FPF coloca interesses próprios acima do torcedor e “empurra” Atletiba para sexta-feira
Clássico será disputado no dia 11 de setembro, às 21h, no Couto Pereira; no mesmo dia, Federação promove reunião com presidentes de clubes do interior.
A escolha da data, bastante incomum para um confronto dessa magnitude, teria partido de uma solicitação da Federação Paranaense de Futebol (FPF).
E é justamente aí que surge a indignação do torcedor.
No mesmo dia do clássico, a FPF programou um encontro com os presidentes dos clubes do interior do Paraná. Ou seja, enquanto milhares de torcedores estarão se preparando para acompanhar o principal jogo do futebol paranaense, a Federação terá uma agenda própria envolvendo os dirigentes do futebol do interior.
Coincidência? Difícil acreditar.
O fato é que, mais uma vez, parece que o torcedor ficou em segundo plano. Um Atletiba, que mobiliza as duas maiores torcidas do estado, poderia perfeitamente ser realizado em um sábado ou domingo, proporcionando melhores condições para que o público pudesse comparecer ao estádio.
Mas não. Optou-se por uma sexta-feira, às 21h, horário que dificulta a vida de quem trabalha, depende de transporte público, mora em outras cidades ou simplesmente precisa enfrentar o trânsito de uma noite de sexta-feira.
É difícil entender qual é a lógica por trás de uma decisão dessas.
O Atletiba não é apenas mais um jogo da tabela. É o maior clássico do Paraná, um dos principais confrontos do futebol brasileiro e um espetáculo que deveria ser tratado com o devido respeito, principalmente por quem deveria trabalhar em favor do futebol e, consequentemente, do torcedor.
Mais uma vez, porém, fica a sensação de que o torcedor é lembrado apenas na hora de comprar ingresso, pagar mensalidade e consumir o futebol.
Quando chega a hora de tomar uma decisão pensando nele, parece que a prioridade é outra.
