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ArquibancadaSergio Brandão

Atletiba com psicólogo 24 horas

Coritiba e Atlético andam estampando a cara do fracassado... do futebol pequeno e provinciano. Com duas administrações desastrosas, não podiam estar em posição mais adequada na classificação do brasileiro. Pra arrematar, o principal jornal de esportes do estado, lançou uma pergunta, estes dias: QUAL DOS DOIS CONSEGUE FUGIR DO REBAIXAMENTO? Me parece que os dois dirigentes merecem o jornal que têm. Nós, torcedores, acho que não! Nem o jornal e nem o time que nos deram para torcer este ano.

Um patina na lama há meses, o outro anda fazendo uma força danada para entrar. Conseguiu um “respiro” na vitória apertada contra o Corinthians, na última rodada.

Não é a primeira vez que teremos um atletiba assim, sinal mais do que claro que algo anda errado aqui pelas “bandas” do futebol paranaense.

Parece que vão para o clássico sem a vergonha na cara, e não se importam mais em perder. A indignação das derrotas ainda é só do torcedor.

Para o Coxa, talvez seja a partida mais importante deste ano. Mesmo com o time desacreditado, uma vitória no clássico pode mudar o rumo, mas para isso, será necessário muito mais do que podem supor os próprios atletas. Vão precisar superar seus limites, coisa que vi muito mais no esporte amador, em algumas modalidades de alto rendimento, e muito pouco ou quase nada no futebol. Nem sei se os atuais jogadores do Coritiba sabem do que estou falando. É que o trabalho é muito mais para o psicólogo do clube, do que para o treinador e departamento de futebol.

As vezes acho que o intelecto de alguns não alcança este raciocínio e daí, a conversa se torna impossível.
Acho que vale retomar a questão que me referi estes dias: o momento é para o surgimento de um líder, de alguém que ponha a bola debaixo do braço e chame o resto do time para o jogo, em nome da dignidade, cobrando vergonha na cara, superando limites.
Uma vitória diante do principal rival, pode transformar o ambiente, nem que seja apenas para sair do sufoco e tomar um folego para seguir.

Esta semana de preparação, está muito mais para outras coisas, do que para os exaustivos treinos técnico/ táticos ou físicos. Alguém precisa tirar estes enormes fones de ouvido que estes caras usam, desligar celular, os tablets, para que ouçam uma outra história. Que apareça alguém capaz de dizer algo além do que estas cabeças estão acostumadas a ouvir. Só algo diferente para dar um novo rumo - que não seja a que se desenha há meses. Entre os atletas, o cara pra fazer isso chama-se Alex.

À diretoria cabe o papel de parar de se fingir de morta e até esta sexta-feira dar um jeito e liquidar todas as dívidas salariais.

Andam mal tratando o torcedor, o melhor desta festa, em anos do histórico clássico. E o único caminho para começar a reconquistar o torcedor, é a vitória convincente no sábado. Com cautela, porque contra o São Paulo ficou a lição. Acharam que a partir dali o futebol entraria na ordem natural e passaria a jogar como time grande. Não é. Precisa de mais, muito mais. O time é limitado e precisa de superação. Do contrário a coisa não vai.

Que a diretoria também faça a sua parte.

Oremos!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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