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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Indignação!

Muito pior que as últimas derrotas, são os dias seguintes dentro do clube. Andam se fazendo de morto e seguem como se nada estivesse acontecendo. Parece que estão perdendo a vergonha da derrota. Parece que já não há mais a indignação, as derrotas já são assimiladas facilmente e agem como clube pequeno que não sonha, que não faz planos porque não tem que dar satisfação a ninguém. As desculpas são as mesmas e tudo fica igual, como se nada de anormal estivesse acontecendo. Como se a torcida fosse algo estranho que surge de tempos em tempos na arquibancada.

Parte da imprensa (com a que me relaciono) gostaria de cobrar algumas questões do sr presidente, mas também se afasta porque ao grupo atual, interessa falar apenas sobre a venda dos camarotes do setor pro-tork, como se uma coisa não estivesse ligada a outra. Como se o torcedor dispusesse de 200 reais, todo mês, para financiar a sua própria irritação a cada jogo do Coritiba. Sentar-se confortavelmente em seu camarote, pagando caro para assistir um futebol de baixa qualidade que beira o ridículo.

Parece ser necessário dizer isso, para que a atual diretoria saia deste casulo em que se enfiou e parece impedir a relação dela com o mundo inteligente, do lado de fora. Nenhuma manifestação de respeito com quem merece satisfação- o torcedor-.

Nem a coragem de se manifestar publicamente e assumir seus erros seu pessoal foi capaz de ter. Como se os acertos do primeiro ano da administração fossem eternos e maior que tudo, encobrindo os erros recentes.

O Coritiba é um clube nota 10 em marketing, mas com o mundo do futebol, não com o seu torcedor. Vilson Ribeiro faz política em benefício próprio e usa o nome do Coritiba para isso.

O sr e sua turma presidente, devem muita satisfação ao torcedor. Seu silêncio é irritante e suas atitudes como dirigente subestimam a nossa inteligência. Não é mais possível que a torcida seja desrespeitada desta forma. O mínimo de satisfação precisa ser dado. Alguém precisa ser homem e assumir as responsabilidades publicamente. Isso não resolve nossos problemas agora, mas juntos quem sabe possamos achar um outro caminho, que não seja este que o sr teimosamente insiste em andar.

A torcida, o maior patrimônio deste clube, precisa saber que destino estão dando ao Coritiba. O Coritiba não é seu, presidente.

Queremos e exigimos satisfação.

Não dá mais para entrar nas redes sociais, ler jornal e ouvir rádio e ver coisas do tipo: “Marquinhos Santos iguala número de jogos e aproveitamento do grande Ênio Andrade” ou “Arquibancadas do Couto receberam visita especial: o ex- integrante da banda AC/DC, Dave Evans!”

Por favor, não é presidente!!! Isso hoje, quinta-feira, depois de mais uma patetada, como a de ontem?

Vamos respeitar a inteligência do torcedor!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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