A hora da mudança de patamar
A primeira partida contra o operário pelo regional pode ser um esquenta, mas a segunda precisa valer, porque é pela Copa do Brasil e além de valer dinheiro, vale a classificação. Uma vitória pelo regional diante do Operário, pode até ter efeito moral e vencer é sempre bom, mas a segunda partida, também contra o Operário, vale mais porque é pela Copa do Brasil. esta sim precisa ser com vitória. Nem sei exatamente há quanto tempo não alcançamos a terceira fase da desejada Copa, onde só chegamos até na porta. Batemos nela e deixamos as oportunidades escaparem. Tanto contra o Vasco como contra o Palmeiras, além das circunstâncias da partida, passaram a mão na gente e isso também determinou o vice-campeonato. Ou pelo menos, ou no mínimo fomos prejudicados por duas arbitragens tendenciosas.
O pior parece ser sempre este começo com características que só a Copa do Brasil têm. Basta um enrosco, num time "pequeno" que às vezes não é tão pequeno assim, que a vaca vai pro brejo. E tropeços contra o Operário é o que não nos faltam. Na inesquecível decisão do paranaense, por exemplo, decidindo em casa quando perdemos as duas, lá e no Couto com o Operário sobrando em campo.
Há anos o Operário deixou de ser o pequeno do interior, mas se fossemos o grande de sempre, não seria o problema que agora é. Porque nos bons tempos teríamos alguma dificuldade, mas sempre apareceria alguém que acabava achando o caminho do gol.
Por menor que tudo isso possa parecer - e a gente sabe que não é -, porque além do dinheiro há um fator que talvez seja maior que tudo isso. Talvez represente o passaporte da administração de Follador a outro patamar. Vencer o Operário e passar de fase é muito para o Coritiba que até bem pouco tempo andava tropeçando nas próprias pernas.
Chegar à terceira fase da Copa do Brasil depois tanto tempo, não só vai colocar o Coritiba com status de algum respeito, mas com grande peso psicológico para todo o trabalho proposto até aqui e será a primeira grande partida da nova gestão.
A importância dela talvez seja necessário deixar clara para todo o departamento de futebol, se é que já não fizeram isso.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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