Deus é fiel!
Fiquei imaginando os desejos de cada um, do estrelato que cada um sonha para sua futura carreira. Mas também pensei em quantos destes, ou nenhum deles, pode servir ao Coritiba nos próximos anos, se juntando aos outros “Piás do Couto”, ou não, que até agora apenas se juntaram a outros jogadores medianos e outros ruins e que juntos, quase nada conseguiram mostrar.
Deus é fiel, mas não faz milagres. Quem sabe estamos mais para “Só Jesus salva”, porque se com 4 treinadores quase 20 contratações - quase todas sem sucesso - quem sabe orando, apelando aos céus.
O adesivo na porta do ônibus, talvez esteja lá muito mais por conta da sabedoria de alguém que, sabedor da passagem obrigatória dos nossos futuros atletas por ali, no entra e sai do veículo, impõe o alerta. Deus será fiel à todas as suas criações, mas não abuse. Todos somos providos de limitações, todos temos valências e dificuldades.
Esta garotada que se candidata a entrar no mundo do futebol, mal sabe o que os espera. Quem sabe o adesivo “Deus é fiel”, ajude a entender que os louvores, mãos estendidas ao céu a cada gol, a firula antes de qualquer início de partida e orações gritadas em vestiário, com o grupo fechado numa roda, de nada vão adiantar se não houver talento, porque por mais fieis que sejamos às nossas limitações, não há milagre que nos faça fazer além do que podemos.
O milagre que Argel não pode fazer, que muitos dos nossos atletas profissionais também não farão.
A sinceridade de Argel na entrevista concedida a Ricardo Honório, na TV- COXAnautas, é a mais pura verdade sobre o que devemos esperar deste time que praticamente encerra 2018, nos dando a certeza que no futebol não há milagres.
Vence quem tem competência, com um pouco de sorte e inteligência. Falta tudo isso ao Coritiba de hoje.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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