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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Desabafo 2

É impossível ser Coxa-branca apenas de arquibancada. Ser Coxa é viver os problemas do clube e tentar resolver, quando possível. Não tenho compromisso com a oposição (Coxa Maior), mas me posiciono contra a situação e no momento - para mudar as coisas - o caminho é a chapa Coxa Maior.

Para quem já esqueceu dos problemas anteriores (que geraram esta angústia final no brasileiro), é bom relembrar as ações dos últimos anos da atual administração.

Se ainda restar dúvida, arruma alguém pra te contar dos problemas internos vividos pelo clube. Se você acha que não precisa ir tão longe, apenas relembre da famosa manifestação (com a faixa no atletiba), protestando contra a falta de pagamento dos salários. Por trás daquilo, tinha muito mais do que pagamentos atrasados. Aliás, ainda existem muitos problemas sérios de desmandos e de relações internas provocados única e exclusivamente pelo presidente Vilson Ribeiro de Andrade e que poderiam ser evitados.

Se você ainda acha que isso não é suficiente, procure fazer um retrospecto das frases soltas, deixadas no ar dentro do departamento de futebol. Pego apenas uma delas, deixada pelo próprio Alex, quando se referiu ao título de pentacampeão que deixaram escapar.
Alex não fala nas entrelinhas. Ele é claro, afirmando que a diretoria nada fez para evitar aquela tragédia anunciada com o fraco time do Maringá que nos eliminou. Depois daquilo, nada foi feito e com a mesma conduta começamos o brasileiro.

Se isso ainda não é suficiente, relembre as acusações que recaíram nas costas de Ximenes, sempre apoiado e escondido por Vilsão. Os problemas financeiros que se agravaram, a dívida cada vez maior, a obscura conduta da administração no caso Deivid, a vinda de jogadores que nunca fizeram sentido, da mentira que é o setor Pro Tork... do Vilsão naquele cargo de "aspone" na Copa do Mundo, com o time em plena crise técnica.

Infelizmente a memória é curta e os comportamentos são viciados, sempre refletem o momento. E o momento é o alívio que sente o torcedor, por mais uma vez ter escapado da queda para a série B. Os louros desta batalha estão recaindo de “ graça” no colo da chapa da situação. Poucos creditam o mérito disso ao atual elenco, que se superou, sendo maior do que é, apenas para livrar o nome do Coritiba de mais um vexame.

Apoiados pela torcida, conquistaram o que parecia impossível. O mérito é da torcida e dos jogadores. A força começou na arquibancada e contagiou os atletas no gramado, não da atual diretoria.

Mesmo assim, se você ainda acha que tudo isso não é suficiente, então leia a matéria ao lado, intitulada DESABAFO. Dr. Walmir Sampaio que trabalhou no clube durante anos, relembra a dureza que foi prestar serviço na gestão Vilson Ribeiro de Andrade.

Você que apoia a atual administração apenas porque tem medo do novo, precisa repensar sua posição. A renovação é saudável. No Coritiba é necessária... já passou da hora. Antes mudar agora, do que se arrepender e ter que engolir novos desmandos por mais alguns anos.

Antes do dia 13, pense bem. Seu voto é importante para o futuro do Coritiba. Não se deixe levar por novas promessas.

Faça agora, para não reclamar depois.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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