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É um time trabalhador, e não depende de grife!

João Carlos SihvengerBrasileirão

Confira o que disse o técnico Fernando Seabra na coletiva pós jogo, após a vitória do Coritiba sobre o Corinthians no Couto Pereira.

É um time trabalhador, e não depende de grife!
Sobre a sequência de duas vitórias e um empate, e as duas vitórias sobre o Corinthians no campeonato. “É um time trabalhador, que se dedica todo dia, e nessa sequência precisou usar alternativas e substituições, e essa sequência é fruto de um trabalho e uma construção coletiva, e de uma mentalidade que não depende de grife, mas sim da entrega, da vontade de evoluir e do desejo de conquistar o espaço individual e coletivo e o mais importante, colocamos três jogadores do Sub-20 e vencemos uma equipe que está nas quartas da Libertadores, lógico, mérito dos experientes que são espelho para eles. Isso é um trabalho coletivo, de equipe, é o espírito de coletividade. Vamos oscilar sim, o primeiro tempo mostrou isso, mas continuamos desafiando e tendo coragem, buscando acrescentar agressividade no jogo, e em situações que somos dominados somos muito competentes em defender e fazer transições. Quero também ressaltar nossa torcida, sempre tem uma energia muito boa, mas hoje em especial senti uma união incrível de todos os setores do estádio, foi uma coisa única”.

Qual a importância dessas duas vitórias seguidas dentro do Couto, para a sequência? “Vencer partidas seguidas no Brasileiro é muito difícil, e estamos com uma marca melhor que no primeiro turno, agora temos dois jogos muito difíceis pela frente, independente da posição na tabela, sabemos da força do Remo como mandante, vejam o que aconteceu hoje com a Chapecoense que ganhou do São Paulo e já havia empatado como Bahia, então temos que parar de ver grife e ver o conteúdo”.

Em relação ao posicionamento do Josué no primeiro tempo, que aparecia como uma espécie de zagueiro, saindo com a bola pelo lado esquerdo. “Queríamos explorar a profundidade, o Bruno estava jogando mais adiantado, então o Josué via esse espaço para receber a bola, e foi uma leitura dele, pois ele tem liberdade para isso. Tínhamos uma missão hoje de jogar mais com a bola, e com esse posicionamento deu certo. Exploramos a profundidade porque é um forte do nosso time, e porque estudamos o adversário e Josué fez isso com seus lançamentos”.

Com a ausência do Tinga, teve Chermont e depois Taverna, como foi unir a experiência do Tinga aos garotos, inclusive o Chermont deu duas assistências para os gols? “É mais uma posição em que temos pelo menos três jogadores com condição. Temos a experiência do Tinga, mas hoje tivemos a juventude do Chermont, e tínhamos certeza de que ele atenderia, assim como o Taverna”.

No primeiro tempo houve uma alternância de domínio, e quando o Coritiba estava dominando, fez o gol, qual a importância disso para sua estratégia de jogo? “Buscamos ser agressivos defensivamente, demorou um pouco para acertarmos o ponto da marcação e nossa pressão média começou a dar resultado, tiramos o controle do jogo do Corinthians, e geramos volume para chegar no último terço até sair o gol numa bola parada que tem sido muito forte. Tivemos o gol contra o São Paulo, o gol contra a Chape e hoje aqui, ou seja, estamos colhendo frutos de algo planejado desde a primeira semana de janeiro”.

A situação de gerar bola parada com o Bruno Melo foi um ajuste da partida? “Temos usado isso, contra o São Paulo também aconteceu, é uma situação em que temos menos jogadores pressionando nossos zagueiros e volantes e temos esse contexto estratégico envolvido. Temos repertório para mudar a cada jogo nesse sentido”.

Sobre a bola parada, é um trabalho conjunto com a comissão técnica, não só seu, certo? E sobre o cartão amarelo que te deixa fora do próximo jogo, e seu auxiliar que também foi expulso? “Nossa bola parada é dividida, o Vinícius lidera a bola parada ofensiva e o Guila a defensiva. Normalmente eu abaixo a carga em determinados treinamentos para que consigam treinar isso. Temos também uma consultoria de um especialista, o Rui, que trabalhou com o Silvinho na seleção da Albânia, ele vem a cada dois meses e passa duas semanas aqui. Isso é uma decisão institucional e que estamos colhendo frutos, mas o trabalho vem lá de trás, e temos que dar mérito a todos dessa equipe. Quanto ao amarelo, tomei sim porque vi o Ranielle batendo no Paulo e me manifestei. Também em relação às decisões da arbitragem no fim do primeiro tempo, não há má fé ou má índole, mas não temos sangue de barata e não tem bobo aqui, ninguém vem aqui querer ganhar na marra. Eu vejo aqui às vezes, muita crítica ao elenco, à comissão técnica e à direção, mas pouca à arbitragem, tenho até admiração, mas quando erra dessa forma temos que apontar também, ninguém vem aqui e vai ganhar na marra e de forma injusta”.

Hoje foi quebrado mais um tabu, esse Coritiba do Seabra veio para fazer história no Brasileirão de 2026? “Estamos aqui para trabalhar e atingir os objetivos do clube, não movidos pelo ego, temos uma nação de torcedores apaixonados. Para colocarmos o Coritiba no lugar que merece, ele tem que ser uma equipe constante na série A, fazemos o que é melhor para o clube”.

Como tem sido o trabalho com os meninos, Paulo Roberto e Tissi, justamente nas posições hoje mais pedidas pela torcida. Hoje, quando entraram, Tissi deu boa consistência no meio e Paulo Roberto fez o segundo gol? “Isso é o reconhecimento do trabalho que está sendo feito com os meninos pelo clube. O Paulo está se dedicando muito, já fez dois gols. Eles entraram por uma necessidade de energia pois o Corinthians trocou dois jogadores no intervalo, e o Thiago jogou no sacrifício devido a um problema que sentiu contra o São Paulo, e começou a não conseguir cobrir as distâncias com o Sebá, então foi necessária a entrada do Tissi e do Paulo para equilibrar a energia do jogo, e eles foram muito importantes para o time voltar a equilibrar o jogo. Estamos muito satisfeitos, além deles o Taverna também entrou muito bem”.
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