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Esse jogo não marca nossa campanha até aqui!

João Carlos SihvengerBrasileirão

Confira o que disse o técnico Fernando Seabra na coletiva pós jogo, após a derrota do Coritiba para o Vasco no Rio de Janeiro.

Esse jogo não marca nossa campanha até aqui!
Por que o time foi tão abaixo do que vinha jogando em outros jogos, principalmente fora de casa? Dá para entender o que aconteceu? “Foi um jogo atípico, um time que sempre teve competitividade e entrega, mas hoje não faltou dedicação e a parcela principal hoje é minha. Tivemos muitas lesões após o clássico, o Chermont com torsão no tornozelo, o Thiago Santos tem jogado com um problema na sola do pé, joga à base de analgésicos, e isso nos impede de treinar com a intensidade que precisamos. Enfrentamos um adversário que vem num ritmo forte, e está numa crescente e temos que entender que o campeonato brasileiro tem muitas fases e momentos diferentes, e nós estamos enfrentando muitos problemas nas últimas semanas. O jogo de hoje não marca nossa campanha até aqui, marca essa noite, mas nossa campanha é marcada pela competitividade e coragem, principalmente em jogar fora de casa. Buscamos soluções para termos um segundo tempo diferente, mas na verdade o Vasco é que acabou fazendo um segundo tempo melhor do que o primeiro”.

Pode explicar as escolhas por Tissi na lateral e Fabinho na frente? “Fabinho vem jogando como ponta e é capaz de jogar por fora e por dentro nos dois lados, então foi com a ideia de aproveitar a mobilidade que o Josué dá para o time, com jogadores que pudessem ocupar o espaço entre linhas. O Paulo vem muito bem com atuações pontuais, e estamos otimizando o lastro para ele aos poucos. O Tissi enfrentou um cenário difícil contra o Remo e conseguiu nos atender, e tínhamos o Bustos sem lastro para aguentar 90 minutos, e o Tissi já treinou como lateral e tem experiência na posição, mas tinha o Colídio e o Cuiabano sempre por ali, então optamos pelo Bustos no segundo tempo”.

Não foi um risco utilizar tanto o Fonseca como o Bustos, visivelmente sem ritmo, e com o Vasco colocando muita intensidade? “Quanto ao Bustos, era necessário utilizar um especialista naquele setor, mas ele não podia jogar os 90 minutos. No meio, o Vasco estava nos gerando dificuldade e o Thiago estava no limite do esforço dele, então entendemos que precisávamos de uma perna mais fresca para aquele momento aí colocamos o Nico, buscando uma melhor compactação no meio. Aí tivemos o pênalti e com 3 x 0 contra o time tentou sair e acabou se expondo demais e sofremos essa goleada que até podia ser maior”.

Nós vimos aqui a presença do Michel Deller e seu filho, eles participaram da conversa no vestiário e o quanto eles já estão influenciando no Coritiba? “Não, eles não participaram, mas acompanham a gente no dia a dia, desde o começo do ano. Esse jogo não apaga tudo o que estamos construindo, estivemos numa noite muito abaixo, um caso excepcional. O campeonato brasileiro é um organismo vivo e os adversários vão mudando seu nível de desempenho e nós também temos que buscar nossa evolução para atingirmos nossos objetivos”.

Como pretende aproveitar esses 19 dias da data Fifa, em relação ao equilíbrio do elenco, principalmente dos jogadores lesionados e os recém-chegados? “Vamos aproveitar e ter sabedoria para otimizar esse período. Vimos hoje que enfrentamos um adversário que conseguiu imprimir uma rotação mais alta, que consegue usar todo seu elenco, fruto do que puderam trabalhar durante essas semanas e nós temos que ter a clareza de entender nossas limitações e adversidades”.
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