Complexo de grandeza
Pelo que se desenha nos campeonatos regionais, conseguimos eleger uns 5 ou 6 clubes, com força maior, mesmo assim, nada assustador. Nada que nos impeça de jogar como time pequeno e arrancar um empate dos grandes fora de casa. Parece que é este conceito que tá difícil de aceitar: incomoda ser chamado de TIME PEQUENO. Quem de nós é capaz de engolir isso no seco? Principalmente sendo o que já fomos. A questão passa principalmente pelo momento. Hoje, nacionalmente somos classificados como pequenos, tão pequenos quanto os que nós chamamos de pequenos e achamos que sobre eles somos maiores.
É que sofremos de um complexo de grandeza herdado de idos tempos, mas que é possível retomar. Sugiro esperar a crise da falta de tudo passar, e depois rever estes conceitos e tentar coloca-los no trilho novamente.
O momento é de aglutinar, somar com o que tem e que pode ter neste momento, mas nem pensar em perder o pouco que já temos. Nem pensar em abrir mão de Marquinhos Santos, sondado ultimamente pelo São Paulo. Que Rafhael Lucas continue iluminado e não apareça uma proposta milionária que o leve para longe daqui. Que venha o ilustre desconhecido Thiago Galhardo, artilheiro do Madureira, que venha Neto Berola, que venha Netinho, enfim... todos em nome de um Coritiba em construção.
Assim, de pequenos estagnados - longe dos pequenos de sempre - armazenamos forças e retomamos o crescimento. Quem sabe logo estaremos novamente brigando por vagas pela parte de cima das tabelas de Copa do Brasil e Brasileirão, voltando a sonhar com uma Libertadores da América. Reconquistamos o medo que sempre impusemos aos adversários, fosse em casa ou fora, com grandes ou pequenos.
O Coritiba em construção passa pelo torcedor que está sendo chamado a ajudar. A diretoria faz sua parte. Abre mão das absurdas multas impostas até a semana passada, para reconvocar os que deixaram de contribuir com o clube como sócios, por alguma razão. Novos planos, com dívidas zeradas, são os atrativos para novos e antigos sócios. É o momento de voltar a ter o maior quadro associativo entre os grandes. É o primeiro passo para voltar a ser grande. Relembrando os bons tempos quando a principal receita do clube foi o quadro associativo.
Um grande time não começa com um grande goleiro, não. Aqui, sempre começou pela sua grande e fiel NAÇÃO COXA-BRANCA!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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