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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Fica Zago!

O grande diferencial deste elenco do Coritiba é alcançar o fundo do poço sem se repetir.

Como diz meu amigo João Pedro, a incompetência chega a níveis surpreendentes, agora alcançando as profundidades do pré-sal.

Quando você acha que já foram longe demais, conseguem nos surpreender cavando mais fundo. Não bastam os números vexatórios: 4 meses sem vencer, 122 dias,18 partidas sem saber o que é uma vitória.

Pelo que fez ontem em Porto Alegre, entendo que entramos na fase das surras, das goleadas, que é pra não deixar dúvidas, se é que alguém ainda duvidava da capacidade de superação deste time.

Não lembro quem, mas antes do início da partida contra o Grêmio, alguém costurava alguns motivos para esta situação que se meteu o Coritiba. Dizia que fora de casa talvez fosse um time mais tranquilo porque jogaria sem a pressão da torcida. Absurdo, mas a colocação é a pura verdade, embora possa ser triste e até engraçada. Porque isso faz parte desta incansável busca, de conseguir alcançar a cada rodada o fundo do poço.

Estamos diante de um caso raro no futebol. Um time que sem qualidade alguma, ainda abalado psicologicamente, pobre de tudo, com a máxima urgência precisa ser desfeito, sob pena de abrir uma brecha para que a incompetência se instale definitivamente no Alto da Glória e, mais adiante isso seja irreversível.

Aproveitando que já não somos mais os mesmos, faz uma limpa no elenco, promove a base que é pra gente pelo menos se sentir vingado e deixar estes caras marcados no mundo do futebol com uma demissão em massa e nunca mais conseguirem enganar outras torcidas. Porque com toda a vergonha que nos fazem passar, ninguém deste grupo se dignou em vir a público e nos pedir desculpas pelo seguidos vexames. Não que isso resolva, mas seria pelo menos digno.

Fora todo mundo! E antes que me esqueça: espero não ser necessário explicar o título.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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