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ArquibancadaSergio Brandão

Boa sorte, Carpegiani!

Nem sei quantas vezes usei o título acima com outros nomes. Celso Roht, Ney Franco, Kleina, Pachequinho ... mas creio que agora tem tudo para ser diferente, espero.

Como também sei que será inevitável que a gente comece nossas projeções de como Carpegiani vai armar este time. Um prato cheio para os chamados “cornetas”, e uma incógnita para os menos ousados, que assim como eu preferem esperar e não se meter onde não é chamado.

Primeiro é preciso lembrar que Carpegiani alcança uma quase unanimidade, com aprovação entre dirigentes e torcida. O que é muito bom para este início de trabalho, garantindo tranquilidade que nem Kleina e nem Pacheco tiveram. Nem Ney Franco, que era um pouco mais qualificado que os dois últimos, também não conseguiu esta unanimidade.

São várias perguntas que certamente ainda vão ficar sem resposta. Carpegiani precisa conhecer o que tem na mão, saber com quem pode contar, entender principalmente limitações e qualidades. Coisa que leva tempo, e que terá só depois de algum período de treinamento. Por enquanto ainda teremos um time com a cara de antes, imagino eu. Bom seria se já fosse possível, nem que fosse um pouco de mudança. Uma vitória contra a Ponte, daria mais tranquilidade ao trabalho e à todos nós.

Então, como teremos o Coritiba na próxima rodada, contra o Cruzeiro, na abertura do returno? Carpegiani nunca foi um treinador defensivo. Gosta de um meio de campo bem povoado. Sempre foi austero e exigente. Uma linha de trabalho que cai como uma luva para o oba-oba que rola lá dentro. Carpegiani vai ter entre muitas outras coisas, ainda ter que trabalhar além da conta, acertar a casa e dizer quem manda. Especialmente no que se refere a quem pode e deve trabalhar com ele, e não os indicados dos gabinetes.

Aos menos avisados, os que ainda lembram da antiga história, quando Carpegine treinador do Coxa pela última vez, escalou num atletiba o zagueiro Jorjão, como centroavante. Fato que na época virou piada, afinal aquilo foi mesmo um fiasco. O outro lado desta história , contada por quem transitava pelos bastidores do Coritiba, garantem que a decisão de tamanha façanha, foi apenas uma retaliação com os dirigentes que nunca trouxeram o atacante que ele pedia, há muito tempo. Eu particularmente, prefiro lembrar da boa impressão que deixou, com muitas conquistas.

Se mesmo assim, persistir a história do Jorjão, lembro então que ainda assim, Carpegiani chega em boa hora. Exatamente no momento que temos o despertar de um novo zagueiro que começa a se achar centroavante. Tentando primeiro fazer gols do seu lado no campo. Quem sabe com Carpegiani, Juninho não seja melhor orientado e acerte finalmente o gol onde precisa colocar a bola.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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