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Expulsões pesam e atrapalham o Coritiba no Brasileirão

Ricardo HonórioBrasileirão

Com quatro expulsões no primeiro tempo, Coritiba é o líder em expulsões no Brasileirão.

Expulsões pesam e atrapalham o Coritiba no Brasileirão
A campanha do Coritiba no Campeonato Brasileiro tem sido marcada por bons momentos e pela permanência na parte de cima da tabela. No entanto, um fator tem se repetido e custado caro ao time alviverde ao longo da competição: as expulsões.

Das seis derrotas sofridas pelo Verdão no Brasileirão, quatro aconteceram em partidas nas quais a equipe teve um jogador expulso ainda no primeiro tempo. Em um campeonato de alto nível técnico e grande equilíbrio, atuar com um homem a menos durante boa parte do jogo aumenta consideravelmente o grau de dificuldade para conquistar um resultado positivo.

O problema não se resume apenas às derrotas. Atualmente, o Coritiba lidera o ranking de expulsões da Série A, com sete cartões vermelhos recebidos nas primeiras rodadas da competição.

Os jogadores expulsos até o momento foram Josué, contra o Red Bull Bragantino; Maicon, diante do Athletico; Renato Marques, no confronto com o Atlético-MG; Bruno Melo e Jacy, na partida contra o Grêmio; Tiago Coser, contra o Vitória; e Pedro Rocha, no duelo diante do Flamengo.

Além da desvantagem numérica durante as partidas, as expulsões também geram consequências para os jogos seguintes, já que os atletas suspensos obrigam a comissão técnica a modificar a equipe e reduzem as opções do elenco.

O caso mais recente ocorreu na derrota para o Flamengo, no Maracanã. Após um início equilibrado, o Coritiba viu Pedro Rocha ser expulso ainda na primeira etapa, situação que dificultou a reação da equipe diante de um dos elencos mais qualificados do país.

Embora a campanha coxa-branca siga positiva, os números mostram que a disciplina dentro de campo precisa ser tratada como prioridade. Em um campeonato decidido nos detalhes, evitar expulsões pode representar pontos preciosos na tabela e fazer a diferença na luta pelos objetivos do clube ao longo da temporada.

Se quiser continuar sonhando alto no Brasileirão, o Coritiba precisará aliar competitividade e intensidade a um maior controle emocional. Afinal, em uma competição tão equilibrada, jogar contra os adversários já é difícil; jogar contra os adversários e contra a própria indisciplina torna a missão ainda mais complicada.
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