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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Futebol X Dinheiro

Vender ou comprar? Parece ser esta a primeira grande questão a ser aprendida pela SAF que agora comanda o futebol do Coritiba, um negócio novo para o grupo gestor.
Negócio com boa lucratividade feito pelo G5, com Marcelino Moreno, por exemplo, que hoje se transformou em lucro colhido pelo grupo da Treecorp.

Da mesma forma surgem outras propostas de venda de outros talentos Coxa. Mas a necessidade de repor para o lugar de Moreno e de outras posições carentes há muito mais tempo, sem dúvida são mais emergenciais.

Talvez seja o momento para pensar numa famosa frase: “matar ou morrer”. A venda em excesso parece ser a morte anunciada, a carência de talentos ainda é bem maior que a necessidade de fazer caixa.

O momento é de gastar e não de vender. Coisa de torcedor preocupado com a qualidade do futebol? Pode ser, mas a verdade é que o torcedor ainda é o principal cliente do futebol. É do bolso dele que sai o dinheiro que financia todo o futebol. E se o cliente não está satisfeito, o negócio não vai pra frente. Regra número um para qualqer um que se meta a viver do comércio.

Em algum momento, se não acharem a mão certa entre a lucratividade ou o futebol com resultados, as consequências vão aparecer no esvaziamento da arquibancada. E mesmo que isso seja óbvio ao torcedor ou a quem vive o futebol já há algum tempo, no beabá da SAF que comanda o Coxa, parece ser uma lição ainda não aprendida.

Os segredos do mundo do futebol que, há muito virou um grande negócio, não permite erros e não permite espaço a amadores.

O Coritiba tem pressa, sua torcida também. A espera de anos pela retomada na dianteira do futebol brasileiro se arrasta em longos e cansativos anos.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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