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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

" VAMOS!"

A torcida Coxa anda emocionante. Vejo e revejo alguns vídeos e me emociono todas as vezes.
Mais que apoiar, é quase entrar em campo e jogar junto. Não dá mais para ficar em casa, acompanhar o Coxa pela TV. Quem pode, vai, e tem sido em grande número.
Sair do Couto de peito estufado, com o sentimento de também ser responsável, jogando junto.
A camisa sai molhada, marcada pelos escorregões e trancos de um jogo jogado, de tombos de cair na grama, deixando marcas no uniforme. O que na arquibancada se resume no: "Quem ficar parado vai tomar um tá ligado?".
Um pouco de terra e grama do Couto, são marcas de mais um jogo inesquecível que empurra o time, mesmo em dia ruim, quando nada dá certo. Mas no jogo seguinte, seguimos juntos construindo a história de um acesso inesquecível. Como foi com René Simões, está sendo assim com Mozart, que escreve sua segunda história no Coritiba. Vai deixando para trás uma história de luta, de anos de sofrimento do torcedor.

Chegamos até aqui pelo amor incondicional, inexplicavelmente incondicional. Até os que desistiram no meio do caminho estão de volta.
Diz a música da arquibancada: "O Verdão é minha vida, vamos, vamos Coritiba...".

Time que foi amansando o torcedor mais intolerante, assim como eu, ácido e crítico. Sem que consiga explicar, fui amansado.
Há meses sigo junto nesta troca, nesta cumplicidade, sem um futebol vistoso, mas que a cada rodada vai nos devolvendo o orgulho de ser Coxa-Branca.

Se não foi de um jeito, está indo de outro. Quase virando uma página de um período turbulento que deixou marca e, parece, muito ensinamento.
Retomamos o comando da escrita de um script do nosso tamanho na história do futebol.

Falta pouco. Seguimos juntos!



Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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