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ArquibancadaSergio Brandão

Em busca da regularidade

Não estou entre os pessimistas, mas ainda me assusta muita coisa no Coritiba e o discurso do treinador Guto Ferreira, ainda não me dá segurança de dias melhores.

Guto tem uma conversa política que não gosto. Eleger por exemplo líderes e colocar Fransérgio entre eles, pressagia novas invenções. Pelo menos foi o que entendi.

Quem sabe, um pouco da arrogância do Antônío Oliveira, a truculência de Zago, e a doçura de Thiago Kosloswki, façam bem pra ele e pro Coritiba. Pode ser a receita de um Guto Ferreira mais próximo do que o Coritiba precisa.

Sei mesmo que não gosto do professor Pardal que habita Guto, como não gosto principalmente da forma que conduz psicológica e politicamente o elenco. Não acho produtivo, pelo contrário, tratar o grupo por igual sem definir posições, líderes de fato, ou natos que podem, por méritos liderar de verdade o time, como era por exemplo W. Farias, o último grande líder que o Coritiba teve em campo.

Ainda é clara a falta de alguém dentro de campo que chame para sí esta responsabilidade para organizar a casa nas horas difíceis como foi em Marabá, por exemplo.

Responsabilizar ou elogiar o grupo todo, é muito genérico e político. A não ser nas conversas reservadas, se é que acontecem.

Depois de uma bela vitória como a de ontem, falar o que falou na coletiva se referindo até a quem não esteve campo, é ser político e pouco profissional.

Além de insistir na invenção com Bianqui, errou nominando líderes. Talvez tenha usado mal a expressão quando tentou se referir a outra questão, talvez.

Também falta imprensa para cobrar o treinador da forma correta, como também falta ao Guto finalmente ter um comportamento coerente não só nas escalações, como nas atitudes para finalmente ter o grupo na mão, não só jogando o que precisa, mas para ter além de comandados, também amigos, se é que ele pretende fazer história no Coritiba, e não passar por aqui como fez nos clubes anteriores por onde foi treinador.

Buscar uma regularidade para um bom começo é o primeiro passo. Jogando fácil como ontem, contra o Cianorte, é o que desejo.

Sábado, no Couto, repetindo e alcançando as etapas seguintes, até chegar à final do Paranaense, começo a achar que Guto terá finalmente achado o caminho de um time para ser acreditado e passar pela série B sem sustos, mas até lá vai ter que rever muita coisa, antes que seja tarde.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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