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ArquibancadaSergio Brandão

25 anos sem Lombardi

Pelo amigo Carlos Kleina, sou lembrado que completamos 25 anos sem Lombardi Jr.

Grande amigo, grande chefe, grande Coxa Branca. Mais palmeirense que Coxa, é verdade, mas também Coxa. Primeiro pelas cores, depois pela afinidade e principalmente porque escolheu este estado para viver e, justamente nos melhores tempos do Coritiba.

Lombardi sempre teve o cuidado de dar o mesmo tratamento a todos os clubes da capital, mas veladamente anunciava sua preferência pelo Coritiba.

Seus bordões, com aquela voz, eram a marca, quase uma assinatura do Coritiba onde quer que estivessem - ele e o clube.

Não tive o prazer de trabalhar com Lombardi em Rádio. O conheci em Presidente Prudente, extremo oeste paulista e mais tarde nos reencontramos aqui, em Curitiba, quando a CNT – Central Nacional de Televisão, montou, por Galvão Bueno, a famosa equipe da Mesa Redonda, com transmissões do Campeonato Regional e da Copa do Brasil, em 1993.

Lombardi, muito amigo de Galvão, chefiavam a equipe, que durou pouco tempo. Problemas de relacionamento com a família Martinez, dona da rede, devolveram Galvão à Globo. Na época, a ideia era fazer o que Luciano do Valle fez na Tv Bandeirantes, tendo o esporte como âncora da programação dominical da Tv. Lombardi Jr era o segundo nome da emissora, que com a saída do Galvão, passou a ser o primeiro, mas que também durou pouco.

Um acidente numa pescaria, principal diversão de Lombardi, lhe tirou a vida. No dia 16 de Janeiro de 1994, o futebol perdia um de seus maiores e melhores narradores esportivos.

Até hoje seus gritos de gol, sua famosa frase - “ estremece este gigante de cimento armado”, ecoam pelo Couto Pereira.

Lombardi, Evangelino, Bayard... estes dias Celio Maciel e tantos outros, são as recordações que nos levam àquele Coritiba vencedor, que nos fez reféns deste amor incondicional e que ultimamente tem nos feito sofrer.

Cada vez mais loucos por este clube, por enquanto nos resta apenas a lembrança destas figuras, com estas lembranças que nos alimentam com a saudade, sentimento que nos trás a esperança de dias melhores.

O que seria do Coritiba hoje, não fossem estes homens e suas histórias?

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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