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ArquibancadaSergio Brandão

Do céu ao inferno!

Esta situação que tem como única responsável a administração alviverde, está nos transformando num tipo de torcedor chato e pouco amistoso. Quando acontece o que se viu contra o Corinthians, vamos logo colocando a culpa em alguém.

Vejo muita gente, principalmente aqui no site, responsabilizando a arbitragem. Parece que com isso, cansamos de bater no limitado time e na desastrosa administração, e miramos nossa artilharia em outro alvo.

A arbitragem rotineiramente nos prejudica, sim, mas não foi o caso nesta partida, contra o Corinthians. Aliás, pelo contrário, pelo menos a mim, surpreendeu positivamente. Dificilmente um árbitro volta atrás na marcação de um pênalti. Logo depois desta decisão, ainda anulou um gol do time da casa. Em se tratando de Corinthians, outro ponto sempre muito relevante nas decisões do apito, a arbitragem de ontem me surpreendeu positivamente, sim.

O que parece não ser facilmente entendido pela torcida, é a circunstância inédita que o Coritiba viveu nesta rodada contra o Corinthians. Parecia um novo time, até com novos jogadores. Muito diferente do restante do campeonato. Melhor, mais equilibrado, até com certo domínio do jogo, merecendo sair de campo com a vitória - a segunda fora de casa em toda a competição. E no entanto, não foi o que aconteceu.

A diferença para o que fez durante todo o campeonato é que quase sempre o time errava demais, irritando a todos, com um futebol medíocre. Sempre mais errando do que acertando. Contra o Corinthians foi diferente. Acertou mais, só que quando errou, foi punido impiedosamente. Azar de time fadado ao insucesso? Parece mesmo que o destino nos espera lá no fim do túnel, onde muitos ainda preferem ver um pouco de luz.

A irritação com o resultado de ontem colocando a culpa na arbitragem, só se justifica por isso. A raiva do azar que também nos persegue, além de outros fatores determinantes.

Quando acertamos o tempo todo, não dão ao Coritiba o direito de um pequeno erro que seja. Ontem foi fatal. Em outra circunstância, se estivesse em situação melhor, passaria batido e apenas lamentaríamos a perda de três pontos. Hoje, lamentamos os três pontos perdidos e a permanência na ZR, por conta de um erro imperdoável, quando a partida parecia ganha e deveria ter sido encerrada.

Esperava menos para este jogo. O time me surpreendeu positivamente, com um comportamento bastante razoável de quase todos os atletas, especialmente de Alex, que nos levou do céu ao inferno.

Nas duas últimas rodadas perdemos o jogo no banco. Além das substituições erradas, não temos elenco, não temos reposição. Marquinhos paga por isso e parece não saber o que fazer quando o time de fato precisa dele. Acaba mexendo errado e arma desarrumando tudo e coloca o time nervoso, pecando até em fundamentos.

A corda esta cada vez mais apertada. De seis jogos restantes, precisamos vencer quatro.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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