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ArquibancadaSergio Brandão

Marquinhos pede por socorro

O grupo de jogadores do Coritiba me passa a clara ideia de precisar de algo mais. O pedido de união feito pelo treinador, está mais para um pedido de socorro. Além do pagamento dos salários atrasados, quem sabe alguém com alguma ideia motivacional para esta última etapa, na tentativa de recuperar e achar forças onde parece não existir mais, seja uma das soluções.

Com os pés bem fincados no chão, sabemos que se até agora não tivemos futebol, não seria de uma hora para outra que a bola rolaria com mais facilidade e que os gols e vitórias betariam em nossa porta, nos dando a sequência de vitórias que precisamos.

A reclusão e a blindagem com portões fechados para evitar contato com a imprensa e a torcida, já foram feitos e também não resolveram.
Quem sabe uma conversa franca entre jogadores e presidente, possa aliviar as tensões e renovar um compromisso até aqui não alcançado.

A pressão chega por todos os lados: falta de dinheiro que gera o não pagamento de salários, pressão da torcida, insegurança na equipe que se sente cada vez mais comprometida com as vitórias que acabam não acontecendo.

O Coritiba parece ter chegado no ponto exato onde uma análise em grupo com um bom terapeuta, seria o caminho a se tentar. A união de esforços a que se refere Marquinhos, talvez seja isso. E se o terapeuta não for um profissional da área da saúde, o cara pra isso é o próprio presidente Vilson. Por mais absurdo que isso possa parecer a esta altura do campeonato. Explico mais adiante.

O abatimento é visível a cada coletiva depois de qualquer partida, até mesmo depois das vitórias contra Atlético e Criciúma. Em todas as entrevistas ficou clara a tensão e o abatimento que parece tomar conta de todos lá dentro.
Depois de dois dias, quase 24 horas depois da derrota vergonhosa para o Goiás, ainda tenho na memória a expressão de abatimento de Marquinhos Santos, na coletiva no Serra Dourada.

Evocar os deuses, esperar o futebol que não temos, são soluções que sabemos, não virão.
Hoje, os maiores problemas estão nos bastidores: as portas fechadas, a conversa pequena onde os conchavos e a intriga predominam. Coisa que agrava ainda mais a crise.

Evoco mais uma vez o nome do excelentíssimo senhor presidente, Vilson.
Acorda presidente! É a sua oportunidade de conversar cara a cara com seus jogadores. Assume suas dificuldades e abre o jogo. Tenha o departamento de futebol do seu lado, não contra.
Em nome do Coritiba, presidente! Que sua vaidade, seu medo, sua incapacidade de resolver problemas, sejam menores neste momento de dificuldade, onde o maior prejudicado é o clube que o senhor dirige.

A união que se refere Marquinhos Santos, talvez seja um pedido de socorro ao senhor. Deixe de lado seus interesses pessoais. Está na hora de rever o caminho feito nestes anos todos, antes que seja tarde. Ainda há tempo, presidente.
Coragem, trabalhe pelo bem do Coritiba!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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