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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Ainda longe do Coritiba que queremos!

Lembro que anunciei aqui no começo do Campeonato Regional, minha tolerância com os ajustes que o treinador deve fazer. Dizia que aceitaria tropeços até a 6ª ou 7ª rodada. Não sei se consigo chegar até lá. O time de ontem e as invenções de António Oliveira, me desanimaram muito e a paciência com estes ajustes parece ir embora a cada rodada. Sem muito, ou quase nada para comemorar, as coisas se arrastam e chegam a um problema crônico no Coritiba: a falta de qualidade. E com isso não há muito o que fazer com o material que tem em casa. Não se faz pão sem farinha de trigo.

Quem viu o jogo de ontem sabe bem do que estou falando. Não dá pra aceitar as limitações evidentes percebidas. Nem quero entrar no mérito individual de cada jogador, porque no conjunto a coisa não funcionou, principalmente no meio de campo.

Com pouco ou quase nada para comemorar, então vão alguns destaques de ontem: finalmente Chancellor dá sinais de achar o caminho da segurança, mas com tudo, ainda só se garante como um bom banco para as competições nacionais. Gabriel é uma segurança no gol. A segurança que não tínhamos há anos. Alef Manga entra definitivamente na briga pela artilharia. Isso deve ser mais uma motivação ao jogador que cada vez mais confirma que foi acertada sua permanência no elenco de 2023, se consagrando como o xodó da torcida.

Quanto a Antônio Oliveira, bem, este começa a figurar dentro um problema histórico no Coritiba das últimas duas décadas. Além de pavio curto, quando precisa se apresentar como o líder de grupo acalmando as coisas, é o primeiro a tomar o amarelo com reclamações, em discussões com a arbitragem, muita delas desnecessárias. Vai somando cartões amarelos e logo estará à frente de alguns atletas mais abruptos e sendo convidado a se retirar do banco mais cedo. António também parece se caracterizar como mágico com algumas invenções que até aqui não convenceram. Não vai demorar para começar a receber cobranças mais duras da torcida. Depois das duas próximas rodadas em casa, vai lhe bastar um atletiba para se consagrar, para tirar a má impressão que deixa até aqui, ou se afundar de vez.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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