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Covardia tem um preço alto

Ricardo HonórioParanaense

Com uma escalação defensiva, Coritiba perde pro Maringá no jogo de ida das quartas de final do Paranaense.

Covardia tem um preço alto
O Coritiba pagou caro pela postura defensiva na partida de ida das quartas de final do Campeonato Paranaense. Com uma escalação cautelosa, o time alviverde foi derrotado pelo Maringá por 2x0 na tarde deste sábado. Agora, precisará vencer a partida de volta por três gols de diferença para avançar às semifinais e garantir vaga na Copa do Brasil em 2026.

O Coxa entrou em campo com mudanças na equipe. Com o retorno de Thalisson, Rodrigo Moledo foi para o banco. No meio-campo, Filipe Machado e Matheus Bianqui ganharam as vagas de Vini Paulista e Josué.

Sob um calor intenso e em um gramado em más condições, o primeiro tempo teve poucas oportunidades claras de gol. Sem criatividade no meio, o Coritiba pouco ameaçou o adversário. A melhor chance veio em uma cabeçada de Everaldo, após cruzamento de Dellatorre, mas a bola saiu pela linha de fundo.

Aos 20 minutos, o zagueiro Thalisson sentiu-se mal e precisou ser substituído pelo estreante Tiago Cóser.

O cenário ficou ainda mais complicado aos 35 minutos, quando Filipe Machado recebeu a bola pressionado por dois jogadores do Maringá, perdeu a posse e cometeu falta ao tentar recuperar. Como era o último homem, foi expulso e deixou o campo reclamando com o goleiro Pedro Morisco, que havia lhe passado a bola em uma situação arriscada. Mais uma vez, a insistência do Coritiba em sair jogando desde a defesa custou caro, assim como já havia ocorrido contra o Operário, quando sofreu um gol após erro na saída de bola.

Na segunda etapa, o Maringá voltou pressionando. Enquanto Mozart optou por uma postura ainda mais defensiva, substituindo Everaldo por Vini Paulista, o técnico adversário, Jorge Castilho, fez o oposto e colocou Robertinho no lugar do volante Buga.

A ousadia do Maringá foi recompensada logo no primeiro minuto do segundo tempo. Após cobrança de escanteio, Max Müller cabeceou na trave e, no rebote, abriu o placar.

A arbitragem também teve seu impacto no jogo. Aos 13 minutos, Matheus Bianqui foi claramente obstruído, mas o árbitro ignorou a infração. Se a falta fosse marcada, o jogador do Maringá deveria receber o segundo amarelo e ser expulso.

Pouco depois, o Coritiba teve uma ótima chance de empatar, mas Matheus Bianqui desperdiçou ao chutar para fora após jogada de Lucas Ronier.

Aos 38 minutos, veio o golpe final. Em uma jogada parecida com a do primeiro gol, Max Müller novamente aproveitou um rebote para balançar as redes e decretar a vitória do Maringá por 2x0.

Fim de jogo melancólico para um Coritiba que entrou em campo acuado, com uma postura excessivamente defensiva, e pagou caro pela falta de ambição.

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