E agora Samir?
Ganhei muito com isso. Conheci e aprendi muitas coisas do Coritiba. Alguns temas e assuntos que apenas conhecia superficialmente. Tentei não perder nenhuma movimentação quando o tema era eleição. Acompanhei as redes sociais, tendências, opiniões, sugestões etc.
Fiquei mais próximo e entendo finalmente melhor este emaranhado que é o Coritiba. Fiz amigos, nas três chapas. Saio do processo com a sensação de missão cumprida. De ter levado até vocês o que se falava de eleição no Coxa, sempre acompanhado dos amigos Marcelo Carneiro e Ricardo Honório.
Tenho comigo que o maior beneficiado nesta eleição foi o Coritiba. Não tenho informação de outras campanhas com estas características. Fico com a impressão que mesmo que fosse João C. Vialle ou Pedro de Castro o vencedor, teríamos um presidente melhor que todos os outros quatro últimos, com dedicação exclusiva, com o incansável trabalho para tentar tirar o Coritiba desta situação em que se encontra.
As urnas escolheram Samir Namur como o novo comandante. Tenho fé nele, como teria se fosse Pedro ou Vialle. A coincidência de fatos, com o clube endividado, na segunda divisão, com uma política interna que até aqui não funcionou, imagino ser este o momento certo para o recomeço. A hora parece ser esta para mudar, devolver o Coritiba aos trilhos ou criar novos caminhos.
Neste período de campanha vi muita vontade e grande interesse na mudança, nos três candidatos. Muita seriedade e pés no chão. A diferença entre eles talvez esteja em ter os caminhos para fazer esta mudança acontecer. E aí entramos no mesmo processo de discussão usado na campanha, onde cada um teve a oportunidade de expor seus caminhos para tirar o Coritiba deste buraco que nos meteram. E este processo acabou. A discussão agora precisa ser outra.
Sei tanto quanto você que boa intenção não basta, é preciso ter competência e conhecer as portas que precisam ser abertas.
Espero que juntos, sob o comando de Samir Namur, Pedro de Castro e João C. Vialle, se juntem numa frente para fazer tudo isso acontecer. O Coritiba precisa sair mais forte deste processo.
Dirão os mais pessimistas que daqui pra baixo não tem mais para onde ir. Chegamos no fundo do poço e pior do que está, não fica. Prefiro acreditar que a coincidência dos fatos, o conjunto da obra, nos leva pra cima. Vamos sair da estagnação, sim.
Ontem (9) de dezembro, sábado, dia eleição no Coritiba, pós apuração dos votos, era possível encontrar nos arredores do Couto Pereira, muita alegria e alguma desilusão. Me junto aos alegres ou esperançosos, à vontade para escolher o adjetivo que você achar mais conveniente.
Entendo melhor o Coritiba. Melhor que isso seria se quem veste a nossa camisa, quem nos representa em campo, também entendesse assim. Mas não é o que temos visto. Então, parece que o grande segredo está em saber montar, ou no nosso caso remontar o Coritiba em seu departamento de futebol.
Samir Namur, o Coritiba está em sua mãos!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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