Dando a cara pra bater
À disposição da imprensa para uma coletiva, o diretor de Futebol do Coritiba mais uma vez falou, falou e não disse nada.
Para não responsabilizar só o diretor de futebol, quem sabe se tivesse alguém para perguntar o mínimo necessário, quem sabe a coletiva tivesse sido mais produtiva e interessante. Como não há pergunta, não há resposta.
Em outros tempos, havia diretor de futebol de saco roxo para enfrentar setoristas que marcaram época no clube e no futebol paranaense. É verdade que nunca houve muita contundência, mas havia respeito ao torcedor. Ou pelo menos à inteligência do torcedor.
Como também havia treinadores e diretores que topavam e aceitavam o embate. Por isso, acho que todos somos um pouco responsáveis. Nos, acomodamos com a mesmice, cansados de ouvir tanta bobagem, já nos acomodamos com a burrice reinante, de ambos os lados.
Assim, vamos lentamente desistindo, pelo menos eu, de colocar um pouco de acidez, olhar crítico nestas bobagens que andam nos dando para ouvir e ler.
Me identifico com uma legião de torcedores, cansados destas entrevistas que nada acrescentam, nada dizem e que são feitas até com certa naturalidade e frequência, só para cumprir protocolo, como se não fossemos capazes de raciocinar.
Porque hoje (26), Pastana repetiu as mesmas bobagens que disse no final da semana passada, numa entrevista exclusiva numa emissora de rádio.
Na minha época, quando convocavam uma entrevista coletiva, é porque havia um fato novo. Hoje usam esta designação para repetir bobagens que nada acrescentam.
Sem fato novo, sem soluções para os velhos e requentados problemas, o Coritiba segue em seus dias de “ faz de conta”.
Eles fingem que jogam e dirigem, que se preocupam com os problemas, enquanto nós deveríamos fingir que torcemos.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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