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ArquibancadaSergio Brandão

Novo recomeço?

O que importa mais? Vencer, entrar no G4, ganhar finalmente um meio de campo que crie, João Paulo e Simeão conseguindo marcar e errando menos passes, ou manter uma invencibilidade dentro de casa, que também é do treinador que ainda não perdeu? Sem levar em conta que Geovane fazendo dupla com Thalisson Kelven foi melhor que Alex Alves. De tudo isso o que mais te agradou? Ou foi o segundo tempo com queda no rendimento que te assustou mais e precisa ser levado em conta, acima de tudo?

É sempre bom lembrar que a invencibilidade em casa é de poucas partidas. Este mesmo time, ainda este ano, com poucas modificações, também amargou partidas melancólicas dentro do Couto. Onde João Paulo e Simião já foram considerados ovelhas negras e no compto geral, mais devem do que tem crédito.

Quanto a Alisson Farias, sim. Um meio de campo que sabe se movimentar, é talentoso, incomoda o adversário e teve grande responsabilidade pela vitória. Talvez seja o melhor meia que tivemos desde que Alex deixou o futebol. Fez a diferença, pelo menos para uma série B de nível bastante discutível.

T. Kelven e Geavane fizeram uma partida segura porque o Vila Nova chegou pouco. Mesmo porque, finalmente Wilson também quase não foi visto trabalhando. A marcação que João Paulo e Simião fizeram deu esta tranquilidade à zaga.

Quando o Vila Nova criou para chegar ao empate, não chegou ao gol de Wilson muito mais por ineficiência de seus atacantes do que méritos da defesa Coxa. Mas fica registrado que pouco antes do segundo gol, que acabou dando fim ao placar do jogo, não seria injusto dizer que o Vila merecia no mínimo um empate.

Deixei Pablo e Bruno Moraes para o final desta avaliação, porque são mesmo um caso a parte. Neste momento são os dois principais problemas do time. Perdidos, ineficientes e sem nenhum calibre nos passes e chutes. Alecsandro e Kleber, mesmo com todo este tempo de inatividade, me parecem ainda as melhores opções que precisam ser testadas. Ou quem sabe Evandro ou Rafael Lucas. O comando de ataque Coxa ainda é um grave problema que deve tirar algumas noites de sono de Eduardo Batista.

Com todo o contexto criado desfavoravelmente para esta partida contra o Vila Nova, com o país passando por um grave problema de abastecimento de combustível, noite fria, horário inoportuno, o time que não convence vindo de uma partida muito ruim contra o Boa, apostei num público menor que 4 mil pessoas. Mas não, mais uma vez, a grande e apaixonada torcida Coxa disse quem é e que acima de tudo está viva. Que o seu amor pelo clube ainda é grande e pode ser maior do que muitos imaginam. Mesmo nestas condições ainda levar mais de 7 mil torcedores, é digno de registro e muito louvável.

Ainda vale como registro mais uma questão que muitas vezes só se concebe no Coritiba. Para muitos a rodada contra o Boa era o fim de uma tabela de sequência com partidas teoricamente mais fáceis, porque eram times com classificação pior que a do Coritiba.

Os mais pessimistas, ainda reservados, diziam que preferiam esperar pelas partidas contra times na parte de cima da tabela. A primeira delas foi esta sétima rodada com vitória. A segunda será já na terça contra o Londrina, fora de casa. Se vencer e convencer mais uma vez, diremos o quê?

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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