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Tivemos situações positivas, mas também erros que podíamos evitar!

João Carlos SihvengerBrasileirão

Confira o que disse o técnico Fernando Seabra na coletiva pós jogo, após a derrota do Coritiba para o Flamengo no Maracanã.

Tivemos situações positivas, mas também erros que podíamos evitar!
O quanto as falhas individuais como no primeiro gol e a expulsão contribuíram para atrapalhar a estratégia do jogo de hoje, apesar de que o Coritiba começou muito bem o jogo nos primeiros 10 minutos? “Desmontamos o plano de jogo em função da expulsão, enquanto estávamos em 11 contra 11 nosso plano de jogo era factível. A ideia então era manter a competitividade e o placar numa margem mínima, para tentar buscar o empate. No jogo de hoje tivemos mais erros do que acertos, porém temos que manter o espírito coletivo, mesmo devido à algumas infelicidades individuais e aprender com os erros. Em relação à expulsão, foram quatro derrotas com expulsões no primeiro tempo, mas não podemos deixar que isso nos prejudique na sequência do campeonato, no retorno no segundo semestre”.

Como trabalha essa questão da saída de gol, que hoje resultou no primeiro gol do Flamengo? “Tenho que ver melhor o lance, mas nossa ideia quando saímos jogando é criar vantagem para verticalizar. Hoje, depois da expulsão, isso chamou a pressão do Flamengo, mas temos a orientação de que, se não tiver situação de verticalizar, põe a bola em disputa. Temos que trabalhar para ser mais assertivos, mas não renunciar quando tiver capacidade de fazer o jogo quando for possível. Se não me engano, o Chermont achou que estava livre para receber o passe entre linhas, até que valia a tentativa, mas esperamos o apoio que não aconteceu. Tivemos situações nesse jogo que foram positivas e outras erramos de forma que podíamos evitar”.

O que o Coxa tem que fazer para manter esse rendimento, essa boa campanha no segundo turno? “Vamos treinar muito, primeiro teremos um período de férias, depois vamos focar na preparação, recuperação dos lesionados e fazer alguns jogos treino. Vamos continuar trabalhando no nosso modelo de jogo, defensivamente somos fortes, temos boa transição, mas necessitamos de ajustes pontuais. Hoje já sabemos bem das características de cada jogador, diferente do que foi aquele início de temporada.

Qual sua avaliação desse primeiro semestre do Coritiba? “Estamos dentro da expectativa, claro que tivemos oscilações, mas tivemos evoluções também. Em relação à pontuação, para um time que se remontou, trazendo 45% de jogadores que não estavam no ano passado, até superou a expectativa. Nossa pontuação espelha o nível de desempenho e de jogo da equipe”.

Você espera que o departamento de futebol traga reforços nessa próxima janela? “Temos vários jogadores que, em relação aos últimos três meses, elevaram seu nível, e isso faz com que o filtro para trazer novos jogadores seja maior. Isso vai depender muito das disponibilidades e situações de mercado. Temos uma carência talvez ali na posição de centroavante, mas o Rodrigo já está num processo muito próximo de retorno. Isso faz com que não tenhamos desespero num primeiro momento, e em segundo que sejamos seletivos nas próximas contratações. Eu estava focado nas partidas atuais e não tenho ainda nada específico para falar sobre isso no momento”.

No segundo semestre a ideia sua seria aperfeiçoar essa forma de jogar que você se desenvolveu, ou aperfeiçoar, caso cheguem novos jogadores? “Nossa principal característica é a competitividade, nossa taxa de trabalho e nosso esforço, talvez falte mais argumentos para jogar com equipes mais dominantes como Flamengo, o Bahia por exemplo. Mas temos clareza de que nossa rapidez nas transições e nosso esforço, são nossas maiores armas. A questão do mercado está dentro das oportunidades nesse tipo de cenário”.

Como você se autoavalia no Coritiba nesse período? “Me sinto muito bem no clube, um clube que tem uma comissão da casa, com nível de comprometimento e competência muito alta. O Jorge e o William dão muito respaldo ao trabalho. Encontrei muita competência operacional e respaldo. Tivemos mérito como um todo, não só do Seabra, mas da comissão e dos jogadores. O Seabra é alguém que está planejando o jogo, e durante o jogo pode cometer erros, mas também acertos, isso é da natureza da profissão. Temos que saber entender o grupo que temos, o campeonato que estamos jogando, e ir diminuindo a margem de erro”.
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