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ArquibancadaSergio Brandão

" Coxa Maior "

Mesmo sabendo que posso me tornar chato, ainda assim, mais uma vez, preciso dizer que Alex merecia um time melhor, Alex merecia respeito da diretoria, Alex merecia terminar a carreira brigando por um título grande, Alex podia terminar sua carreira com algo do tamanho do seu futebol.

A torcida mais uma vez fez sua parte. A diretoria ficou devendo. Seus desmandos e trapalhadas comprometeram a estada de Alex, e isto não terá mais como ser pago. O menino que “voltou”...ficou pouco... e já se foi!

Sobre o jogo, é fácil falar: nunca 90 minutos foram tão fiéis, retratando uma campanha toda. Nos pouco mais de 90 minutos, o Coritiba foi tudo que levou o campeonato inteiro para mostrar:incompetente, atrapalhado, mal escalado, perdendo em casa, vencendo em casa, com raça, com sorte, com talento, e com mais sorte que juízo, no final.

Fica o aprendizado. Mas pra quem? Quem aprendeu o quê? Nós, torcedores? Não! Eu e você já estamos cansados desta ladainha, há anos é assim. Que fique a lição para quem fica na direção do clube que muda a partir da próxima semana, se Deus quiser.

Não é possível fazer como avestruz. No dia 13, nas eleições que elegem ou reelegem nova diretoria, não é possível esquecer os tropeços, incompetência, e a má gestão na administração do Coritiba.

Ouço absurdos para justificar os erros da atual administração, nestes dois últimos anos.

Me assusta ainda ver a reação de muitos sócios embarcando na canoa furada da chapa da situação. Já dava esta turma como "favas contadas", mas não, ainda vive e leva consigo os menos avisados.

O Coritiba precisa de mudança e a solução é “Coxa Maior - um Coritiba de todos”.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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