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ArquibancadaSergio Brandão

“O poço não tem fim”!

Quando uma goleada, uma apresentação bizarra também é mais um simples revés.

Pelo menos é assim que novamente o site do Coritiba trata a surra de que foi vítima no interior de São Paulo, agora para o inexpressivo São Bento.

O resultado dá margem a muitas interpretações. De piadas a conclusões humilhantes nas redes sociais e na imprensa.

Isso pra não lembrar que muitos de nós já ficaram pelo meio do caminho e nem querem mais saber em detalhes cada uma das subsequentes rodadas que até ontem eram apenas de partidas amistosas, mas que a partir de agora ganham outro tom: a triste vergonha de submeter o torcedor já humilhado, agora de forma inédita nestes anos que um dia foram gloriosos.

Como me disse o amigo Felipe Rauen, “ acabamos de descobrir que o poço não tem fim”!
Um final de campeonato que deveria ser água com açúcar, agora vira um novo pesadelo. Não só pelo resultado de 5 x 2 em São Bento, mas pelo o que pode nos esperar nestas partidas restantes, que a princípio pareciam final de feira, mas que ganham ares dramáticos, nos submetendo a humilhantes resultados.

Quem sabe seja melhor assim. Só mesmo com estas marcas impiedosas para que esta diretoria entenda definitivamente que precisa sair de cena e entregar o comando do clube.

Fazer isso seria um atestado de incompetência? Sim, disso todos já sabemos e não é de agora. O problema é que estas humilhações precisam acabar. Já alcança níveis inadmissíveis.

Esperamos apenas que entreguem seus cargos. Não importa a forma, mas isso precisa ser feito imediatamente. Pode ser aos poucos. Pode ser veladamente, mas precisa ser feito agora. Para que o ano de 2019 seja planejado de forma que reverta o estrago provocado até aqui.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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