Em busca da regularidade perdida
Os números e a qualidade do futebol parecem ter levado definitivamente nossas expectativas niveladas por baixo, muito abaixo do que nos acostumamos ou queremos. A queda no nível de padrão de qualidade é de derrubar qualquer torcedor Coxa, mesmo no dia seguinte de vitória com 3 gols a favor e nenhum tomado.
É, estamos mesmo festejando e nos acostumando com um padrão de exigência bem fora do admissível. A única justificativa para a festa na comemoração da vitória contra o América, está na visível melhora de qualidade técnica, mesmo que se leve em conta a qualidade do adversário que até antes da partida colocava o Coritiba em pelo menos na mesa condição de nível técnico. Tá aí uma questão pra ser bem avaliada de cabeça fria, quando a empolgação pela “goleada” passar.
A primeira lição parece ter sido aprendida: a maioria ainda não consegue festejar, mesmo que seja de 3 x 0. O melhor comentário que li nas redes sociais dizia “não sei se comemoro ou deixo que o sentimento de raiva tome conta”! Ou outro: “ por que não fizeram isso antes?” Por que não jogam sempre assim? Acho que não vale perder tempo com explicações, porque as justificativas são muitas.
Perguntas ainda sem resposta. Aliás, mais perguntas que se acumulam para quem ousa tentar entender ou definir este time que nos deram pra torcer. Vejo que alguns preferem justificar o resultado pelo bom futebol jogado pelo que fez o meia Andrey. Ou pela suspensão de Tiago Kosloski, que nesta partida não esteve no banco. Acho que nem uma coisa e nem outra.
É verdade que Andrey parece finalmente ter desencantado. Também é verdade que o time teve comportamento exemplar nesta partida, contra o América, mas também é verdade que não será fácil encontrar alguém que crave um palpite seguro sobre o Coritiba da próxima rodada, contra o Cruzeiro, na Vila Capanema.
Tá certo que palpitologia é uma coisa e regularidade é outra. E é a regularidade numa competição de futebol que determina o futuro de um time. E a regularidade definitivamente não é uma qualidade deste time do Coritiba.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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