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Coritiba vence mais uma batalha nos tribunais e o Estádio Couto Pereira continua livre de visitantes indesejados


Atualizada as 15h30

O Coritiba obteve duas vitórias na noite desta quarta-feira, 25. Além de vencer o C.Paranaense dentro de campo pelo placar de 2x0, o Coxa obteve mais uma vitória nos tribunais pelo placar de 4x3.

O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR), julgou o mandado de garantia do Coritiba, que impedia o rival de atuar no Couto Pereira durante a reforma de seu estádio para a Copa de 2014. Derrotada, mais uma vez, a Fe­­de­­ração Paranaense de Futebol, vai recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça Des­­portiva (STJD).

A votação no TJD-PR chegou a ficar 3x1 à favor da FPF, o que obrigaria o Coritiba a ceder o estádio. Empatada no final em 3x3, a decisão do foi no último voto, do presidente Peterson Mo­­rosko. O advogado da FPF, Ju­­liano Tetto, chegou a questionar a participação de Morosko, uma vez que o presidente já tinha se manifestado pró-Coritiba na expedição do mandado de garantia e na manutenção deste mandado, derrubando a liminar da FPF. Os auditores do TJD-PR, por unanimidade, não acataram o argumento da FPF, alegando que o presidente do TJD apenas avaliou o mérito e não expôs opinião pessoal.

"Eu recomendei ao Cury recorrer e ele autorizou. É de interesse da Fe­­deração fazer valer sua decisão", declarou o advogado Juliano Tet­­to. A FPF tem até segunda-feira, 30, para entrar com recurso no STJD.

Do­­min­­gos Moro, advogado do A.Paranaense e conselheiro do Coritiba, apenas acompanhou a sessão no TJD, mas afirmou que vai se reunir com o presidente do rival para definir se o A.Paranaense entrará como ter­­cei­­ro interessado no processo ou não. "A presença do Atlético no processo não muda nada para nós. Só reforça a FPF, que terá mais tempo para falar na sessão. Mas estamos preparados", declarou Itamar Cortes, advogado do Coritiba, que inclusive utilizou da ausência do rival como terceiro interessado neste julgamento para sustentar sua defesa.

Além da ingerência da FPF na administração do Coritiba e do desgaste do gramado do Couto Pereira nestas 30 partidas, o advogado Coxa ainda levantou o problema da segurança pública para estas partidas. "As torcidas estão tro­­cando ameaças pelas mídias so­­ciais e isso exigiria uma segurança pública ainda maior a cada jogo no Couto", finalizou Cortes.

Acompanhe a votação dos auditores:

Contra a liminar do Coritiba (favorável à cessão do Couto Pereira):

Paulo Gradela
Davis Bruel
Vinícius Borba

Favorável à liminar do Coritiba (contra a cessão do Couto Pereira):
Otacílio Sacerdote
Adelson Souza
Clóvis Galvão
Peterson Morosko
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