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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

“Eu acredito”!

Parece que o melhor ainda está por vir, guardaram para o fim. Não podia ser mais emocionante. Quem ainda tinha alguma esperança de se livrar do sofrimento maior, ganhando do Flamengo, voltou a colocar os pés no chão, como foi até aqui, desde o início do brasileiro.

A impressão que fica é que os deuses do futebol tiveram um pouco de piedade de nós e nos deram esta folga de uma semana e meia - que será completada na próxima rodada, com o Vitória.

Entramos nela mais uma vez jogando e de olho nos outros, e assim será até o fim, até a última rodada, tenham certeza disso.
É que mais uma vez, o desempenho do time não nos deixa outra alternativa. A vitória em Santa Catarina, contra a Chapecoense, enche os baianos de esperança e com moral para pegar o Coritiba de cabeça erguida. Coisa que tivemos até o final desta rodada, depois da vitória contra o Fluminense.

Gostaria mais uma vez de errar, como errei no palpite contra o Corinthians, quando achei que tomaríamos uma surra inesquecível. O time me surpreendeu naquela oportunidade. Torço pelo mesmo contra o Vitória, mas convenhamos, não tenho muitos motivos pra isso.
Me visto do mesmo espírito que muitos daqui – “termina logo, 2014”!

Ainda com muita esperança de ver o glorioso na divisão de elite do futebol brasileiro em 2015, mas a que preço? Só nós é que sabemos. Isso está custando muito caro, viu! A todos nós.

Olhar para os próximos jogos e apenas conjecturar. Armar vários times para cada uma das partidas é uma das conjecturas que me toma algum tempo. Esta alternância de bons e maus resultados, de bons e maus jogos, parece ser o que mais impede o maior estudioso de futebol de ousar a previsão de qualquer resultado nestas partidas restantes.

Muitos são adeptos do “é só ganhar as duas em casa e mais um empate fora pra se garantir”, sem precisar de combinação de resultados. Mas a pergunta que me consome é justamente esta. A falta de confiança no time é o grande nó desta questão.

A torcida que sempre fez seu papel, agora, quem sabe possa fazer mais. Talvez tenha chegado o momento da diretoria também fazer a sua parte e finalmente promover um grande chamamento, com ingresso à preços bem populares. Encher o Couto nestes dois jogos. Criar chamadas em tv, jornais e rádios... o espírito do “ eu acredito”, que move o Galo Mineiro, que começa nas arquibancadas e contagia no gramado, pode ser o nosso grande trunfo nesta reta final, nestes dois últimos jogos em casa.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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