No caminho
Podia sair do Rio com vitória. Não fossem pelo menos duas grandes defesas de Gatito. Uma no primeiro e outra no segundo tempo. Nas duas oportunidades, com chutes de Robson. Um dos melhores em campo, outra surpresa da partida para quem acompanha os últimos desempenhos do jogador. Robson parece ter acordado depois da falta que resultou em pênalti contra o Sport na rodada anterior. Mexeu com alguma coisa no jogador que contra o Botafogo se superou. Parecia outro cara.
Com um primeiro tempo como há muito não se via, o time do Coritiba foi mesmo uma bela de uma surpresa. Frustrando assim os que esperavam o time defensivo, se contentando com o empate, com as mesmas deficiências de sempre, que em uma ou duas falhas cedesse a vitória ao time carioca. Pelo menos era esta a minha expectativa.
Surpreendeu indo pra cima, errando pouco, sendo difícil achar um ponto negativo num time ajustado e firme, em triangulações que colocaram o time sempre em direção ao ataque, com toques visando o gol adversário, especialmente no primeiro tempo.
Na segunda etapa o Botafogo, se fortaleceu na marcação, arrumou o meio e até aos 10 minutos, parecia conseguir mudar a história da partida. Mas não foi além disso. Parou na firme marcação Coxa, com alguns erros de Filemon e Jonatham, mas que esbarraram na soberania de Sabino e Bueno, outros dos grandes destaques da partida.
Um leão a cada rodada. Assim foi até aqui, sétima rodada e será até o fim do Brasileiro, com pelo menos dois jogos por semana. O que confirma cada vez mais que o mais importante é a montagem de elenco e não um time de onze. É necessário ter reposições e esta parece ser a intenção do novo departamento de futebol, que além de novos nomes, começa a contar com o reforço de atletas que finalmente começam a deixar o departamento médico.
Domingo é dia de confirmar a nova fase com vitória em cima do forte time do Atlético Mineiro.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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