É um time trabalhador, e não depende de grife!
Confira o que disse o técnico Fernando Seabra na coletiva pós jogo, após a vitória do Coritiba sobre o Corinthians no Couto Pereira.
Qual a importância dessas duas vitórias seguidas dentro do Couto, para a sequência? “Vencer partidas seguidas no Brasileiro é muito difícil, e estamos com uma marca melhor que no primeiro turno, agora temos dois jogos muito difíceis pela frente, independente da posição na tabela, sabemos da força do Remo como mandante, vejam o que aconteceu hoje com a Chapecoense que ganhou do São Paulo e já havia empatado como Bahia, então temos que parar de ver grife e ver o conteúdo”.
Em relação ao posicionamento do Josué no primeiro tempo, que aparecia como uma espécie de zagueiro, saindo com a bola pelo lado esquerdo. “Queríamos explorar a profundidade, o Bruno estava jogando mais adiantado, então o Josué via esse espaço para receber a bola, e foi uma leitura dele, pois ele tem liberdade para isso. Tínhamos uma missão hoje de jogar mais com a bola, e com esse posicionamento deu certo. Exploramos a profundidade porque é um forte do nosso time, e porque estudamos o adversário e Josué fez isso com seus lançamentos”.
Com a ausência do Tinga, teve Chermont e depois Taverna, como foi unir a experiência do Tinga aos garotos, inclusive o Chermont deu duas assistências para os gols? “É mais uma posição em que temos pelo menos três jogadores com condição. Temos a experiência do Tinga, mas hoje tivemos a juventude do Chermont, e tínhamos certeza de que ele atenderia, assim como o Taverna”.
No primeiro tempo houve uma alternância de domínio, e quando o Coritiba estava dominando, fez o gol, qual a importância disso para sua estratégia de jogo? “Buscamos ser agressivos defensivamente, demorou um pouco para acertarmos o ponto da marcação e nossa pressão média começou a dar resultado, tiramos o controle do jogo do Corinthians, e geramos volume para chegar no último terço até sair o gol numa bola parada que tem sido muito forte. Tivemos o gol contra o São Paulo, o gol contra a Chape e hoje aqui, ou seja, estamos colhendo frutos de algo planejado desde a primeira semana de janeiro”.
A situação de gerar bola parada com o Bruno Melo foi um ajuste da partida? “Temos usado isso, contra o São Paulo também aconteceu, é uma situação em que temos menos jogadores pressionando nossos zagueiros e volantes e temos esse contexto estratégico envolvido. Temos repertório para mudar a cada jogo nesse sentido”.
Sobre a bola parada, é um trabalho conjunto com a comissão técnica, não só seu, certo? E sobre o cartão amarelo que te deixa fora do próximo jogo, e seu auxiliar que também foi expulso? “Nossa bola parada é dividida, o Vinícius lidera a bola parada ofensiva e o Guila a defensiva. Normalmente eu abaixo a carga em determinados treinamentos para que consigam treinar isso. Temos também uma consultoria de um especialista, o Rui, que trabalhou com o Silvinho na seleção da Albânia, ele vem a cada dois meses e passa duas semanas aqui. Isso é uma decisão institucional e que estamos colhendo frutos, mas o trabalho vem lá de trás, e temos que dar mérito a todos dessa equipe. Quanto ao amarelo, tomei sim porque vi o Ranielle batendo no Paulo e me manifestei. Também em relação às decisões da arbitragem no fim do primeiro tempo, não há má fé ou má índole, mas não temos sangue de barata e não tem bobo aqui, ninguém vem aqui querer ganhar na marra. Eu vejo aqui às vezes, muita crítica ao elenco, à comissão técnica e à direção, mas pouca à arbitragem, tenho até admiração, mas quando erra dessa forma temos que apontar também, ninguém vem aqui e vai ganhar na marra e de forma injusta”.
Hoje foi quebrado mais um tabu, esse Coritiba do Seabra veio para fazer história no Brasileirão de 2026? “Estamos aqui para trabalhar e atingir os objetivos do clube, não movidos pelo ego, temos uma nação de torcedores apaixonados. Para colocarmos o Coritiba no lugar que merece, ele tem que ser uma equipe constante na série A, fazemos o que é melhor para o clube”.
Como tem sido o trabalho com os meninos, Paulo Roberto e Tissi, justamente nas posições hoje mais pedidas pela torcida. Hoje, quando entraram, Tissi deu boa consistência no meio e Paulo Roberto fez o segundo gol? “Isso é o reconhecimento do trabalho que está sendo feito com os meninos pelo clube. O Paulo está se dedicando muito, já fez dois gols. Eles entraram por uma necessidade de energia pois o Corinthians trocou dois jogadores no intervalo, e o Thiago jogou no sacrifício devido a um problema que sentiu contra o São Paulo, e começou a não conseguir cobrir as distâncias com o Sebá, então foi necessária a entrada do Tissi e do Paulo para equilibrar a energia do jogo, e eles foram muito importantes para o time voltar a equilibrar o jogo. Estamos muito satisfeitos, além deles o Taverna também entrou muito bem”.
