Do sonho da Libertadores ao temor do rebaixamento: a preocupante queda do Coritiba
Após alcançar 12 pontos de vantagem sobre a zona de rebaixamento e alimentar a esperança de brigar por uma vaga na Libertadores, o Coritiba despencou de rendimento. Nos últimos nove jogos, foram apenas uma vitória, dois empates e seis derrotas.
O melhor momento do Verdão aconteceu após a vitória sobre o Remo, em Belém, por 3 a 2. Na ocasião, o time ocupava a oitava colocação, com 37 pontos, e havia alcançado sua maior distância em relação à zona de rebaixamento: 12 pontos.
Era uma situação bastante confortável. O Coritiba havia construído uma vantagem importante sobre os concorrentes da parte de baixo da tabela e começava a olhar para cima. A possibilidade de disputar uma vaga na Libertadores, que parecia um objetivo distante no início da competição, passou a fazer parte das projeções do torcedor.
Entretanto, a trajetória alviverde sofreu uma mudança bastante preocupante.
De lá para cá, foram nove partidas, com apenas uma vitória, dois empates e seis derrotas. Um aproveitamento muito baixo, que fez o Coritiba desperdiçar praticamente toda a vantagem construída sobre o Z4.
A sequência negativa não apenas interrompeu qualquer possibilidade de crescimento na classificação, como também colocou novamente o time na disputa direta para escapar do rebaixamento.
O levantamento da distância para a zona de rebaixamento, rodada a rodada, mostra claramente essa trajetória. Depois de atingir os 12 pontos de vantagem, o Coritiba passou a perder terreno, acumulando resultados ruins e vendo os adversários que estavam atrás se aproximarem.
É verdade que a campanha anterior permitiu ao clube construir uma margem importante, mas o futebol não vive de retrospecto. A realidade é que o desempenho recente acendeu um sinal de alerta que não pode ser ignorado.
A Libertadores, que chegou a ser um sonho possível, ficou pelo caminho. Agora, o objetivo precisa ser muito mais pragmático: recuperar o futebol, voltar a vencer e garantir a permanência na Série A.
O Coritiba ainda depende de suas próprias forças, mas não pode continuar desperdiçando oportunidades. A gordura acabou. E o que antes era uma disputa para olhar para cima virou uma batalha para não olhar para trás.
