Tivemos resiliência para lutar!
Confira o que disse o técnico Fernando Seabra sobre o empate com o Athletico no Couto Pereira.
Quanto às substituições feitas no intervalo, foi mais pela imposição física ou pelos cartões amarelos? “Tínhamos uma situação em que o Bruno Melo saiu sentindo, o Chermont no lance com o Viveros se lesionou também, o Pedro Rocha e o Lavega foi pelo amarelo, pois nas condições do campo, onde sempre ia ter choque, poderia acontecer outro amarelo. Pensamos em elevar a altura para ficarmos mais fortes na bola parada, devido às características do campo de jogo, aí colocamos o Rodrigo e o Moledo e depois o Thiago pediu para sair, precisávamos gerar volume na bola parada. As substituições deram certo pelo mérito dos jogadores que entraram. Quanto à bola parada, isso é mérito do trabalho nos treinos no coletivo e individual”.
Segundo declarações do técnico do rival, o Coritiba fez o antijogo, acha que isso existiu mesmo? “Não teve antijogo nenhum, tivemos mais posse de bola mesmo com um a menos, mais chance de gols, não sei de que tipo de comportamento ele falou, não vou julgar, o fato é que jogamos com um a menos e buscamos o jogo”.
Qual a importância do Moledo nesse time do Coritiba, que já tem três gols nesse campeonato? “Os jogadores experientes que temos, o Moledo, o Maicon, contribuem muito para os mais jovens, então esse tipo de mistura no time ajuda muito. Moledo tem um jogo aéreo defensivo e ofensivo muito bom, ele trabalha muito, trabalha sério e entrega o melhor dele e isso faz com que o grupo todo reconheça o trabalho dele”.
Como foi planejar esse jogo que foi totalmente atípico devido às condições do clima e do gramado? “Tínhamos um plano de jogo caso a bola não rolasse devido ao gramado, faltou um pouco de peso na última linha para as bolas longas no primeiro tempo. Fomos observando no primeiro tempo que precisávamos de uma referência para a rebatida defensiva e ajustamos com o Pedro, depois voltamos com o Rodrigo e centralizamos o Pedro, e depois com o Paulo centralizado para fazer a ruptura da casca. No segundo tempo começamos a ter um tempo de chegada melhor, que nos permitiu ter um volume ofensivo melhor e bem melhor do que o adversário”.
Como foi jogar com um a menos e qual será sua abordagem com o Breno Lopes, devido à expulsão? “Vamos ver com calma o que aconteceu, Breno é um jogador experiente, ele já se retratou com o grupo de forma muito humilde. O jogo foi de muitas disputas de bola, muitas confusões. Mas o time com um a menos mostrou caráter e buscou o resultado”.
Qual o peso desse empate, dentro das circunstâncias do jogo, agora faltando uns sete pontos para o primeiro objetivo do Coritiba? “Saímos fortalecidos, pelo tipo de jogo e pelas circunstâncias. Tivemos entrega, capacidade de se superar, tivemos coragem garra e equilíbrio, tanto posicional como equilíbrio emocional dentro de campo. No segundo tempo até poderíamos nos posicionar de forma mais agressiva pois o adversário só deixava um na frente, mas fomos empurrando o Coser, depois o Gelado e o Moledo de centroavante, até assumindo um certo risco, mas como era pouco tempo, valia o risco, então foi uma bela resposta”.
Pode comentar sobre o jogo nessa sexta, onde você teve um dia a menos para preparar a equipe, mas agora terá um dia a mais para o jogo do Vasco? “O jogo marcado para esta sexta foi muito ruim, tivemos trabalhos a partir de terça, um treino na quarta que faltava dois dias para o jogo. Tivemos também um pequeno treino na quinta para alguns ajustes. É o problema do futebol brasileiro, as dimensões econômicas e políticas prevalecem sobre as dimensões técnicas”.
O setor defensivo do Coritiba já tem nove gols nesse campeonato, como avalia isso? “Um jogador completo é aquele que consegue exercer as funções em todos os momentos do jogo, ações ofensivas, defensivas e bolas paradas. Precisamos ter atacantes que saibam defender e pressionar alto, que saibam baixar o bloco baixo, precisamos ter zagueiros que saibam construir baixo e que saibam finalizar nas situações de bola parada, e nós treinamos muito a bola parada e finalizações, e isso é importante para que nós não estejamos dependentes de apenas um jogador para fazer gols. Enfrentamos equipes de muita qualidade e nesse contexto é importante que não tenhamos zagueiros só para defender, precisamos de solidariedade e cooperação para sermos efetivos, tanto defendendo como atacando”.
