A brincadeira tá ficando boa!
Temos tido a felicidade de comemorar gratas revelações em contratações que até estes dias, muitos torciam o nariz. Tomas, Rildo, Galdezani, W. Mateus, Márcio e até Anderson, que já se tornou o queridinho da torcida.
É... parece que o Coritiba vive mesmo uma nova fase ... está em lua de mel com o torcedor.
Com algum cuidado, esta fase pode se manter até o final do ano. Fase que teve data e hora pra começar: foi quando ganhamos bem do Cascavel, ainda na fase mata-mata do Paranaense. Mesmo que se soubesse da fragilidade do adversário, naquela oportunidade algo já dizia que novos tempos estavam chegando no Coritiba.
Não deu outra: na sequência ganhamos um atletiba indo pra forra na vitória dos 3 x 0 na baixada. Aquilo foi mesmo inesquecível. Fechamos o paranaense ganhado o título estadual dentro de casa. Não saberia dizer quando foi a última vez que tivemos uma sequência assim, de tantas alegrias, uma atrás da outra!?
Com um pouco de bom senso e pé no chão, sem conversa fiada, sonhos e promessas vazias, o Coxa pode ir ainda mais longe e ter finalmente um ano melhor. Isto já está bem claro. Com alguma competência dentro do departamento de futebol, isso não se perderá. Daqui pra frente será como pegar um recém nascido no colo pela primeira vez. É um time renascido, sim, ainda muito frágil, mas que começa bem seus primeiros dias da nova vida.
Na coluna anterior, eu já dizia que as substituições necessárias, contra o Santos e agora contra o Vitória, mostraram que o time não sentiu a falta de algumas peças consideradas importantes. O que demonstra ter elenco. Saiu Anderson para entrar Tomas que deu conta do recado. Agora, Rildo que finalmente disse a que veio, depois de um período no estaleiro. Além de nos dar um belo gol, Rildo garantiu mais três pontos ao Coritiba, numa partida fora de casa, coisa que a torcida nem sabia mais como era.
Os críticos de Pachequinho se calam diante do que o baixinho tem feito. Anda acertando na mosca nas escalações que andam funcionando muito bem. Pacheco colocou o time pra frete, sem medo. Conseguiu consistência numa defesa que ainda precisa de mais firmeza. Nesta questão Pachequinho vem fazendo milagres.
Sorte, acertos, competência, boa fase de atletas que ocupam posições importantes? Não sei. Acho que tudo isso junto. Um pouco de cada. Sei mesmo que além da competência de alguns, a sorte definitivamente anda fazendo morada no Alto da Glória. A sorte que não tínhamos há anos. Porque sem ela não há treinador e nem time que resista.
Temos pela frente um novo atletiba. Uma partida que pode ser o marco nesta fase do brasileiro que está apenas começando. Uma vitória convincente põe fogo neste time e aí ganha mais confiança ainda.
É cedo, sim, muito cedo. Como muitos já disseram aqui: "primeiro vamos tratar de somar pontos e chegar o mais rápido possível aos 45. Depois, dá pra pensar em projetar um segundo passo, rumo à Libertadores".
Quanto menos se ouvir nomes de dirigentes e conversas de bastidores, melhor para o Coritiba. Todos ganham, inclusive eles, os dirigentes.
Rumo a mais um atletiba, onde só a vitória interessa.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (59)
