"Precisamos melhorar"
As poucas vezes que apareceu na transmissão deste pavoroso jogo contra o Parnahyba, era possível ver em suas expressões que não pode fazer nada além do que já faz. Não será Sandro Forner que ensinará estes cabeças de bagre a jogarem bola. Isso se a gente pedir o minimo de qualidade. Com uns cinco ou seis atletas com noções dos fundamentos do futebol. Coisa que para alguns, parce não ter existido. Não passaram pela escolinha que ensina passe, domínio, cabeceio, drible etc.
O discurso de Sandro, de “precisamos melhorar”, talvez seja para não expor a falta de talento de Guilherme Parede, de Benitez, W. Matheus, Iago, Thiago e outros "atletas" que ontem nem saíram do banco. Mas basta acompanhar futebol e entender que destes " jogadores", não veremos futebol. Deste mato não sai futebol.
Lembro que há algumas rodadas Sandro dizia que “precisamos saber o que fazer com a bola quando a recuperamos”. Oras, ensinar jogador profissional a dar um encaminhamento a uma jogada é pra acabar.
- Olha você pega a bola e passa pro companheiro mais próximo, viu! Deve ser a máxima da preleção de Sandro com seus comandados.
Mas contra o Parnahyba, o problema nem foi por aí. Foi pior. Foi ter certeza que se estivéssemos disputando o Campeonato Estadual do Piaui, estaríamos na mesma m... que estamos aqui, no nosso regional. Com a diferença que lá, quase todos os times são amadores. Aqui, nem todos são.
Quando digo que nossa torcida é chata, parece que faltou dizer que temos motivos para isso.
Reclamamos, nos lamentamos a cada rodada, no Paranaense e na Copa do Brasil, que confesso, torci para que tivesse acabado ontem mesmo. Mas não, arrumaram um gol salvador e por isso ainda temos pelo menos mais duas partidas, agora contra o Uberlândia. Vem mais sofrimento pela frente, se teimarem com esta conversa de não sair desta proposta.
No paranaense, embora o primeiro turno também já esteja praticamente perdido, temos ainda o segundo turno inteiro para sofrer. Será partida a partida, sem que vejamos evolução. Como disse o narrador de ontem, se mostrando assustado com a qualidade do time do Coritiba:
"Tá certo que é inicio de temporada, mas já é possível ver que com este time, o Coritiba vai ter muita dificuldade na Série B". Lembrei que ele não viu o inesquecível primeiro tempo contra o Prudentópolis e todas as outras partidas do Paranense.
E “segue o planejamento”, disse Samir Namur depois da tragédia. Esperava uma virada de mesa, de um novo rumo, com muitas correções neste “planejamento”, que segundo o presidente continua igual, com apenas ligeiras correções.
Volto a bater na mesma questão: se quando assumiu o Coritiba em dezembro, a “prioridade máxima era devolver o Coritiba à primeira divisão”, como fazer isto com este time, presidente?
Não é preciso esperar mais nada para entender que assim somos candidatos a seguidas tragédias, como esta em Teresina. Não há mais o que esperar. As providências precisam acontecer e é pra já.
------------
Acabo de ler uma mensagem de um amigo que diz assim:
A classificação de hoje é como tirar filho da cadeia. A gente comemora, mas que dá uma vergonha, aaaahhhhh isso dá!!!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (112)
