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ArquibancadaSergio Brandão

Domingo a torcida joga!

Há pouco menos de dois dias da rodada do fim de semana, fico aqui pensando em algo que não seja a tortura que nos espera domingo a partir das 19:30 hs. Será inesquecível como foram os 6 x 0 em cima do próprio Palmeiras em 2011, mas desta vez com qualquer resultado.

Coritiba e Palmeiras só fizeram algo mais emocionante na decisão da Copa do Brasil de 2012. Outras tantas partidas pelo Brasileiro, em especial a primeira de Alex contra o Coxa, com vitória do Palmeiras, com gol dele, no gol de entrada do Couto, mas assim, com os dois brigando pela parte debaixo, é a primeira vez , e promete mesmo muita emoção.

Pra quem gosta de futebol, mais uma prova de que o regulamento de pontos corridos, classificando os quatro primeiros para libertadores e rebaixando os quatro últimos, coloca a mesma emoção nas duas pontas da tabela. Muito mais por quem briga pela parte de cima, claro, do que para quem briga como nós, para fugir da parte debaixo.

Em São Paulo, a derrota para o Sport, na inauguração da Arena Palmeiras, com gols de um conhecido nosso, Patrick, deixou o Palmeiras de crista baixa. Por aquelas bandas, poucos apostam que o time se recupere e muitos até arriscam colocá-lo como um dos prováveis rebaixados, pelo menos foi o que pregou a imprensa e muitos torcedores por estes dias.

Enquanto isso, nós por aqui, sabemos que não é bem assim. Muito time pior veio aqui e levou pra casa três pontos. Claro, o momento é outro, só que o time é o mesmo. Sabemos o time que temos e prefiro acreditar na força da torcida do que no time. Nos falta a pegada que vi na Chapecoense diante do Fluminense. Como disse um amigo, “foi pra cima, sem dó nem piedade”. É isso que falta ao Coritiba, tesão de ganhar.

Por isso, insisto na força do “Eu acredito”, a força que move o Galo mineiro em situações onde a fé já não existe mais, mas parece ser o que nos resta. Não temos outra alternativa, a não ser acreditar e passar isso para o gramado.

Os paulistas não devem saber a quantas anda nossa maré, que além da ausência de competência, fechou parceira com o azar, que nos dá pequenas folgas em uma ou outra rodada.

Não estou pessimista não, ainda prefiro acreditar em vitória e numa bela combinação de resultados. Que possamos lembrar dos 6 X 0 da Copa do Brasil de 2011, e não a decisão de 2012, contra o mesmo Palmeiras.

Que Alex encontre seus últimos suspiros de amor pelo clube e de toda a exuberância do seu futebol. Que Luccas Claro seja decisivo mais uma vez. Que Joel ache mais uma vez o túnel dos visitantes. Que Marquinhos Santos não meta os pés pelas mãos, errando em suas substituições (as vezes absurdas). Que Vanderlei reedite apenas seus melhores momentos, que não passe por ali nem um fio de azar.

Que os deuses do futebol estejam conosco!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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