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Não podemos nos desequilibrar, como foi nesse jogo!

João Carlos SihvengerBrasileirão

Confira o que disse o técnico Fernando Seabra na coletiva pós jogo, após a derrota do Coritiba para o Mirassol no Couto Pereira.

Não podemos nos desequilibrar, como foi nesse jogo!
Qual sua análise deste jogo? “Sabíamos que seria um jogo difícil. Tivemos dificuldade de acertar a marcação do lado direito no primeiro tempo pois o Reinaldo estava tendo tempo de fazer a distribuição que é muito boa. Tivemos ainda, bons ataques e boas transições, embora o Mirassol tivesse tido mais posse, nós tivemos momentos em que conseguimos ser agudos, mas faltou um pouco de equilíbrio entre jogar curto e jogar longo. No intervalo ajustamos algumas coisas, tivemos mais volume ofensivo e fizemos o primeiro gol, estávamos bem no jogo e o adversário fez o gol de empate muito cedo, mesmo assim voltamos para o jogo. É importante ressaltar que quando enfrentamos uma equipe que está na parte debaixo da tabela, não podemos nos desiquilibrar, e foi isso que aconteceu quando tomamos o empate, tínhamos que deixar que o Mirassol se desequilibrasse, mas assumimos o risco e permitimos a chance do segundo gol deles. Temos que ter sangue frio e a inteligência de jogar o jogo nesse momento do campeonato, que é diferente do começo, então fica o aprendizado. Não podemos achar que estamos no auge, porque tem coisa para melhorar, cada jogo prova isso, independente do resultado. No último jogo nos beneficiamos da instabilidade de quem está disputando lá embaixo e nos saímos bem, hoje houve esse desequilíbrio, e não conseguimos fazer com que o Mirassol assumisse posturas que levassem risco para eles”.

Qual foi o objetivo da escolha do Fabinho para o lugar do Josué? “Fabinho consegue jogar flutuando entre linhas, é bom finalizador e com qualidade no passe que rompe a linha, então queríamos explorar as costas da defesa do Mirassol, ou com bola média ou curta. No Brasil temos camisas 10 que são articuladores e temos jogadores que jogam mais no espaço entre linhas, que entram mais na área e o Fabinho é desse tipo de jogador, e entendo que ele fez um bom jogo”.

Como pretende utilizar o Nicolas Fonseca, que está chegando para o Coritiba? E quanto ao mercado, o Coritiba ainda pretende trazer mais jogadores? “É um jogador que consegue jogar tanto de 8 como um 5, mas isso vai depender do critério das várias coisas que interferem para a escolha da escalação de cada jogo. Quanto ao mercado, estamos sempre atentos, sempre que surja oportunidade de última hora, eu seria imprudente se dissesse que está fechado”.

Esta derrota pode impactar no clássico da próxima rodada? Como pretende trabalhar o mental dos jogadores para este jogo? “Somos um time muito forte mentalmente, e cada jogo tem seus próprios desafios. A derrota não vai abalar qualquer tipo de confiança, que depende daquilo que fazemos, da nossa capacidade de realizar o que nos preparamos para fazer. É um jogo especial, que envolve toda a cidade e vamos nos preparar da melhor forma”.

Temos observado nos últimos jogos muitas lesões, que acabam atrapalhando seus planos de jogo, como lidar com isso? E o Josué, está apto a jogar 90 minutos no clássico? “A expectativa é de que o Josué jogue, temos que ter cautela porque esse desconforto persistente pode tirar a confiança do jogador no jogo, mas ele se sentiu à vontade nos treinos e nossa expectativa é de que podemos contar com ele. Quanto às outras lesões, o Thiago teve um problema na sola do pé contra o São Paulo e tem jogado no limite, o Jacy ainda está com o desdobramento da queda que teve no fosso, hoje foi um peso na panturrilha, o Chermont que tomou uma paulistinha, então precisamos fazer três trocas forçadas, e isso sem dúvida, gera dificuldades e algumas situações que podem dificultar na obtenção dos resultados, mas faz parte, vale ressaltar o sacrifício e a entrega dos jogadores que não param de treinar, de se preparar e passando encima da dor para poder jogar, isso mostra o espírito da equipe”.

Em relação ao clássico, o que pode impactar sendo jogado na próxima sexta? “Não quero entrar no mérito do que é melhor para o negócio. Como treinador é ruim porque terei menos tempo para preparação, assim como o Odair também. Do ponto de vista técnico é ruim, mas existe a questão econômica e política”.

Como tratar da responsabilidade emocional, a questão do equilíbrio, para o próximo jogo, contra um time que está um pouco acima do Coritiba na tabela? “Precisamos de pontos, que são muito difíceis de conquistar no brasileiro, não é comum fazer 10 pontos em 12 possíveis como fizemos, isso é campanha de Flamengo ou Palmeiras. Temos que encarar o jogo de acordo com o peso que ele tem. Eles têm seus desafios a cumprir também e nós temos o nossos. No último jogo em Belém, numa situação muito adversa, nós crescemos, hoje permitimos que o adversário crescesse e esse aprendizado que temos que levar”.
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