De três dedos
Entre outros assuntos, o jornalista Eduardo Gomes Nunes comenta sobre o possível esquema tático do Coritiba no domingo
Sinais – Apesar de ter atuado na equipe reserva na quinta-feira, Marquinhos foi o destaque do treino. Assim, Cuca dá sinais de que poderá promover o retorno do jogador à equipe na partida de amanhã contra o Grêmio. Marquinhos já atuou em seis partidas pelo Tricolor paulista neste Brasileirão. Se vestir a camisa do São Paulo em mais uma partida do Nacional, não poderá defender outro time do país neste campeonato. Em São Paulo, comenta-se que Cuca tenta convencer os dirigentes a renovar o empréstimo do meia.
Reticentes – Apesar disso, os dirigentes tricolores estão reticentes com relação à renovação do contrato do meia, que não agradou a cúpula são-paulina neste primeiro semestre. Assim, a Corte Alviverde, que tenta despistar a imprensa local, não pára de assediar Marquinhos para levá-lo ao Alto da Glória. Isto ninguém no Couto pode negar. Coincidência ou não, o namoro do Glorioso com Marquinhos poderá virar casamento ainda neste fim de semana.
Confirmado – Alheio às especulações, o Delegado confirmou o time que encara o Azulão paulista domingo, às 16 horas, no Majestoso Couto Pereira. Rafael e Brum assumem as posições de Jucemar e Márcio Egídio. Sem dúvida, será um jogo difícil contra uma equipe que, apesar de desfalcada de quatro titulares, é osso duro de roer. Ainda sem o tão aguardado meia de ligação, seja o que Deus quiser! Um a zero já será goleada.
Esquema – Estou me esforçando para entender o esquema tático proposto pelo Delega – já estou ficando íntimo. Contra o São Caetano serão dois zagueiros – sendo que um possui características de volante (Nascimento); dois alas, três volantes e três atacantes. Quem fará a cobertura do Adriano, caso ele tenha liberdade para subir ao ataque? E o Rafael vai jogar prendendo a marcação no ataque ou na defesa? Se os volantes farão a cobertura dos alas, quem vai criar as jogadas pelo meio? Os atacantes vão voltar para marcar e criar as jogadas? Pra mim, este esquema está mais sofrido que joelho de freira em Semana Santa.
De quinta – Por falar em sofrimento, difícil mesmo é ver a imprensa nacional dar destaque à Copa do Brasil deste ano. Fazer o quê!!! Sem as atuais equipes mais fortes do país, virou competição de quinta categoria. É só dar uma olhada no retrospecto dos finalistas em 2004: Santo André – lanterna da Série B – e Flamengo, na zona do rebaixamento da Série A. Isto se o Vitória não virar o jogo no Rio de Janeiro. De qualquer forma, o nível do torneio neste ano deixa (e muito!) a desejar.
Libertadores 2005 – Aliás, há um fato curioso na final desta Copa do Brasil. Caso o Santo André venha a levantar o caneco de campeão, não garantirá vaga nas Libertadores de 2005. Por que? Bem, o regulamento não permite que um time da segunda divisão do Brasileirão dispute a competição internacional. Pode parecer cômico, mas soa trágico no ABC paulista.
Disparou... - “Seria uma satisfação muito grande enfrentar meu ex-clue, onde fiz um bom trabalho, mas fui dispensado. Será a minha chance de mostrar que eles perderam um bom jogador.”
Ceará, lateral-direito do São Caetano.
Na canela – Lopes balança no cargo se perder para o São Caetano?
Esta coluna é produzida pelo jornalista Eduardo Gomes Nunes (ehnunes@onda.com.br) e colaboradores.
