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ArquibancadaSergio Brandão

Aos srs. dirigentes e ao treinador António Oliveira

Se a diretoria Coxa ainda acredita em António Oliveira, mesmo que isso lhe custe ir contra a maioria da torcida, podia pelo menos escalar outro personagem para as coletivas. A esta altura, as falas do treinador, mais irritam do que consolam. As frases de efeito, o positivismo de António Oliveira, mais parecem deboche.

Tá difícil entender direito este jeito dele de ver o futebol, que mesmo diante de derrotas seguidas, com uma sacola de gols sofridos por times de séries C ou D, sem tática, sem jogada ensaiada, parece time peladeiro. Apostar em um projeto que nos leva a caminhos melhores, não é bem o espírito do futebol brasileiro e ainda não vi sequer evolução do tal “projeto”.

António Oliveira também precisa entender um pouco da nossa história, da cultura brasileira para que também faça com que esta relação seja no mínimo suportável. Afinal, é nosso empregado, é pago para trazer resultados e se a filosofia europeia é o que compramos, então que ao menos haja uma adaptação e o consequente entendimento dos dois lados. Do contrário, a convivência não será possível. Não vejo força alguma do treinador para que isso aconteça. Pelo contrário, força seu jeito de ser sem sequer levar em conta o outro lado e isso já passa do limite.

Aqui não há um conceito, há uma história a ser respeitada, há uma torcida exigente que já não tem mais paciência para promessas que nunca chegam. Das conversas de dirigentes em período de eleição a treinadores que pedem calma a cada fracasso que, nos últimos anos chegam recheados de vexames.

Ninguém aqui está pedindo título de Libertadores, Copa do Brasil ou de Campeão Brasileiro. Estamos falando de não ficar no meio do caminho, perdendo vaga para clubes de séries C e D, em Campeonato Regional, sabidamente de qualidade técnica bastante discutível. Também não se trata de tropeços eventuais. Isso é crônico, tem longos e cansativos anos, mesmo que a gente leve em conta o pedido de paciência de dirigentes, quando a intenção era recuperar o clube financeiramente.

Esta história tem quase três anos e esta paciência também já teve seu tempo. Em vias de implantação de SAF, ainda exigimos muito pouco. O fim dos vexames e um time de qualidade mínima para disputar uma Copa do Brasil e o Brasileiro.
Isso não é pedir muito, né?

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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