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Coritiba repete início do Mirassol de 2024, mas ataque preocupa

Brasileirão

Com aproveitamento semelhante ao time de Mozart que conquistou o acesso, Coritiba precisa reforçar o setor ofensivo para sonhar com a Série A.

Coritiba repete início do Mirassol de 2024, mas ataque preocupa
A campanha que o Coritiba vem fazendo neste início de Série B é semelhante à que o Mirassol fez em 2024, quando, ao final do campeonato, o time do interior paulista — comandado por Mozart — terminou na segunda colocação da competição e garantiu o acesso à Série A.

Enquanto o Coritiba fez 10 pontos em 7 jogos, com um aproveitamento de 47,61%, o Mirassol, em 2024, somou 11 pontos nos mesmos 7 jogos, com 52,38% de aproveitamento.

Na ocasião, a equipe paulista venceu Ceará, Paysandu e Ituano, empatou com Botafogo/SP e América/MG, e foi derrotada por Brusque e Amazonas, marcando 8 gols e sofrendo 5. Já o Coritiba de 2025 venceu Vila Nova, Chapecoense e Operário, empatou com o Novorizontino e perdeu para Remo, Ferroviária e Goiás, marcando 6 gols e também sofrendo 5.

As semelhanças não param por aí. O Coritiba ocupa atualmente a 8ª posição na tabela e pode cair para 9º lugar caso o América/MG vença o Paysandu. Curiosamente, o Mirassol também era o 8º colocado ao final da 7ª rodada em 2024.

No entanto, ao comparar o número de gols marcados entre as duas equipes, salta aos olhos uma deficiência já conhecida: a ineficiência ofensiva do Coritiba. Com apenas 6 gols em 7 jogos, o Coxa tem o pior ataque entre os 13 primeiros colocados da competição e o quinto pior ataque geral, à frente apenas de América/MG (que ainda joga na rodada), Volta Redonda, Amazonas e Paysandu — todos na zona de rebaixamento.

O fraco poder de fogo da equipe comandada por Mozart evidencia a carência de opções ofensivas no elenco. Sem poder contar com Everaldo e Dellatorre, titulares no Campeonato Paranaense, o técnico tem à disposição apenas Gustavo Coutinho, Júnior Brumado, Lucas Ronier, Nicolas Careca e Ruan Assis.

Desses, apenas Gustavo Coutinho balançou as redes na competição até aqui — duas vezes. Lucas Ronier vive má fase e vem sendo bastante contestado pela torcida, Júnior Brumado, que deve deixar o clube em junho, já parece apenas cumprir aviso prévio quando está em campo, e tanto Nicolas Careca (que marcou um gol) quanto Ruan Assis ainda não convenceram o torcedor alviverde.

Para que 2025 tenha um final feliz e traga o tão sonhado retorno à Série A, como aconteceu com o Mirassol de Mozart em 2024, está cada vez mais evidente que reforçar o setor ofensivo é uma necessidade urgente. Resta saber se William Thomas e companhia terão competência para encontrar no mercado nomes capazes de melhorar o desempenho ofensivo do Coritiba na Série B.

O torcedor começará a ter respostas a partir de 2 de junho, quando se abre a janela de transferências vinculada ao Mundial de Clubes, com encerramento previsto para o dia 10 do mesmo mês. Depois disso, a próxima janela abre em 10 de julho e fecha em 10 de setembro. Mas esperar até lá pode ser tarde demais — já terá se passado mais da metade da competição.
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