Tivemos atitude, vencemos por mérito!
Confira o que disseram, Guila Bosle, técnico interino do Coritiba, e o Head Esportivo Willian Thomaz, na entrevista coletiva pós jogo, após a vitória do Coritiba.
Qual foi a ideia principalmente na parte ofensiva, do posicionamento do Josué? “Resolvemos preencher mais o meio, ter um pouco mais de posse, um jogo de progressão, e tivemos o resultado”.
Como foi esse trabalho nessa semana, juntamente com o Nascimento e o Wiliam Mateus. Como foi a conversa com os jogadores e a questão da confiança? “A equipe da casa é bem competente, valorizamos o trabalho do professor Seabra, os jogadores são bons, fizeram um belo jogo, tiveram atitude, vencemos por mérito. Hoje criamos chances, como nos outros jogos, mas hoje fizemos os gols”.
Sobre a tranquilidade que a parte defensiva teve hoje, visto que foi o primeiro jogo que a equipe não sofreu gols desde a primeira partida do turno contra o Bragantino. “Montamos um plano de jogo e nele contemplamos a parte defensiva. Tomamos cuidado para organizar e não subir a pressão, o bloco estava sempre compacto, então foi mérito dos atletas que souberam ler o jogo dentro de campo”.
Como pode ser esta vitória em termos de ambiente, visto que pode ser importante para a sequência? “A vitória foi uma vitória coletiva, da instituição. Em relação ao ambiente, os atletas resolvem as coisas entre eles, também a nossa proximidade com eles facilita as coisas”.
Por você fazer parte da comissão técnica permanente, existia algo que você enxergava e conseguiu pôr em prática hoje? “Estávamos criando oportunidades, mas pecando na hora de concluir a gol, mais uma vez exalto o trabalho do Seabra. Hoje tivemos 21 finalizações e fizemos dois gols. Procuramos dar carinho aos atletas, fazer com que eles se sentissem bem”.
Como foi a escolha de ter povoado mais o meio de campo? E a parte ofensiva? “A escalação do Vitória estava bem enigmática, com muitos atletas lesionados, alguns suspensos, então propusemos um jogo de aproximação com muita infiltração e penetrações de ambos os lados. Adiantamos mais o Tinga, criamos um dois com o Nico e com o Breno, e eles deram uma resposta muito positiva”.
O que foi pedido a você quando da saída do Fernando Seabra? “Autonomia total para montar a equipe, clareza nas ideias e fazer com que os atletas pudessem render o melhor. Tivemos o Nascimento e o Wiliam para me dar o suporte, porque trabalharam dentro de campo e tem muito acesso aos atletas, e conseguiram passar tranquilidade. Agradeço a todos os envolvidos nessa vitória, não montei a equipe sozinho, mas a comissão ajudou muito”.
Como você se vê no desafio de treinar a equipe agora, em relação há tempos atrás quando também treinou? Parece que antes você era mais energético e agora está mais calmo? “É maturidade, eu tive bons professores, trabalhei com o Jorginho, com o Mozart, com o Seabra, inúmeros profissionais. Só uma coisa eu nunca vou perder, minha competitividade. Já fui corrigido muitas vezes pelo meu dia a dia ser muito elétrico, mas coloquei na minha cabeça que não vou perder minha essência”.
Wilian Thomaz
A vitória de hoje muda a urgência em contratar um treinador? O Independente Del Vale terá alguma participação na escolha? “Entendemos que, para este jogo e para o próximo, o mais correto e coerente era a manutenção da equipe da casa e isso se comprovou hoje em relação à montagem e competitividade do time. Em relação ao grupo Independente Del Vale é bom esclarecer que já existe por um bom tempo uma integração e imersão em várias áreas, com profissionais do Equador e profissionais daqui que foram àquele país para visitar a estrutura de lá, e temos uma interação muito grande e todas as informações e decisões são compartilhadas”.
O que levou vocês a tomar a decisão de demitir o Seabra, mesmo por que, sabemos que vocês prezam pela manutenção de um trabalho? “Somos muito gratos ao Fernando Seabra, pois conseguiu explorar e potencializar virtudes da equipe, dos jogadores. Não podemos esquecer que estamos disputando uma das maiores ligas do mundo e o trabalho feito chamou a atenção no início, porém passamos por um momento de instabilidade, assim como todas as equipes, exceto Palmeiras e Flamengo, mas conseguimos ultrapassar com a vitória de hoje. A forma de competir não estava sendo assertiva para encontrar os resultados. O clube teve que tomar uma decisão dura, difícil, mas necessária. O projeto está acima de todos nós, ele é preponderante independente de qualquer profissional que esteja aqui”.
Em relação ao Josué, já existe conversas para sua renovação? “Não tem nada mais importante do que a pontuação que precisamos alcançar para chegar no nosso objetivo, a permanência, e os atletas já sabem qual a postura que a direção tem e sabem também o quanto importante o clube é para eles, então vamos chegar num momento em que vamos conversar e estabelecer os caminhos de todos”.
Após o jogo do Inter tem uma data FIFA que pode ser importante para a chegada de uma nova comissão técnica, vocês pretendem contratar nesse período? Em relação ao Pedro Morisco, jogador muito valorizado pelas convocações para a seleção brasileira, como será a conversa com ele em relação à sua provável saída? “A data FIFA será importante para descansar, para os jogadores ficarem com suas famílias e saírem do ambiente do futebol. Após o jogo com o Inter, vamos fazer as leituras corretas como sempre fizemos. Em relação ao Pedro Morisco, o que está acontecendo com ele nada mais é do que todo um trabalho de vários profissionais como Thiago Mel, Marcelo, seus colegas de trabalho como o Keiller, o Benassi até o Gabriel Leite que foi importante na trajetória dele. Pedro é um exemplo de profissional e está tendo maior visibilidade e sabemos que surgirão oportunidades e avaliaremos da melhor forma”.
Não acha que o departamento de futebol do Coritiba acaba sendo omisso, aparecendo pouco para falar com a imprensa, a respeito de contratações principalmente? “Não acho que o departamento de futebol tenha que ser protagonista, é um suporte para jogadores e comissão técnica. Por isso estou aqui, talvez no pior momento da sequência de resultados, é nesse momento que tenho que aparecer e não quando faz uma contratação. De nossa parte fazemos os movimentos de mercado, encontrando boas oportunidades. O Coritiba é um clube organizado, estruturado, bem diferente do que estava antes de eu chegar”.
Como está sendo a busca por um treinador? “Estamos muito focados no próximo jogo, a comissão permanente demonstrou que tem condições de seguir”.
Como está essa questão em relação a falta de um CEO? A quem você se dirige atualmente? “O clube sempre deu respaldo para nós profissionais do futebol, tanto eu como Jorge Andrade. Obviamente que todas as decisões importantes eu levo para o Conselho, mas nunca faltou apoio e respeito a nós profissionais pelas decisões que são tomadas no dia a dia”.
