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ArquibancadaSergio Brandão

Na contramão da informação

Quando se esperava mudança de chave, com novo ambiente, a administração Coxa faz o caminho da contramão, deixando o ambiente ainda mais perturbado. É o que dizem pelo menos os últimos acontecimentos. Primeiro com Slimani, depois com a retomada do caso Manga - que a esta altura já não se sabe mais se retorna, depois com o caso Gabriel e hoje de novo com Slimani. Tudo isso num prazo muito curto entre um caso e outro..

A sucessão de problemas pontuais, todos de relacionamento interno, e todos com o comando de futebol.Inicialmente são informações desencontradas, algumas bastante contraditórias e algumas de origem bastante duvidosa. Se iniciam nas especulações e depois crescem. Parece que se alimentam em fontes de relações pouco confiáveis, como é de hábito neste ambiente já histórico do futebol.

Até ano passado, estas notícias de bastidores ganhavam pouco espaço entre os veículos oficiais de informação. Porque numa ponta estavam membros do nobre conselho e do outro lado alguns nomes mais influentes da crônica esportiva curitibana. Agora, com um conselho menos forte, com a SAF no comando de tudo, talvez a escolha dos caminhos para conduzir os porões do Alto da Glória, não sejam os melhores e isso talvez explique mais informações de porões do que as notícias que de fato podem interessar. A realidade é que as bombas andam estourando nas redes sociais e todas respingam estilhaços no próprio clube, criando um ambiente interno muito ruim e também entre torcida e alguns atletas, precisamente nos casos de Gabriel e Slimani.

A orquestração na difamação destes nomes, mesmo que algumas informações sejam confirmadas, têm colocado os atletas como vilões, como lembra em matéria hoje, o portal bandab, se referindo a uma das cláusulas do contrato de Slimani.Parece haver uma orquestração para alimentar o sentimento de ódio na torcida. Ambiente pouco indicado para este momento. Além de atrapalhar, coloca mais gasolina numa fogueira acesa há anos.

Tranquilidade é o que precisa o Coritiba e seu torcedor, já bastante cansados de problemas e de desacertos. De Gionedis, Cirino, passando por Vilson, Bacellar, Samir e Gleinn, até chegar ao atual grupo que ainda não encontrou um modelo ideal de gestão para o futebol profissional.

Já passou da hora da implantação profissional de tudo que envolve o Coritiba. Se não piorou, desde a chegada da SAF, vejo que agora estamos perdendo muito tempo com fofocas de subterrâneos. Ações que se tivessem sido planejadas, não estariam em evidência neste momento criando esse clima ruim, principalmente no caso Slimani.
Porque convenhamos, a vinda do atleta e principalmente dos demais estrangeiros em final de temporada, foi um erro grosseiro e imperdoável. Conseguiram estragar ainda mais, admitindo cláusulas contratuais que se fossem bem intencionadas, não teriam sido omitidas aos olhos do torcedor.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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