da equipe, principalmente no ataque, o que pode dizer sobre isso? “Sabemos que precisamos melhorar no último terço do campo, trabalhamos esta semana para isso, só que vários outros fatores acontecem durante o jogo, mas precisamos ter um pouco mais de tranquilidade para finalizar com qualidade durante o jogo. Precisamos evoluir nesta última zona do campo, sendo mais eficiente. Não adianta ter 14 finalizações hoje e só duas ou três no gol. Basicamente isso e em paralelo a isso, se olharmos os adversários, eles têm poucas finalizações contra nós e acho que esse é um ponto favorável para o nosso lado, mas o ponto chave é a eficiência e precisamos equilibrar isso. A palavra-chave é a eficiência”.
Por que a saída do Frizzo, que gerou descontentamento da torcida que inclusive vaiou a substituição? “A torcida tem o direito de ter a opinião dela, mas a gente está dentro do contexto do jogo e naquele momento estávamos vendo uma certa baixa em relação ao centro do campo, começou a participar menos do jogo então trouxemos o Ronier para participar um pouco mais por dentro e demos mais profundidade com a entrada do Vini, que é um jogador que vem fazendo bons jogos e tem dado volume na zona central, mantivemos o Robson e o Wesley pelo corredor lateral, que é onde eles têm as vantagens. Tivemos algumas situações de tomada de decisões erradas, e nós do banco percebemos isso e pedimos para ter um pouco mais tranquilidade e calma, mas isso acaba gerando uma certa ansiedade nos jogadores”.
A que atribui o mau desempenho defensivo hoje? “Achei que o Benevenuto foi muito bem hoje, não vemos desequilíbrio ali, vemos desequilíbrio nos gatilhos de pressão principalmente na zona central. O problema a meu ver, não está na última linha, e mais uma vez, temos que buscar o equilíbrio”.
Pode mencionar onde vê maior carência no time para reforçar? Robson e Ronier jogando juntos, acha que deu certo? “Robson e Ronier são jogadores que estão tendo bom desempenho, apesar de que o Robson ficou muito tempo parado. Em relação à janela, temos conversado e discutido. Têm que ser situações pontuais e não situações de 10 ou 12 jogadores. Estamos fazendo a busca no mercado, mas situações bem pontuais e decisivas”.
