Perdemos, mas foi um jogão!
Num jogo eletrizante, o Coritiba perdeu para o Santos por 3x2, na reabertura do Estádio Couto Pereira
O Coritiba teve trinta de um futebol eletrizante, com passes em alta velocidade, muita troca de posicionamentos e ataques arrasadores, que deixaram os torcedores do Cori alucinados com o novo Couto Pereira e com a apresentação alviverde no início do jogo.
Lopes surpreendeu muita gente, ao .colocar Souza no time titular, já que ele havia treinado com Alcimar durante a semana entre os titulares. Na frente, outra surpresa, pois Lopes optou por manter Nunes e Marciano, deixando Tiago e Alexandre no banco, mesmo com o bom desempenho da dupla de atacantes que veio de Irati.Ao final da partida, o treinador coritibano afirmou que ambos os jogadores não foram lançados desde o início do jogo por falta de condições físicas ideais para atuar 90 minutos.
No início da partida, o Coxa levou muito perigo ao time paulista, quando Nunes cabeceou bem, mas a bola subiu um pouco e acabou saindo.
Souza e Jackson impunham um ritmo alucinante à partida, ampliando a dinâmica de jogo pelas laterais, possibilitando que tanto Ricardinho como Rafinha levassem muito perigo ofensivo ao campeão brasileiro da última temporada.
Em poucos minutos de jogo, o Coxa atacou forte, em duas conclusões de Nunes. Na primeira, ele recebeu a bola cruzada pela esquerda por Marciano, antecipou-se ao zagueiro e conclui por cima das traves; na jogada seguinte, o atacante do Verdão ganha na velocidade, entra pela direita e no bico da grande área chuta rasteiro, mas sem direção.
No ritmo da torcida Coxa, que cantava sem parar, o Alviverde foi para cima do Santos até marcar seu gol.
O Cori levou grande perigo aos 25, quando de um cruzamento vindo pela esquerda, o atacante Nunes raspou de cabeça, a bola passou por Egídio e bateu no pé da trave, saindo paralelamente pela linha de fundo. Na seqüência de jogada, o Coxa chegaria ao primeiro gol: numa cobrança de escanteio de Ricardinho, Egídio entrou pelo meio da área e cabeceou para as redes.
Nem bem o time paulista deu a saída de bola, Ricardinho roubou a bola e avançou pela esquerda, quando foi atingido por Bóvio, que foi expulso.
Com a vantagem numérica e no placar, se esperava do Cori ampliar a sua força ofensiva, o time recuou, dando espaço para o alvinegro paulista.
Esperando o Santos no seu campo de defesa, onde marcava por pressão, o Cori acabou dando espaços para o time paulista, que virou o placar em apenas cinco minutos. Aos 42, o ala-direita Paulo César cruzou e o meia Fabiano, que entrou na partida para recompor o meio de campo do alvinegro, devido a expulsão de Bóvio, livre de marcação empatou o jogo.
Dois minutos depois, a repetição do lance: novo cruzamento pela direita, e Fabiano livre na área cabeceia novamente para o gol, inapelável para Fernando.
Já nos acréscimos, aos 47 minutos, Ricardinho bate uma falta pela direita e Robinho, livre de marcação, cabeceia para fazer o terceiro gol dos visitantes.
No segundo tempo, Lopes muda o Coxa, tirando Nunes e Souza para as estréias dos atacantes Alexandre e Tiago no jogo. A alteração deixou o time Coxa mais veloz no ataque, num 4x3x3.
Logo aos 3 minutos da etapa final, o goleiro santista evita o gol do Cori, numa boa cobrança de falta com Vital, que obrigou o goleiro santista a se esforçar bastante para evitar o gol do Verdão.
Empurrado pela torcida Coxa, que cantava sem parar, o time coritibano forçava o ataque, fazendo os paulistas se postarem mais defensivamente, com a volta de Deivid para marcar no seu próprio campo.
Em poucos minutos, o Cori fez o Couto tornar-se uma verdadeira panela de pressão, com a torcida Verde cantando insessantemente. Numa boa jogada de Marciano, o atacante do Cori entra pela direita, finta o goleiro e arremata para o gol, com a zaga afastando a bola quase em cima da linha.
Aos 15 minutos, embalado pela torcida Coxa que incendiou o jogo, o capitão Nascimento fez o segundo do Verde, cabeceando para o gol depois de um escanteio bem cobrado por Ricardinho, que funcionou bem nas cobranças de bola parada.
O treinador praiano tira Robinho para a entrada de Zé Elias, para fortalecer seu esquema de marcação nos três atacantes do Cori.
Na base da garra e do apoio da massa Alviverde, o Cori teve uma ótima chance para fazer o terceiro, mas a bola caprichosamente bateu na trave e saiu, aos 21 minutos, quando Alexandre quase empatou, cabeceando a bola contra o travessão do goleiro alvinegro.
Aos 24 minutos, o árbitro expulsou Miranda, por falta cometida contra Fabiano. Apesar do rigor merecido nas duas expulsões, o árbitro da partida pecou em não marcar duas penalidades em favor do Cori.
Cinco minutos depois, nova oportunidade para o Coritiba. Tiago cabeceia bem, para boa defesa do goleiro Henao.
Lopes promoveu uma substituição para acertar a zaga Coxa, trocando Egídio por Flávio e trazendo Jackson mais para a função de segundo volante, avançando Vital para o meio de campo ofensivo.
Na base da garra, os jogadores do Cori buscavam de forma incansável o gol, apesar de faltar um maior poder de articulação no meio de campo, que ficou sem Souza na segunda etapa. Aos 35, o atacante Marciano chuta forte, com a bola passando perto da trave santista.
Apesar da força da torcida Coxa, o time paulista se fechou atrás, buscando os contra-ataques com Basílio.
No final da partida, ambos os times pareceram cansados depois de tanto esforço e tantas jogadas de frente. Após o apito final, a torcida Coxa aplaudiu os jogadores do Cori, pelo grande esforço em busca da vitória, apesar de uma certa dose de confusão tática, que fez com que a raça fosse buscada como forma de equilibrar o jogo frente ao atual campeão do Brasil.
