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ArquibancadaSergio Brandão

Acorda SAF !

Volto bem antes do que previa ou que gostaria. Tinha comigo o propósito de retornar abordando temas relevantes à remontagem do grupo para 2024. Pouco ou quase nada mudou. Apenas um volante, mesmo que tenha lá sua qualidade e seja bem recomendado, Arilson é pouco ou quase nada diante da minha expectativa para o ano que vem.

Ainda me incomoda muito mais as quase certas saídas de atletas pontuais, que seriam determinantes para a campanha de subida para 2025. Caso de Marcelino Moreno e Bruno Gomes, jogadores que poderiam fazer a diferença nesta série B de 2024.

Como dizem por aí, levamos muito tempo garimpando um 10, agora que achamos, vamos vender? E olha que Marcelino Moreno não é tudo isso, mas pra quem teve como um ultimo bom camisa 10, Robinho e antes Alex, Moreno seria a nossa máquina de fazer o time jogar neste 2024, com Bruno Gomes como principal parceiro. Tenho minhas convicções que a dupla não decepcionaria a torcida Coxa.

Terminei o Brasileiro de 2023 dizendo que estava mais fácil eleger os que ficam do que os que podem ser dispensados. Morisco, Thalisson Gabriel, Jean Pedroso, Thiago Dombroski, Natanael, Jamerson, Bruno Gomes, Sebastian, Bruno Gomes, Moreno e Slimani, ficam no meu time. O resto pode dispensar.

Com otimismo, se ficar a outra metade, podemos festejar, mas também temer. Porque se as expectativas forem confirmadas, com as saídas de Bruno e Moreno, perdemos toda a já limitada criação de meio. Outro problema será a reposição desta mão (pé) de obra que sabemos é muito rara. Além da dificuldade de reposição, não temos oferta no mercado e se com sorte achar, a pergunta é: que jogador de qualidade medianda terá interesse em disputar a Série B pelo Coritiba?

Com tudo isso, mesmo que ainda cedo, 2023 ainda não acabou e temo muito por isso. Acho a movimentação de saída muito maior que a de entrada. Se não estou enganado estamos há um mês do início da temporada e mesmo que o estadual não seja prioridade, no mínimo espero uma melhor campanha na Copa do Brasil, pelo menos sem vexame e um brasaileiro convincente, que seja ao menos entre os 4 primeiros.

Se não estou pedindo muito, o barulho que gostaria de estar ouvindo, ainda está longe da expectativa para o ano que vem. Seguimos ainda atolados nas frustrações de mais de 15 anos.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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