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Acordo com a TV cria abismo entre clubes

Coritiba

Diferença de valores repassados pode inviabilizar crescimento de clubes de fora do 'eixo'



Uma coluna assinada por Leandro Requena em um portal de notícias abordou aspectos relevantes do contrato de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro, fechado com a Rede Globo de Televisão, em 2008. A renovação, que foi anunciada como a salvação para os clubes de futebol, que receberiam até 50% a mais do que já era pago, chamou muita atenção também pelo interesse da Rede Record em ter os direitos de transmissão, o que gerou uma disputa acirrada entre as redes.

Entretanto, segundo destacou Requena, os doze clubes de maiores torcidas, liderados por Flamengo e São Paulo, “conseguiram dar um 'golpe' que praticamente acaba com a possibilidade de um clube que não faz parte deste grupo ter condições financeiras de competir com eles”.

De acordo com o colunista, esses clubes, juntos, possuem a maioria dos votos da Assembléia do Clube dos Treze, entidade que, dentre outras responsabilidades, negocia os principais contratos dos clubes de maior expressão do futebol nacional, incluindo a transmissão dos jogos pela televisão. Utilizando-se desta prerrogativa, foi aprovada uma resolução com um novo critério para a partilha da verba da televisão. Parte desta divisão é feita conforme a audiência do sistema pay-per-view.

“Pra se ter idéia, enquanto alguns clubes do eixo vão receber um aumento de R$ 10 milhões(no caso do Flamengo R$ 15 milhões!) nossos clubes não chegam a receber nem R$ 2 milhões”, reclamou o colunista. O abismo financeiro, de acordo com ele, ultrapassaria R$ 20 milhões em algumas situações. “Nos próximos anos será muito raro ver um clube de fora do eixo conquistar títulos de expressão nacional. O que já era difícil, se tornou quase impossível”, finalizou Requena.

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